The Flash | Confira nossa crítica

Barry Allen se mete em uma tremenda enrascada clássica, sob um novo olhar, agora cinematográfico, e cheio de surpresas incríveis!

Ficha Técnica
Título: The Flash
Ano de Produção: 2023
Dirigido Por: Andy Muschietti
Estreia: 15 de Junho de 2023
Duração: 2 horas e 20 minutos
Classificação: PG13
Gênero: Ação, Aventura, Herói, Sci-fi
País de Origem: Estados Unidos
Sinopse: O herói super-veloz Flash viaja até uma linha do tempo onde a Terra está um caos com seus heróis perdidos e em guerra. Cabe a ele consertar tudo.

 

A Meia Redenção

Andy Muschietti acertou em cheio nas doses de diversão, nostalgia e roteiro, mas, deixou muito a desejar na computação gráfica. O curioso é que, por pior que seja o CGI e as representações 3D dos personagens, ainda assim, dá para se dizer que o roteiro e as atuações compensaram bem, para contrabalancear esse detalhe.

Em duas horas e meia de filme, vemos aqui um Flash já vivendo um dia a dia pós eventos de Liga da Justiça, no mundo caótico que vemos nos quadrinhos, o que é uma grata surpresa, observando como os heróis foram tratados nas adaptações cinematográficas até o momento.

Ritmo e Velocidade

Não dá pra negar, os fatores principais estão ali: Barry Allen sempre atrasado, e um Flash subestimado que consegue fazer um bom trabalho como herói, mesmo não sendo lá muito respeitado (seja por seu time ou mesmo pelas vítimas salvas).

O tom de humor está realmente muito bom, intercalando com dramaticidade razoável, dando uma “consertada” em alguns furos trazidos pelo “snyderverso“, dando um bom ritmo para o espectador casual, pois você mal vê o tempo passar enquanto vê o filme, e ele já termina. Nem parece que foram duas horas e meia de filme, de tão rápido!

Super Surpresas a Todo Vapor

Como já era prometido pelo diretor em entrevistas, e mostrado em todos os trailers, o filme é recheado de participações especiais bem expressivas e homenagens muito bem destacadas. Quem é fã das antigas, e viu os primórdios dos filmes e séries da DC, vai se deleitar com alguns poucos minutos impactantes, incluindo tanto coisas já esperadas quanto verdadeiras surpresas que fazem o público ficar de boca aberta!

Bem que o filme poderia ter um pouco mais de tempo de tela para esse “multiverso“, mas, deixar o gostinho de “quero mais” realmente foi uma ótima sacada para este filme, que pode ser o fim de uma era, ou o recomeço de tudo.

Defeitos Especiais?

Não posso mentir, realmente, dentre os efeitos especiais e a animação 3D, a movimentação causava estranhamento, lembrando muito Beowulf ou os efeitos da série do The Flash do Arrowverse. Em alguns momentos pontuais, a computação gráfica entrega algo bem legal, e até engraçado, mas, em grande parte, fica no Uncanny Valley, e deixa desconfortável (talvez até de propósito).

Talvez o efeito mais satisfatório seja mesmo o dos raios em torno do Flash, e as brincadeiras utilizadas no “Flash Time” mesmo (dando destaque à cena de abertura e o crédito de encerramento, que são hilários e bem feitos). Algumas coisas estão um pouco diferentes dos trailers (por motivos óbvios), mas, outras, se mantiveram.

Tragédia ou Comédia

Fugindo das polêmicas que o ator causou na vida real, em contrapartida, seu personagem consegue ter uma carga emocional bem definida, tendo a personalidade falante que vemos em Jovens Titans em Ação, e ao mesmo tempo, o drama familiar de sua origem sombria a partir do falecimento de sua mãe e prisão de seu pai, tal qual vemos em quadrinhos, animações e até na série do Arrowverse, quando se trata do Flashpoint.

As atuações de Ezra Miller e Ben Affleck são os destaques mais fortes do filme, apesar de Michael Keaton entregar bem um Batman 89 já mais vivido, e que agora não tem mais nada a perder.

O vilão mesmo, tem pouco (quase nada) tempo em cena, mas já deixa bem claro quem ele é, e seu objetivo. Poderia ter sido mostrado um pouco mais de tempo na luta final, mas, até que é razoável a forma que imita uma tragédia grega em seu diálogo.

Veredito Final

O filme entrega um pouco mais que o prometido, mesmo prometendo muita coisa, mas, com ressalvas no CGI e modelagem/animação 3D medianas, e ainda assim, consegue nivelar bem e fazer com que o público deixe passar este detalhe, devido ao seu roteiro e direção serem bem coesos para um filme de super herói.

De tudo que foi lançado pelo DCU até o momento, realmente pode ser considerado um dos melhores filmes de herói já feitos na última década e meia, mas, não devido aos seus efeitos especiais computadorizados, apenas pela execução de roteiro, atores e trilha sonora mesmo.

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