Kena: Bridge of Spirits não é perfeito, mas encantador!

| Desenvolvido por: Ember Lab |
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| Publicado por: Sony Interactive Entertainment |
| Gênero: Aventura |
| Série: Kena: Bridge of Spirits |
| Lançamento: 21 de setembro de 2021 |
| Classificação indicativa: 10 anos |
| Modos: Um jogador |
| Disponível para: PlayStation 4, PlayStation 5 e PC |
Autor: Lucas Menegheti
Tamanho não é documento!
Kena: Bridge of Spirits não só chega exclusivamente aos consoles da Sony Interactive Entertainment, mas também na Epic Games. O título chega em duas versões na PlayStation Store: Standard, custando R$214,90, e Deluxe, por R$264,90 com trilha sonora digital e itens exclusivos. Com seu jeito carismático, a Ember Lab é situada um pouco ao sul de Los Angeles na cidade de Orange, na Califórnia. Fundada em 2009 pelos irmãos Grier, Josh e Mike, os irmãos são responsáveis pela pequena e grande equipe de 14 colaboradores, que, inicialmente, produziriam animações para comerciais empresariais.
Mencionando alguns exemplos, em 2011, Crabs and Penguins, um jogo de celular da Coca-Cola, recebeu a criação de personagens por parte da equipe. Dust, em 2014, um curta que teve sua trilha sonora composta pela Theophany Remix na qual futuramente seria responsável pela de Kena. Em 2015, desenvolveram um comercial da TV ULED para a chinesa Hisense. Por fim, o principal destaque antes de Kena ficou com Majora’s Mask – Terrible Fate (Terrível Destino), com mais de 11 milhões de visualizações. Mas, será que essa aventura realmente vale a pena? É hora da leitura!

“Keninha”, a Guia Espiritual
Morte e Corrupção, são tudo o que restam aqui
Filho de peixe, peixinho é! “Keninha” segue os passos de seu pai e se torna uma Guia Espiritual. Conhecidos como mestres, eles carregam um cajado com um cristal e são convocados para ajudar almas em desiquilíbrio durante a passagem entre a vida e a morte e que quando ficam aprisionadas se tornam violentas e perigosas. Por sua vez, a história começa com a personagem em um vilarejo em que misteriosamente a população desaparece. O ambiente é infestado de corrupção, cheio de energias negativas e sem vida. Com isso, a protagonista precisa purificar e eliminar a corrupção de três espíritos: Taro, Adira e Toshi.
Antes de confrontar cada um desses chefes, precisaremos explorar os biomas em busca de três relíquias que mostram acontecimentos trágicos que antecedem suas mortes.
Utilizando um cajado com um cristal azul, Kena busca chegar no Templo da Montanha! Durante o caminho, só haverá Morte e Corrupção. A protagonista como uma Guia Espiritual, deverá purificar a corrupção dessas manifestações espirituais.

A gangue
A união faz a força!
Rots são criaturinhas fofas que têm a responsabilidade de continuar o ciclo natural de decomposição e crescimento — conforme especificado no próprio site da PlayStation. Os bichinhos não apenas servem como a melhor companhia de Kena durante sua jornada, mas também são fundamentais durante a batalha. Como os Ewoks do universo de Star Wars que ajudam a aliança rebelde derrotar as forças inimigas, eles ficam muito bem escondidos. Por exemplo: embaixo de pedras, lanternas ou qualquer lugar que seja seguro contra a corrupção. A gangue vai tomando forma conforme vamos encontrando novos ao longo do caminho acumulando joias e karma. Com isso, desbloqueando novas habilidades, uma combinação perfeita entre cajado e os pequenos potencializam os ataques da personagem.
O jogo possui duas árvores de habilidades: uma para a protagonista com Corpo a Corpo, Escudo, Arco e Bomba, e outra para os Rots com Martelo de Rot (tira uma enorme quantidade de vida dos inimigos), Entrar na Batalha (selecionando essa opção, os pequenos se deslocam até o inimigo destacado), Flecha e Bomba de Rot. Por sua vez, o combate e a jogabilidade são super fluídos. No entanto, o início é gradativo e só alcança tal nível de fluidez após uma boa caminhada da história.
Cerca trova! Será que você consegue encontrar os 100 Rots?

Gráficos, desempenho e trilha sonora
O estúdio californiano desenvolveu o título com duas opções gráficas: Fidelidade e Desempenho. A primeira opção, que por sua vez possui uma taxa de quadros fixada em 30fps com resolução 4K nativa, prioriza a experiência cinemática. Já a outra, fixada em 60fps com resolução 4K ampliada, prioriza o gameplay. Qualquer que seja a escolha, é definitivamente uma apresentação nível Pixar. Cenários florestais, de gelo (Olá, Returnal!), alguns portais de madeira em forma japonesa parecidos com os de Torii (Olá, Ghost of Tsushima: Versão do Diretor) e puzzles divertidíssimos que elevam a chegada do estúdio na indústria de videogames.
No PlayStation 5, os recursos exclusivos têm altos e baixos. O primeiro caso é no DualSense. Tivemos pouquíssimos usos em comparação com outros títulos como Deathloop, Ratchet & Clank: Em Uma Outra Dimensão, Astro’s Playroom, onde apenas durante o combate é utilizado os gatilhos adaptáveis. Nada além disso. Mas, e o feedback tátil? Pois é, infelizmente não “recebemos” nenhuma sensação. É um ponto crucial e que aumentaria o nível imersivo dos jogadores. Por outro lado, a aba de atividades é bem utilizada auxiliando com dicas em formato de vídeos. Só que, novamente, com mais de 200 colecionáveis, o estúdio simplesmente não colocou uma “mão-amiga” nesse recurso, dificultando assim a procura — diferente de Sackboy: Uma Grande Aventura.
Por fim, o título não é classificado como mundo aberto segundo a própria Ember Lab, mas permite que os jogadores revisitem os cenários livremente mesmo após o Endgame. Com isso, o SSD ultrarrápido ajuda com as viagens instantâneas.

Curte capturar aqueles momentos inesquecíveis? O jogo também possui o Modo Foto. Você pode personalizar a cena colocando chapéus nos pequeninos, fazer várias poses e escolher o melhor ângulo para dizer Xis!.
Trilha Sonora? Chegamos na melhor parte! Sim, ela é fabulosa! Composta pela Theophany Remix de Jason Gallaty, em colaboração com o grupo Galeman Çudamani, possui o estilo frenético de batalhas transmitido pelos instrumentos percussivos como tambores e maracas. Por outro lado, há também um tom melancólico e sentimental, transmitido pelas flautas e garanto que assim como eu, você também irá se arrepiar.
Com pouco uso do DualSense e duas opções gráficas, além de explorar a aba de atividades no PlayStation 5, a jornada da Guia Espiritual é frenética e ao mesmo tempo melancólica e sentimental. A trilha sonora é fabulosa e você pode capturar seus melhores momentos com o Modo Foto!
Kena: Bridge of Spirits, vale a pena?
O título conta com uma interface e legendas em PT-BR, mesmo que exista alguns pequenos erros. Se a proposta inicial era encantar e divertir os jogadores, a Ember Lab alcançou um novo patamar de sucesso. Se trata de um estúdio independente que com muito amor, desenvolveu um título que não é perfeito, mas encantador. Kena: Bridge of Spirits vale o seu investimento.
Com uma história curta, o título oferece em torno de 12-14 horas de conteúdo principal e algumas mais horas para os perfeccionistas. Como um fã de joguinhos, desejo não somente a continuação — talvez um maior investimento da PlayStation ou quem sabe membro da família PS Studios, mas também o sucesso para o estúdio. Afinal, quem ganha somos nós!
#findtherot








