| Desenvolvido por: Nihon Falcom |
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| Publicado por: Nihon Falcom e GungHo Online |
| Gênero:: RPG Japonês |
| Série:Trails in the Sky |
| Lançamento: 16 de setembro de 2026 |
| Classificação indicativa: 12 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PC, PS5 e Nintendo Swtich 2 |
Depois de reconstruir o primeiro capítulo de uma das trilogias mais importantes da história dos JRPGs, a Nihon Falcom retorna com Trails in the Sky 2nd Chapter. A sequência começa praticamente do ponto em que 1st Chapter terminou, retomando imediatamente as consequências daquele final e colocando Estelle em uma jornada muito mais pessoal.
Joshua desapareceu depois de revelar seu passado, deixando Estelle para trás. Agora, enquanto tenta entender o que aconteceu e encontrar o garoto que sempre esteve ao seu lado, ela também precisa lidar com uma ameaça muito maior envolvendo a misteriosa organização Ouroboros. Se o primeiro jogo era uma apresentação de Liberl, aqui temos a oportunidade de explorar tudo aquilo que foi construído anteriormente com muito mais profundidade.
História
A história é, sem dúvida, o grande destaque de Trails in the Sky 2nd Chapter. Estelle continua sendo aquela protagonista energética e impulsiva que conhecemos anteriormente, mas agora precisa amadurecer diante de uma situação que foge completamente do seu controle.
A busca por Joshua é o ponto de partida, mas rapidamente a narrativa começa a expandir seus horizontes. Ouroboros ganha muito mais importância, antigos acontecimentos passam a fazer sentido e a situação política de Liberl se torna uma peça fundamental para compreender o que está acontecendo.

O relacionamento entre Estelle e Joshua também recebe um desenvolvimento muito maior. A narrativa não trata simplesmente o garoto como alguém que precisa ser encontrado. O passado dele, suas escolhas e os motivos que o levaram a partir são explorados com bastante cuidado, fazendo com que a jornada de Estelle tenha um peso emocional muito maior.
Outro ponto que continua impressionando é a construção do mundo. NPCs continuam recebendo novos diálogos conforme a história avança, muitas vezes comentando acontecimentos anteriores ou até reconhecendo ações realizadas pelo jogador. É um detalhe que pode parecer pequeno, mas faz Liberl parecer um lugar realmente vivo.

O ritmo continua sendo mais lento do que o de muitos JRPGs modernos, principalmente no começo, mas essa característica também permite que personagens e acontecimentos sejam desenvolvidos com bastante calma. É uma aventura que pede paciência, mas recompensa quem está disposto a acompanhar sua construção.
Jogabilidade
O sistema de combate mantém a mistura entre ação em tempo real e batalhas baseadas em turnos. Durante a exploração, podemos atacar os inimigos diretamente, causar dano e tentar atordoá-los antes de entrar no combate por comandos. Quando a batalha começa, posicionamento, ordem dos turnos, Arts e habilidades especiais passam a ser fundamentais.

A grande novidade fica por conta do Brave Gauge. Ao acumular pontos, podemos utilizar diferentes ataques especiais, incluindo Follow-Up, Chain e Burst. O Brave Rush também permite gastar pontos durante as batalhas em tempo real para realizar ataques poderosos e aumentar o dano de atordoamento.
Esses recursos deixam os confrontos mais dinâmicos e criam pequenas decisões interessantes. Gastar seus pontos para conseguir uma vantagem imediata pode facilitar a batalha atual, mas também significa chegar ao combate por turnos com menos recursos.

Os inimigos também receberam novas ferramentas. Alguns adversários podem utilizar Rage Boosts, enquanto membros de Ouroboros possuem o Enforcer Boost, versões mais poderosas desses fortalecimentos que tornam determinados confrontos consideravelmente mais perigosos.
O sistema de Orbments continua sendo uma das melhores partes da experiência. Quartz podem ser equipados para modificar atributos e liberar diferentes Arts, permitindo criar personagens especializados em dano físico, magia, suporte ou cura. A estrutura é relativamente rígida, mas isso ajuda a dar uma identidade mais clara para cada personagem.
Progressão
A progressão continua bastante ligada à exploração de Liberl e às missões secundárias. Como no primeiro capítulo, realizar trabalhos para a Bracer Guild não serve apenas para conseguir dinheiro e recompensas. Muitas dessas missões apresentam pequenos acontecimentos, personagens e histórias que ajudam a desenvolver ainda mais o mundo.

Também temos atividades paralelas como pesca, culinária e outros sistemas tradicionais da franquia. Nada disso é obrigatório, mas ajuda a quebrar o ritmo da campanha principal.
O elenco jogável também cresce consideravelmente, permitindo experimentar diferentes combinações de personagens. Como cada um possui características, Crafts e Orbments próprios, trocar a composição da equipe pode mudar bastante a maneira como você encara determinadas batalhas.

Por outro lado, o jogo ainda carrega alguns elementos de design bastante antigos. O backtracking pode ser cansativo em determinados momentos, principalmente quando a história exige que você atravesse novamente áreas que já conhece. O High-Speed Mode ajuda bastante, mas não resolve completamente o problema.
As próprias dungeons também podem se estender um pouco além do necessário. É uma característica que provavelmente agradará quem gosta de explorar cada canto, mas pode incomodar quem prefere uma aventura mais direta.
Gráficos, direção de arte e trilha sonora
Visualmente, o remake consegue modernizar Liberl sem destruir sua identidade. Os cenários tridimensionais são muito mais detalhados, os personagens ganharam expressões melhores e as cenas importantes possuem uma apresentação mais cinematográfica.
O trabalho de direção de arte também merece destaque. Cidades, florestas, estradas e regiões mais perigosas possuem características próprias, fazendo com que Liberl continue sendo um dos elementos mais importantes da experiência.
A dublagem ajuda bastante nos momentos dramáticos. Estelle e Joshua são obviamente os maiores beneficiados, mas o elenco secundário também ganha personalidade graças às interpretações.
E, como esperado de um Trails, a trilha sonora continua excelente. As músicas conseguem acompanhar tanto os momentos tranquilos da exploração quanto as batalhas e cenas mais importantes, reforçando o clima da aventura sem exagerar.
Trails in the Sky 2nd Chapter vale a pena?
Trails in the Sky 2nd Chapter é uma sequência que entende perfeitamente o que tornou o primeiro capítulo tão especial. Em vez de tentar reinventar tudo, a Falcom amplia seus personagens, melhora o combate e aproveita o mundo que passou horas construindo anteriormente.
Estelle continua sendo o coração da experiência. Sua busca por Joshua é muito mais do que uma simples missão de resgate, funcionando como uma jornada de amadurecimento que dá ainda mais força à personagem.
O combate também evoluiu de maneira inteligente. Brave Rush, Brave Gauge e os novos fortalecimentos dos inimigos acrescentam opções sem descaracterizar a estrutura tradicional de Trails. A progressão por Orbments continua funcionando muito bem e dá bastante liberdade para montar sua equipe.
O maior problema está justamente em alguns elementos herdados do design original. O ritmo é paciente, o backtracking aparece com frequência e algumas dungeons poderiam ser menores. São características que podem afastar jogadores menos acostumados com JRPGs tradicionais.
Ainda assim, Trails in the Sky 2nd Chapter consegue fazer aquilo que um bom remake deveria fazer: preservar a essência do original enquanto utiliza tudo aquilo que a Falcom aprendeu ao longo dos anos para tornar a experiência mais agradável.
Para quem jogou 1st Chapter, a sequência é praticamente obrigatória. E para quem está acompanhando a franquia desde o começo, essa segunda parte mostra por que a história de Estelle e Joshua continua sendo uma das mais queridas da série.








