Resonance: A Plague Tale Legacy | Confira nossa review

Resonance: A Plague Tale Legacy
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Asobo Studio
Publicado por: Resposta em itático e cinza claro
Gênero::Ação e Aventura
Série: Focus Entertainment
Lançamento: 27 de agosto de 2026nza claro
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: um jogador
Disponível para: PC, PS5 e Xbox Series S|X

 

A Plague Tale sempre foi uma franquia associada a drama, furtividade e sobrevivência. Em Resonance: A Plague Tale Legacy, a Asobo Studio mantém o peso narrativo do universo, mas muda bastante a forma de conduzir a aventura. Sophia assume o protagonismo de uma campanha que prefere espada, puzzles e mitologia grega a repetir a fórmula dos jogos anteriores.

A mudança funciona em boa parte do tempo, principalmente quando o jogo investe em sua ambientação e nos mistérios da Ilha do Minotauro. Porém, algumas ideias poderiam receber um desenvolvimento maior, especialmente no combate e na progressão.

História

A trama acompanha Sophia muitos anos antes de seus eventos em A Plague Tale: Requiem. Durante a infância, ela é submetida a experiências em um convento e passa a sofrer com visões recorrentes de uma ilha, um tesouro e uma criatura ligada ao mito do Minotauro.

Plague tale

Depois de ser retirada daquele lugar pelo pai, Sophia cresce cercada por um grupo de saqueadores. As visões, no entanto, continuam presentes e acabam influenciando o rumo de sua vida. Ao lado de Leni, sua amiga mais próxima, ela parte em busca de respostas e se envolve em uma disputa que mistura passado, lendas e interesses de diferentes personagens.

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Resonance evita se apoiar apenas no nome da franquia e constrói uma história com personalidade própria. O relacionamento entre Sophia e Leni é o centro emocional da campanha e torna a jornada mais envolvente, principalmente nos momentos em que o jogo desacelera para desenvolver seus mistérios. A ligação com a mitologia grega também funciona bem, criando uma aventura com clima de descoberta e exploração.

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A campanha leva cerca de 15 horas para ser concluída e mantém um bom ritmo, sem se alongar demais. Quem gosta de histórias com ruínas antigas, tesouros perdidos e segredos escondidos encontrará bastante coisa para aproveitar aqui.

Jogabilidade

A estrutura de Resonance combina trechos lineares com pequenas áreas que escondem colecionáveis, equipamentos e pontos usados para evolução. Não é um jogo de mundo aberto, mas incentiva o jogador a observar os cenários antes de seguir para o próximo objetivo.

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O combate é a maior mudança em relação aos títulos anteriores. Sophia luta com espada e adaga, utilizando golpes rápidos, ataques carregados, esquivas e aparadas. Os confrontos têm bom ritmo e contam com animações de finalização muito bem feitas, mas faltam opções para que o sistema se mantenha interessante até o fim da campanha.

Os inimigos usam armas diferentes e exigem atenção aos seus movimentos. Ataques amarelos podem ser aparados, enquanto os vermelhos exigem esquiva. A ideia é simples e funciona, mas a quantidade de avisos visuais durante lutas contra grupos grandes pode deixar a tela carregada demais. Em alguns momentos, mais parece que o jogador está acompanhando flashes do que observando os golpes dos adversários.

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Os puzzles aparecem com frequência e apresentam resultados variados. Os melhores exigem atenção ao diário de Sophia, leitura do ambiente e uso de pistas escondidas nos cenários. Há até situações em que uma tentativa errada leva a mortes com animações bem marcantes. Por outro lado, alguns desafios são pouco criativos e repetem soluções muito básicas, como alinhar espelhos para abrir caminhos.

Progressão

A evolução de Sophia gira em torno dos pontos de ressonância coletados durante a exploração. Eles permitem liberar habilidades pontuais, incluindo melhorias na defesa e efeitos concedidos após finalizar inimigos.

Também é possível encontrar oito lâminas com características próprias, além de acessórios como anéis e braceletes. Esses itens ajudam a ajustar pequenos aspectos da batalha, como a janela para aparar ataques, mas não chegam a mudar a forma de jogar.

O maior problema é que Sophia não ganha um novo tipo de arma nem amplia de forma significativa seu repertório de golpes. Como consequência, o combate mantém praticamente a mesma dinâmica do início ao fim. O sistema não é ruim, só parece mais básico do que poderia ser.

Direção de arte e trilha sonora

Se há um ponto em que Resonance impressiona de imediato, é na apresentação. A direção de arte aproveita muito bem a ambientação mediterrânea e transforma ruínas, cavernas, construções abandonadas e paisagens abertas em cenários que dão vontade de explorar cada canto.

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A câmera também ajuda a valorizar esses ambientes, principalmente quando a campanha apresenta locais maiores ou revela construções antigas em meio à ilha. É um jogo que rende muitas capturas de tela.

A trilha sonora acompanha esse cuidado. As músicas dos confrontos aumentam a tensão, enquanto as faixas mais calmas ajudam a sustentar o clima de mistério. O tema do menu principal já deixa claro que a aventura terá um tom mais épico do que os capítulos anteriores.

Nos testes no PC, com qualidade gráfica no Ultra, DLSS e Frame Generation, o desempenho foi consistente na maior parte da campanha. Houve alguns stutterings ao entrar em áreas novas, mas foram ocorrências pontuais e não prejudicaram a experiência.

Vale ou não a pena?

Resonance: A Plague Tale Legacy é uma boa aventura de ação, especialmente para quem procura uma campanha focada em narrativa, exploração e direção de arte. Sophia e Leni sustentam uma história interessante, os cenários são excelentes e a trilha sonora ajuda a transformar a Ilha do Minotauro em um lugar memorável.

O jogo poderia ser mais ambicioso no combate, aprofundar sua progressão e variar melhor os puzzles. Ainda assim, suas qualidades superam essas limitações. Resonance não tenta simplesmente repetir Innocence e Requiem: ele utiliza o universo da franquia para seguir por outra direção e entregar uma experiência com identidade própria.