Falta apenas um mês para fantasmas, assassinos mascarados e criaturas pouco recomendadas por qualquer corretor de imóveis ocuparem a Barra Funda. Nos dias 17 e 18 de outubro, a Horror Expo 2026 reunirá cinema, literatura, games, cosplay e experiências imersivas no Expo Barra Funda, em São Paulo.
Depois de apresentar os convidados confirmados na primeira parte deste especial, chegou a hora de descobrir o que existe além das filas para fotos e autógrafos. A resposta envolve um labirinto gigante, debates sobre as diferentes formas do medo e oportunidades suficientes para transformar a carteira do visitante na primeira vítima do fim de semana.
A saída virou item colecionável

A principal experiência imersiva anunciada até agora será o maior labirinto da história da Horror Expo. Produzida pela Oberon Produções, a atração ocupará uma área de 180 m², preparada para misturar tensão, sustos e entretenimento.
A organização ainda não revelou o tema, o percurso, a duração da experiência nem as regras de acesso. Portanto, qualquer criatura, cenário ou quantidade de gritos continua guardada atrás da porta que ninguém sensato abriria num filme de terror.
Além do labirinto, a programação oficial prevê escape games, atrações interativas, experiências sensoriais e cenários temáticos para fotografias. Os títulos dos jogos e as mecânicas específicas ainda não foram divulgados.
Em resumo, entrar voluntariamente num corredor escuro é uma decisão pessoal. Dividir o grupo depois disso, porém, já seria falta de respeito com décadas de cinema.
O medo também pegou o microfone

Nem todo terror precisa correr atrás do público com uma motosserra. Parte dele estará nos Horror Talks, espaço dedicado a conversas com artistas, pesquisadores, cineastas e especialistas.
Entre os encontros oficialmente anunciados está o painel “Brasil Assombrado”, apresentado por Daniel Pires. O pesquisador abordará histórias sobrenaturais brasileiras relacionadas ao tema de seu livro, que também estará disponível durante o evento. Sua participação inclui sessão de autógrafos e apresentação musical.
Já Alexandre Callari e Bruno Zago, da editora Pipoca & Nanquim, comandarão no sábado, 17 de outubro, o painel “O Mangá de Terror”. A conversa promete percorrer a maneira particular como quadrinhos japoneses transformam obsessões, corpos e traumas em pesadelos impressos.
Outro nome confirmado é Getro Guimarães, referência nacional quando o assunto envolve cinema perturbador e produções extremas. Sua participação nos Horror Talks discutirá as origens controversas dessa vertente e obras que ajudaram a empurrar os limites do gênero. O horário do painel ainda não aparece nos materiais oficiais consultados.
A seleção cria uma viagem curiosamente desconfortável: começa nas assombrações brasileiras, atravessa as páginas dos mangás e termina justamente na parte do cinema em que até o estômago pede para sair da sala.
O cosplay saiu do armário, provavelmente rangendo

A Horror Expo também confirmou desfile e concurso de cosplay, abrindo espaço para versões de monstros, vilões, sobreviventes e personagens que claramente ignoraram o aviso de não entrar no porão.
Até o momento, porém, a organização não publicou regulamento, categorias, premiação, critérios de avaliação ou processo de inscrição. Quem pretende participar deve acompanhar os canais oficiais do evento antes de começar a costurar uma criatura de três metros que talvez não passe pela catraca.
O terror montou sua própria vitrine

A área de expositores reunirá colecionáveis, livros, quadrinhos, roupas e produtos exclusivos ligados ao horror, aos games e à cultura pop. Marcas e lojas também poderão desenvolver estandes e ativações durante os dois dias.
O evento ainda reserva espaço para quadrinistas, escultores, escritores e artesãos, um ponto particularmente importante para a cena independente. Afinal, o terror não sobrevive apenas das grandes franquias: ele também nasce em publicações pequenas, esculturas monstruosas, ilustrações autorais e ideias produzidas por gente que provavelmente considera dormir uma perda de tempo.
A lista completa de expositores ainda não foi divulgada. Por enquanto, a única certeza é que o visitante poderá escapar do monstro do labirinto e cair diretamente nas garras de um colecionável que jurava não precisar.
O ingresso alimenta o pesadelo, e também os animais

Na consulta realizada em 17 de setembro, a bilheteria oficial apresentava os seguintes valores:
- Ingresso para um dia, meia-entrada ou solidário: R$ 120, mais taxa de R$ 18
- Ingresso para um dia, inteira: R$ 240, mais taxa de R$ 36
- Passaporte para os dois dias, meia-entrada ou solidário: R$ 216, mais taxa de R$ 32,40
- Passaporte para os dois dias, inteira: R$ 432, mais taxa de R$ 64,80
Os preços correspondem ao lote disponível no momento da consulta e podem mudar conforme a disponibilidade.
O ingresso solidário pode ser adquirido por qualquer pessoa, desde que o visitante entregue na entrada 1 kg de ração para cães ou gatos, em embalagem industrializada, lacrada e dentro do prazo de validade. Segundo a página oficial da campanha, as doações serão destinadas a organizações que trabalham com proteção e resgate animal.
Serviço do além

Evento: Horror Expo Brasil 2026
Datas: 17 e 18 de outubro de 2026
Horários: sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 21h
Local: Expo Barra Funda
Endereço: Rua Tagipuru, 1001, Barra Funda, São Paulo
Classificação: livre
Ingressos: Clube do Ingresso
Organização: VP Group
Horários de painéis, regras do cosplay, lista completa de expositores e detalhes de determinadas experiências ainda serão divulgados.
O fim está próximo, mas somente no calendário
A Horror Expo 2026 pretende funcionar como um ponto de encontro entre diferentes maneiras de produzir e consumir terror. O labirinto fornece o grito, os painéis investigam de onde ele veio, os artistas transformam o medo em obra e os expositores encontram uma plateia que jamais considerou uma caveira luminosa uma compra desnecessária.
O Teoria Geek continuará acompanhando os anúncios oficiais até a abertura dos portões. Enquanto isso, vale preparar o cosplay, separar a doação e memorizar a regra mais importante de qualquer evento de horror: se uma criança começar a cantar no final de um corredor escuro, não vá conferir.
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