Na tentativa de criar uma obra épica, abordando o mesmo relevante assunto em diferentes realidades diferentes, os criadores acabaram errando feio a mão.

| Título: Monstro: A História de Lizzie Borden |
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| Ano de Produção: 2025 |
| Criado por: Ian Brennan |
| Estreia: 2026 |
| Duração: 8 episódios |
| Classificação: 18 anos |
| Gênero: Drama |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: Presa em um lar cruel da era vitoriana, Lizzie Borden mata os pais em um crime sangrento que abala o país. |
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Verdadeiros Monstros
Muito se fala sobre os psicopatas e as ações deveras abomináveis cometidas por eles, mas pouco acerca das condições insalubres responsáveis por gerar indivíduos tão perturbados.
No caso da trama em questão, vemos o egoísta pai da jovem protagonista, Andrew Borden (Charlie Hunnam), tanto quanto a agressiva madrasta dela, Abby Borden (Rebecca Hall), transformarem a vida da doce garota num legítimo inferno.
Para complicar ainda mais a situação, problemas bastante desagradáveis ligados ao seu ciclo menstrual dificultam os esforços de busca por um marido. Tornando-a, assim, vítima das piores humilhações e preconceitos oriundos até da própria família.
Luz na Escuridão
No meio desse genuíno pandemônio, a atormentada Lizzie Borden (Ella Beatty) encontra conforto na presença da atenciosa nova empregada da casa, Maggie Sullivan (Vicky Krieps).
Juntas, ambas mergulham num mundo totalmente à parte, onde jazem livres dos perversos julgamentos da sociedade. Uma conexão tão forte, que logo se converte em um intenso relacionamento romântico.
Cansadas da forma como eram tratadas pelos cruéis donos da casa, elas então resolvem eliminar tal obstáculo do caminho, da maneira mais definitiva e violenta possível.
Miscelânea Psicótica
Além da linha narrativa principal, a série conta ainda com uma dupla de histórias secundárias, trazendo à tona o sangrento destino da condessa húngara Erzsebet Bathory (Vicky Krieps), bem como da serial killer estadunidense Aileen Wuornos (Sarah Paulson).
A decisão de encaixar três das maiores assassinas de todos os tempos em um único contexto, pode ter parecido promissor no começo. Porém, o resultado final destoou demasiadamente do clima de terror intenso dos outros títulos da franquia, causando certa decepção nos aficionados.
Os quesitos técnicos, por outro lado, merecem o devido reconhecimento. Proporcionando aos espectadores caprichados cenários, deslumbrante fotografia, ótima trilha sonora, esmerados efeitos especiais, excelente maquiagem, figurinos impecáveis e atuações fantásticas do estrelado elenco.
Embora o ritmo dos episódios transcorra agradavelmente, com os trechos ligados à nobre europeia encaixando perfeitamente no enredo, a parte destinada à homicida dos Estados Unidos não surte o mesmo efeito. A qual, talvez pela atriz escolhida, faz parecer muito mais um capítulo ficcional de American Horror Story, do que algo baseado em fatos reais. Enfim, temos aqui uma produção interessante, apesar de seu enorme potencial desperdiçado!

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