Mudanças na ambientação são até bem-vindas numa produção. Mas exagerar demais, como no caso dessa leva de episódios, chega a descaracterizar toda a história.

| Título: Clevatess |
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| Ano de Produção: 2025 |
| Dirigido Por: Yūji Iwahara |
| Estreia: 2026 |
| Duração: 13 episódios |
| Classificação: 16 anos |
| Gênero: Anime, Fantasia |
| País de Origem: Japão |
| Sinopse: Um dos Senhores das Feras Sombrias, o reinado de Clevatess desmorona quando ele ressuscita uma heroína a qual ele mesmo havia matado e adota um bebê humanoide órfão, última esperança para salvar o mundo à beira da destruição. |
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Os Infiltrados
Após colocar as coisas em ordem no devastado Reino de Hiden, o sempre atento Clevatess decide investigar mais a fundo os segredos inerentes à poderosa magia utilizada pelo derrotado General Drell.
Sendo assim, acompanhado da fiel serva Alicia Glenfall, o impassível Rei das Bestas do Sul penetra na respeitada Academia Souen. Onde boatos dizem existir um laboratório secreto do pujante inimigo.
Disfarçados como meras crianças, os dois passam então a averiguar cada pequeno detalhe do misterioso local. Tropeçando, por fim, em uma conspiração de proporções muito maiores do que podiam imaginar.
Embates Colossais
Não bastassem as já numerosas complicações provenientes dessa arriscada empreitada, os protagonistas ainda descobrem a presença dos demais soberanos das criaturas mágicas na escola.
Igualmente interessados em desvendar os motivos por trás do inusitado lugar ter se tornado o centro de todas as atenções, Zaftier do Oeste e Laswell do Leste também jazem misturados dentre os alunos.
O terrificante Vordein do Norte, entretanto, encontra-se no domínio absoluto da instituição. Se valendo de métodos deveras questionáveis, para alcançar seu extremamente arriscado objetivo.
Herói Vilânico
No centro do furacão, enfim, temos simplesmente o herói lendário Wright. Autor dos inestimáveis Livros de Toah, ele tem o corpo guardado num santuário e sua ressurreição transforma-se no motivo principal do sangrento conflito entre os senhores dos monstros.
Ao abandonar o clima sombrio da primeira temporada, focando na trama colegial bem menos trevoso, a animação perde boa parte da deliciosa identidade lúgubre dela. Retomando-a somente na reta final, em batalhas surpreendentemente atrozes.
A qualidade técnica do anime, contudo, segue lá em cima. Entregando ao exigente público otaku lindos traços, excelente design dos personagens, ótima fluidez nas lutas, interessante trilha sonora, cenários extraordinários e uma dublagem brasileira impecável.
Todavia, o ritmo mais acelerado dos capítulos incomoda demasiadamente a quem assiste, com diversos acontecimentos não causando tanto impacto perante essa lamentável falha. Afinal, os espectadores mal tem tempo de assimilar uma reviravolta, antes da narrativa prosseguir. Mas o enredo primoroso e a construção impecável das personalidades, delineando as razões relativas a cada ação tomada, concedem à adaptação ares de fato épicos.

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