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Cinema em luto | Catherine O’Hara, eterna mãe de Esqueceram de Mim, morre aos 71 anos

O mundo do cinema perdeu uma presença que parecia eterna. Catherine O’Hara, atriz que atravessou décadas arrancando risadas, emoções e citações infinitas, morreu nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2026, aos 71 anos.

Conhecida por um talento raro, aquele que mistura humor absurdo, humanidade e timing perfeito, O’Hara partiu após uma breve doença, segundo confirmação de sua agência. Dessa forma, a notícia foi repercutida por grandes veículos internacionais e rapidamente comoveu fãs ao redor do mundo.

E não, dessa vez ninguém foi esquecido em casa. O silêncio agora é real.

Uma atriz que sabia ser exagerada sem nunca ser descartável

Catherine O’Hara tinha um dom especial: transformar personagens aparentemente caricatos em figuras inesquecíveis. Ela nunca precisou ser protagonista absoluta para dominar a cena: bastava entrar em quadro.

Além disso, seu humor nunca foi raso. Era físico, vocal, emocional e, muitas vezes, surpreendentemente sensível. Por isso, sua ausência pesa tanto: ela fazia o difícil parecer fácil.

Relembre sua trajetória

Ela iniciou sua trajetória artística em 1974 na prestigiada trupe de improvisação The Second City, em Toronto, onde começou como substituta de Gilda Radner.
Sua projeção definitiva veio pouco depois como integrante do elenco original e roteirista do programa de esquetes SCTV (Second City Television), onde imortalizou personagens e paródias que a estabeleceram como uma das mentes mais brilhantes da comédia canadense, rendendo-lhe seu primeiro Emmy de roteiro em 1982.

Ao longo da carreira, a atriz deixou uma marca profunda especialmente em produções que dialogam diretamente com o imaginário nerd, pop e cult:

Esqueceram de Mim (1990 e 1992)

Como Kate McCallister, a mãe desesperada que cruza o planeta tentando voltar para casa, O’Hara ajudou a eternizar um dos filmes mais reprisados da história. Seu desespero genuíno dava peso emocional à comédia e fez muita gente chorar antes da ceia de Natal.

Beetlejuice (1988 e 2024)

Aqui, ela mostrou que sabia brincar com o estranho, o gótico e o bizarro. Sua personagem virou parte essencial do tom excêntrico do filme, ajudando a construir um clássico absoluto da cultura pop.

No universo de Tim Burton, ela se encaixava como ninguém: exagerada na medida exata, surreal sem perder humanidade.

Schitt’s Creek (2015 a 2020)

Embora não seja “nerd” no sentido clássico, a série virou fenômeno cult e sua personagem, Moira Rose, entrou para o panteão das figuras mais icônicas da TV moderna, com figurinos, falas e expressões que viraram meme, fantasia e referência pop.

Além disso, O’Hara foi presença constante em produções de humor experimental, animações e projetos cult que moldaram gerações.

Um legado que não precisa de continuação

Catherine O’Hara não deixa apenas filmes e séries. Deixa memória afetiva. Aquela sensação de conforto quando um filme antigo começa, quando uma cena conhecida reaparece, quando uma personagem entra em quadro e você sabe que algo bom vai acontecer.

Ela provou que comédia também é arte e que o exagero, quando vem acompanhado de talento, vira eternidade. Hoje, o cinema perde uma voz, mas o riso que ela provocou… esse não morre.

 

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