O mundo do cinema perdeu uma presença que parecia eterna. Catherine O’Hara, atriz que atravessou décadas arrancando risadas, emoções e citações infinitas, morreu nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2026, aos 71 anos.
Conhecida por um talento raro, aquele que mistura humor absurdo, humanidade e timing perfeito, O’Hara partiu após uma breve doença, segundo confirmação de sua agência. Dessa forma, a notícia foi repercutida por grandes veículos internacionais e rapidamente comoveu fãs ao redor do mundo.
E não, dessa vez ninguém foi esquecido em casa. O silêncio agora é real.
Uma atriz que sabia ser exagerada sem nunca ser descartável
Catherine O’Hara tinha um dom especial: transformar personagens aparentemente caricatos em figuras inesquecíveis. Ela nunca precisou ser protagonista absoluta para dominar a cena: bastava entrar em quadro.
Além disso, seu humor nunca foi raso. Era físico, vocal, emocional e, muitas vezes, surpreendentemente sensível. Por isso, sua ausência pesa tanto: ela fazia o difícil parecer fácil.
Relembre sua trajetória
Ao longo da carreira, a atriz deixou uma marca profunda especialmente em produções que dialogam diretamente com o imaginário nerd, pop e cult:
Esqueceram de Mim (1990 e 1992)

Como Kate McCallister, a mãe desesperada que cruza o planeta tentando voltar para casa, O’Hara ajudou a eternizar um dos filmes mais reprisados da história. Seu desespero genuíno dava peso emocional à comédia e fez muita gente chorar antes da ceia de Natal.
Beetlejuice (1988 e 2024)

Aqui, ela mostrou que sabia brincar com o estranho, o gótico e o bizarro. Sua personagem virou parte essencial do tom excêntrico do filme, ajudando a construir um clássico absoluto da cultura pop.
No universo de Tim Burton, ela se encaixava como ninguém: exagerada na medida exata, surreal sem perder humanidade.
Schitt’s Creek (2015 a 2020)

Embora não seja “nerd” no sentido clássico, a série virou fenômeno cult e sua personagem, Moira Rose, entrou para o panteão das figuras mais icônicas da TV moderna, com figurinos, falas e expressões que viraram meme, fantasia e referência pop.
Além disso, O’Hara foi presença constante em produções de humor experimental, animações e projetos cult que moldaram gerações.
Um legado que não precisa de continuação
Catherine O’Hara não deixa apenas filmes e séries. Deixa memória afetiva. Aquela sensação de conforto quando um filme antigo começa, quando uma cena conhecida reaparece, quando uma personagem entra em quadro e você sabe que algo bom vai acontecer.
Ela provou que comédia também é arte e que o exagero, quando vem acompanhado de talento, vira eternidade. Hoje, o cinema perde uma voz, mas o riso que ela provocou… esse não morre.
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