Beerus passou milhões de anos dormindo. A Toei Animation precisou de pouco mais de uma década para concluir que sua primeira chegada a Dragon Ball Super merecia uma boa reforma.
O resultado será Dragon Ball Super: Beerus, versão amplamente reconstruída do arco que abriu o anime em 2015. A produção estreia na televisão japonesa em 11 de outubro de 2026, às 23h15, pela Fuji TV.
A pouco mais de um mês da exibição, o projeto já revelou material suficiente para deixar uma coisa clara: não colocaram apenas brilho novo na mesma transformação.
A Toei mexeu na estrutura, trocou peças e aparentemente chamou até Shenlong para conferir o acabamento.
A reforma mexeu até nas vigas
A palavra escolhida oficialmente para definir o projeto é “enhanced”, algo como ampliado, fortalecido ou aprimorado. Entretanto, chamar a produção de simples remasterização seria reduzir bastante o tamanho da obra.
Segundo o site oficial de Dragon Ball, Dragon Ball Super: Beerus contará com numerosas cenas inéditas, sequências redesenhadas, nova composição visual de todos os planos, alterações na montagem e uma reconstrução da história.
Além disso, haverá novas gravações de voz, trilha reorganizada e efeitos sonoros adicionais. O objetivo declarado é aumentar o impacto das batalhas e aproximar a narrativa da concepção original de Akira Toriyama.
O novo trailer Super Surge mostra Beerus despertando, Goku preparando o Kamehameha e Freeza surgindo ao lado de figuras apresentadas como novas ameaças.
A identidade desses adversários ainda não foi detalhada, portanto qualquer árvore genealógica intergaláctica publicada nas redes continua pertencendo ao Universo 7 das teorias.
O verdadeiro inimigo atende pelo nome de 2015
A missão de Dragon Ball Super: Beerus não será apenas apresentar o Deus da Destruição novamente. A produção também precisará enfrentar uma criatura temida até pelos guerreiros mais poderosos da franquia: a comparação com os primeiros episódios de 2015.
Na época, o anime recontou a história do filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses, lançado dois anos antes. Entretanto, a adaptação televisiva ficou marcada por desenhos inconsistentes e sequências que pareciam ter atingido o limite de energia antes mesmo de Goku.
Alguns frames se tornaram tão famosos que praticamente conquistaram transformação própria. Nascia ali o SuperSaiyajin Fora do Modelo.
Dessa vez, a Toei possui a oportunidade de reorganizar o arco, melhorar a progressão e entregar à batalha entre Goku e Beerus uma escala visual compatível com dois personagens capazes de colocar o universo em risco durante uma troca de socos.
O ki agora vem com guitarra
A reforma também alcançou as músicas-tema. A abertura será “Onogami”, interpretada por Megatera Zero, cantor conhecido pela voz potente e pela trajetória iniciada com versões musicais publicadas na internet.
Já o encerramento, “Kan Peki No Peki”, ficará por conta de Vickeblanka. O músico possui uma ficha respeitável no território dos animes graças às músicas “Black Rover” e “Black Catcher”, de Black Clover.
As duas faixas aparecem parcialmente no trailer. Enquanto Megatera Zero acompanha o confronto entre Goku e Beerus com guitarras e intensidade, Vickeblanka promete explorar não apenas força e coragem, mas também a tristeza e as injustiças presentes na história.
Aparentemente, até o Deus da Destruição ganhou espaço para processar os sentimentos antes de apagar um planeta por causa de uma sobremesa ruim.
Não confunda reforma com andar novo
Apesar da reconstrução extensa, Dragon Ball Super: Beerus não é uma temporada inédita nem a continuação direta do Torneio do Poder. A nova história ficará por conta de Dragon Ball Super: The Galactic Patrol, anime também em produção e ainda sem data de estreia.
Esse segundo projeto adaptará o arco do Prisioneiro da Patrulha Galáctica, continuação dos acontecimentos da série exibida entre 2015 e 2018. Portanto, a franquia trabalha simultaneamente em duas frentes: consertar o passado e finalmente empurrar o futuro para além do torneio entre universos.
No Japão, os episódios de Beerus chegarão ao Prime Video e ao U-NEXT 30 minutos depois da transmissão televisiva. Até o momento, nenhuma plataforma confirmou a exibição simultânea no Brasil, tampouco há informações sobre dublagem em português.
Beerus pode destruir planetas com um movimento de dedo, mas sua missão mais difícil será apagar da memória coletiva alguns frames de 2015. Caso a reconstrução cumpra o prometido, o Deus da Destruição finalmente ganhará uma chegada digna de seu currículo.
Caso contrário, os fãs ainda poderão reunir as Esferas do Dragão e pedir mais uma reforma.
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