| Desenvolvido por: Game Freak |
|---|
| Publicado por: FICTIONS |
| Gênero::RPG de ação |
| Série:Beast of Reincarnation |
| Lançamento: 4 de agosto de 2026 |
| Classificação indicativa: 14 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PC, PS5 e Xbox Series S|X |
Beast of Reincarnation é um daqueles jogos que chamam atenção antes mesmo de você entender completamente o que está acontecendo. Desenvolvido pela Game Freak, conhecida principalmente por Pokémon, o jogo segue uma direção completamente diferente do trabalho mais famoso do estúdio. Mas será que ficou bom? descubra nessa review!
História
A história de Beast of Reincarnation acontece em um Japão do futuro que foi devastado por uma praga. A humanidade praticamente desapareceu e aquilo que restou da civilização foi tomado por uma natureza extremamente agressiva, cheia de criaturas perigosas e regiões completamente abandonadas.

Emma é uma das poucas pessoas capazes de sobreviver nesse mundo. Conhecida como uma Bladeswoman, ela carrega consigo uma missão que está diretamente ligada ao destino da humanidade. Ao seu lado está Koo, um lobo que possui habilidades especiais e uma ligação muito mais profunda com Emma do que simplesmente a de um animal de companhia.
A relação entre os dois é o coração da narrativa. Conforme avançamos pela aventura, descobrimos mais sobre o passado de Emma, sobre a origem daquele mundo e sobre o motivo pelo qual Koo é tão importante para sua jornada.

A história aposta bastante no silêncio e na atmosfera para transmitir informações. Em vez de explicar tudo constantemente através de longas cenas, o jogo utiliza os próprios ambientes, ruínas e encontros com personagens para construir seu universo.
Essa abordagem funciona especialmente bem durante os momentos de exploração, quando encontramos vestígios de uma civilização que já não existe mais. O mundo transmite uma sensação constante de abandono, mas também deixa claro que existe algo muito maior acontecendo por trás daquela destruição.
Jogabilidade
A jogabilidade é construída em torno de dois elementos principais: o combate com espada de Emma e as habilidades de Koo. Emma possui uma movimentação bastante ágil e utiliza sua espada para enfrentar as criaturas espalhadas pelo mundo. Os combates exigem atenção aos padrões dos inimigos, principalmente durante os confrontos contra adversários maiores.

O sistema não depende simplesmente de atacar sem parar. Saber quando esquivar, defender e contra-atacar é fundamental para sobreviver aos confrontos mais difíceis. Conforme o jogador aprende o comportamento de cada criatura, as batalhas se tornam muito mais satisfatórias.
Koo adiciona uma camada interessante a esse sistema. O lobo pode atacar determinados pontos dos inimigos e criar oportunidades para Emma causar mais dano. A cooperação entre os dois é importante não apenas para derrotar inimigos, mas também para superar alguns obstáculos durante a exploração.

Essa relação também ajuda a diferenciar Beast of Reincarnation de outros jogos de ação. Koo não está ali apenas para acompanhar a protagonista durante as cenas. Ele faz parte da maneira como você joga.
A exploração segue uma estrutura relativamente linear, mas existem caminhos alternativos, áreas escondidas e recursos espalhados pelo cenário. O mundo não é um enorme mapa aberto cheio de ícones, e isso funciona a favor da aventura, porque mantém o foco na jornada de Emma.
Progressão
A progressão segue uma estrutura mais focada na evolução das habilidades do que em sistemas tradicionais de RPG. Conforme avançamos, Emma desbloqueia novas técnicas e possibilidades de combate que tornam os confrontos mais variados. Koo também recebe novas habilidades que ampliam tanto suas funções durante as batalhas quanto suas possibilidades de exploração.

Esse desenvolvimento acontece de maneira gradual e acompanha bem a campanha. O jogador começa com um conjunto relativamente limitado de ferramentas e, aos poucos, aprende novas maneiras de lidar com os perigos daquele mundo.
A exploração também é importante para encontrar recursos e melhorias escondidas. Isso incentiva o jogador a sair um pouco do caminho principal e observar melhor os ambientes.

Não existe uma quantidade exagerada de equipamentos ou números para administrar. A progressão é relativamente direta e coloca o foco na habilidade do jogador e no domínio das mecânicas de combate.
Parte técnica e direção de arte
Visualmente, Beast of Reincarnation é provavelmente um dos trabalhos mais diferentes já realizados pela Game Freak. O Japão pós-apocalíptico apresentado pelo jogo mistura estruturas modernas abandonadas com florestas densas, templos antigos, montanhas e regiões completamente dominadas pela natureza. Essa combinação cria cenários muito bonitos e, principalmente, uma identidade visual bastante forte.

A direção de arte também utiliza muito bem o contraste entre a delicadeza de determinados ambientes e a brutalidade das criaturas que vivem neles. É possível passar por uma área extremamente tranquila e, poucos minutos depois, encontrar uma criatura gigantesca que transforma completamente o ritmo da aventura.
Koo também merece destaque visualmente. O design do companheiro é bastante expressivo e ajuda a transmitir a personalidade da relação entre os dois protagonistas.
A trilha sonora acompanha essa proposta com músicas que alternam momentos contemplativos e temas mais intensos durante os combates. O silêncio também é utilizado de maneira inteligente durante a exploração, permitindo que os sons ambientes contribuam para a sensação de isolamento.
Beast of Reincarnation vale a pena?
Beast of Reincarnation é uma experiência bastante diferente do que muitos poderiam esperar da Game Freak, e isso acaba sendo uma das suas maiores qualidades.
A relação entre Emma e Koo dá identidade à aventura, enquanto o sistema de combate consegue criar confrontos interessantes sem depender de dezenas de sistemas diferentes. A exploração também funciona bem justamente por não transformar o mundo em uma lista interminável de tarefas.
A narrativa poderia desenvolver alguns de seus conceitos com mais profundidade, principalmente porque o universo criado pelo jogo desperta bastante curiosidade. Ainda assim, a atmosfera e a construção do mundo conseguem compensar boa parte dessas limitações.
No fim, Beast of Reincarnation mostra um lado da Game Freak que raramente tivemos oportunidade de conhecer. É uma aventura de ação com uma identidade própria, uma ambientação muito interessante e uma relação entre protagonistas que funciona tanto narrativamente quanto dentro da própria jogabilidade.
Para quem procura uma experiência diferente e gosta de jogos de ação focados em exploração, combate e atmosfera, Beast of Reincarnation merece uma oportunidade.







