
| Desenvolvido por: Nintendo |
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| Publicado por: Nintendo |
| Gênero::Ação e Aventura |
| Série: Splatoon |
| Lançamento: 23 de julho de 2026 |
| Classificação indicativa: 6 anos |
| Modos: um jogador e multijogador |
| Disponível para: Nintendo Switch 2 |
Durante o tempo que passei com o Nintendo Switch 1, eu nunca cheguei a adquirir nenhum título da franquia Splatoon, então acabei ficando sem contato com essa série que é tão amada pelos fãs. Mas, com a chegada de Splatoon Raiders ao Nintendo Switch 2, fiquei bastante curioso e finalmente pude descobrir se ele realmente é tudo isso. E é exatamente isso que vou te contar nesta review.
Antes de tudo, é importante destacar que esta review só foi possível graças a uma cópia cedida pela Nintendo Brasil para criação de conteúdo. Muito obrigado por apoiar o nosso trabalho, Nintendo!
História: simples e divertida
O jogo começa rapidamente mostrando o trio Deep Cut dentro de um helicóptero a caminho das Spirhalite Islands. Porém, durante a viagem, uma tempestade misteriosa surge e acaba destruindo completamente a aeronave, fazendo com que o trio e o piloto, conhecido apenas como Mecânico, caiam em uma das ilhas.

Nosso personagem é justamente esse Mecânico, que pode ser totalmente personalizado. Podemos escolher cabelo, acessórios, roupas e também todo o arsenal que utilizaremos durante as fases, mas falarei disso mais adiante. Logo em seguida, um mês se passa e o grupo consegue montar uma base chamada Hideout Ship. A partir daí, vocês terão que trabalhar juntos para explorar diversas ilhas, coletar materiais, encontrar tesouros e descobrir um caminho de volta para casa.

Como dá para perceber, a história é extremamente simples, mas eu diria que ela cumpre muito bem seu papel. Um enredo mais elaborado provavelmente acabaria atrapalhando aquilo que realmente faz Splatoon Raiders brilhar: sua jogabilidade. Ainda assim, todo o contexto foi muito bem construído. Os diálogos são divertidos, engraçados e didáticos, ajudando a entender melhor esse universo. Funciona muito bem, mesmo sem ser uma narrativa memorável.
Jogabilidade: viciante e divertida
Como eu disse anteriormente, o grande destaque de Splatoon Raiders é a sua jogabilidade. Tudo funciona da seguinte forma: nossa base é a Hideout Ship, onde podemos melhorar e organizar todo o nosso arsenal. Depois disso, escolhemos uma das diversas missões do jogo, chamadas de Raids ou Dungeons. Existe uma boa variedade delas e, na maioria dos casos, são experiências bem rápidas, durando entre cinco e quinze minutos, dependendo da dificuldade escolhida. O jogo oferece três opções: Fácil, Normal e Difícil.

Ao entrar em uma missão, precisamos cumprir diferentes objetivos. Em alguns casos será necessário coletar todos os cristais, derrotar um chefe específico ou simplesmente acumular pontos eliminando os Salmonids, que são os principais inimigos do jogo.
Para isso, contamos com um arsenal variado de armas brancas e armas de fogo, todas capazes de espalhar tinta e causar dano aos inimigos, estruturas e muito mais. Além disso, existem diversos gadgets e relíquias que permitem personalizar ainda mais a forma como enfrentamos os desafios. Durante e ao final das missões, recebemos experiência, novas armas e materiais utilizados para melhorias.

Esse é, basicamente, o loop de jogabilidade. Você começa na Hideout Ship, faz seus preparativos, entra em uma missão, cumpre os objetivos e recebe suas recompensas. E simplesmente funciona muito bem.
Existe uma sensação constante de progresso e recompensa. É extremamente satisfatório eliminar hordas de Salmonids, completar os objetivos, conseguir exatamente os materiais que você precisava para uma melhoria ou encontrar uma arma melhor para substituir a anterior. Tudo conversa perfeitamente para entregar uma experiência extremamente viciante.
Progressão: a cereja do bolo
É preciso dar muito mérito ao sistema de progressão de Splatoon Raiders. Diversos tipos de progressão acontecem ao mesmo tempo e reforçam constantemente a sensação de que essa é uma experiência extremamente envolvente e recompensadora.

O jogador recebe experiência ao eliminar inimigos e completar missões, subindo de nível ao longo da campanha. A cada novo nível, ganha um Skill Point que pode ser investido em até quatro habilidades passivas diferentes, como aumento de dano ou de vida máxima. É uma decisão que precisa ser tomada constantemente e que muda, mesmo que de forma sutil, a maneira como você joga.
A segunda camada de progressão está nas armas. Todas as armas obtidas podem apresentar níveis, atributos de dano e efeitos passivos diferentes. Além disso, elas podem ser aprimoradas na bancada da Hideout Ship, desde que você possua os materiais necessários.

Em outra bancada também é possível construir diferentes gadgets para utilizar durante as missões. Alguns permitem saltar e causar uma enorme explosão ao tocar o chão. Outros invocam uma torreta automática para lutar ao seu lado. As possibilidades são realmente muito boas. Mas nem mesmo esses gadgets param por aí. Eles também podem receber modificadores que alteram completamente seu funcionamento. A torreta, por exemplo, pode passar a disparar mais lentamente, mas causando muito mais dano e com uma enorme área de impacto, ou pode atacar mais rapidamente vários inimigos ao mesmo tempo.
Já o Mecânico também possui as Relíquias, que modificam diretamente a forma como jogamos. Logo no início conseguimos uma que libera o pulo duplo, algo que muda completamente tanto a exploração quanto o posicionamento durante os combates.
No fim das contas, toda essa combinação de sistemas de micro e macroprogressão cria uma experiência extremamente recompensadora. Do começo ao fim, você está constantemente tomando decisões sobre quais armas usar, quais gadgets equipar, quais melhorias priorizar e quais recursos investir. Isso torna a evolução do personagem muito satisfatória durante toda a campanha.
Acessibilidade e performance
Na parte de acessibilidade, o jogo oferece recursos como a utilização do giroscópio para mirar. Além disso, é possível ajustar completamente a sensibilidade dessa mira, permitindo encontrar uma configuração muito mais confortável para cada jogador.
Outro destaque é o modo multiplayer, que funciona de maneira bastante interessante. Caso esteja enfrentando dificuldades em uma missão, basta solicitar ajuda para que outros jogadores que estejam na mesma fase possam entrar na partida e concluir o desafio ao seu lado.

Em relação à performance, Splatoon Raiders rodou perfeitamente tanto no modo portátil quanto no modo dock. Durante toda a minha experiência não encontrei glitches, bugs ou qualquer problema técnico relevante. Esse costuma ser o padrão da Nintendo, seus jogos normalmente chegam ao público extremamente polidos e aqui não foi diferente.
Acho que o único problema de Splatoon Raiders é a ausência de legendas em português do Brasil. Como o jogo exige que o jogador leia constantemente as descrições das armas, habilidades passivas, gadgets e diversos outros elementos, essa barreira de idioma pode acabar afastando parte do público brasileiro.
Splatoon Raiders: vale a pena?
Vale muito a pena! Devo dizer que este é, até o momento, meu exclusivo favorito do Nintendo Switch 2. Em absolutamente todos os momentos em que estive jogando Splatoon Raiders, eu estava me divertindo.
É um jogo extremamente viciante, com um loop de gameplay excelente, um sistema de progressão muito bem construído e uma quantidade enorme de opções para personalizar seu estilo de jogo. Talvez sua história seja simples demais para alguns jogadores, mas isso claramente nunca foi o foco da experiência.
Se você procura um jogo divertido, recompensador e com aquele famoso “só mais uma missão”, Splatoon Raiders entrega tudo isso com muita competência.








