| Desenvolvido por: SEGA, Lizardcube |
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| Publicado por: SEGA |
| Gênero::Ação e aventura em plataforma |
| Série: SHINOBI |
| Lançamento: 24 de setembro de 2026 |
| Classificação indicativa: 14 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PC, PS5, XBOX SERIES S|X, Nintendo Switch 1|2 |
Depois de anos longe dos holofotes, o lendário ninja Joe Musashi está de volta em SHINOBI: Art of Vengeance, uma nova aventura de ação e plataforma em 2D desenvolvida pela Lizardcube, mesma equipe responsável por Streets of Rage 4. E se você conhece o trabalho do estúdio, já pode imaginar que a direção artística é um dos grandes destaques aqui.
Nesta nova aventura, Joe retorna para casa e encontra seu vilarejo destruído, enquanto seu clã foi transformado em pedra. Agora, ele precisa partir em uma jornada de vingança para descobrir quem está por trás do ataque e acabar com essa ameaça. No Nintendo Switch 2, o jogo ainda recebe uma versão nativa com melhorias visuais e desempenho a 60 fps, tornando a experiência ainda mais agradável. Mas será que essa nova aventura consegue fazer justiça ao legado de SHINOBI?
História
A história de SHINOBI: Art of Vengeance é relativamente simples e não tenta competir com RPGs cheios de reviravoltas. Joe Musashi retorna para seu vilarejo apenas para encontrar seu clã destruído e seus companheiros transformados em pedra. Diante disso, ele parte em busca dos responsáveis pelo ataque, atravessando diferentes regiões e enfrentando um exército de inimigos pelo caminho.
É uma narrativa claramente construída para colocar o jogador rapidamente na ação, mas isso não significa que seja completamente esquecível. Conforme avançamos, conhecemos diferentes personagens e descobrimos mais sobre a ameaça que Joe está enfrentando.
O jogo também utiliza algumas cenas para desenvolver seus personagens e criar momentos de respiro entre uma sequência de combate e outra. Ainda assim, a história está longe de ser o principal motivo para jogar Art of Vengeance. O verdadeiro espetáculo está em controlar Joe e atravessar suas fases.
Jogabilidade
E é aqui que Art of Vengeance realmente brilha. Joe possui um arsenal bastante completo, com sua katana, kunais, habilidades ninja e diferentes técnicas especiais. O combate é extremamente rápido e permite combinar ataques leves e pesados, esquivas, saltos, arremessos e habilidades especiais para criar combos bastante elaborados.
O mais interessante é que o jogo consegue ser acessível sem ser superficial. Você pode simplesmente atacar, esquivar e utilizar suas habilidades para avançar, mas existe bastante espaço para quem quiser dominar completamente o sistema.
Os inimigos possuem barras de vida e diferentes comportamentos, fazendo com que simplesmente apertar o botão de ataque repetidamente nem sempre seja suficiente. Saber quando atacar, esquivar ou utilizar uma habilidade especial faz bastante diferença, principalmente contra adversários mais resistentes.
Joe também possui uma movimentação extremamente fluida. O personagem pode correr, realizar pulo duplo, dash aéreo, deslizar e utilizar diferentes habilidades para atravessar os cenários. Quando combate e movimentação começam a funcionar juntos, o jogo proporciona algumas sequências extremamente satisfatórias.
Os chefes seguem a mesma filosofia. Eles possuem padrões próprios e exigem que o jogador aprenda seus movimentos para encontrar oportunidades de ataque. Não são encontros que você simplesmente consegue vencer apertando os mesmos botões, principalmente nas dificuldades maiores.
E por falar em dificuldade, temos opções diferentes para adaptar a experiência ao jogador. Quem quiser apenas aproveitar a aventura pode optar por uma experiência mais acessível, enquanto os jogadores que procuram um desafio maior podem aumentar a dificuldade e tornar os inimigos mais perigosos.
Progressão
Apesar de ser uma experiência de ação e plataforma, Art of Vengeance possui uma progressão que vai além de simplesmente terminar uma fase atrás da outra.
Durante a aventura, encontramos Amuletos e outros recursos que permitem melhorar diferentes aspectos de Joe. Também desbloqueamos novas habilidades que, além de ajudarem durante os combates, podem abrir caminhos anteriormente inacessíveis.
Isso faz com que algumas fases tenham um pequeno elemento de exploração. É possível encontrar áreas escondidas, coletáveis e desafios opcionais espalhados pelos cenários, incentivando o jogador a revisitar determinados locais depois de adquirir novas habilidades.
O jogo não chega a ser exatamente um Metroidvania tradicional, já que sua estrutura continua bastante focada em fases individuais, mas existe uma boa dose de exploração e backtracking opcional.
Cada estágio também possui uma identidade própria. Passamos por florestas, instalações militares, cidades iluminadas por neon, fábricas e até regiões desérticas, evitando aquela sensação de que estamos atravessando o mesmo cenário durante toda a aventura.
Algumas fases podem se alongar um pouco mais do que deveriam, principalmente quando começamos a revisitar determinadas áreas em busca de segredos. Ainda assim, existe bastante conteúdo para quem quiser explorar tudo e dominar completamente as habilidades de Joe.
Gráficos, direção de arte e trilha sonora
Se existe uma palavra para definir Art of Vengeance, é bonito. A Lizardcube criou um visual desenhado à mão que parece uma mistura de animação, quadrinhos e pinturas japonesas.
Os cenários são extremamente detalhados e mudam constantemente, indo de paisagens naturais para ambientes industriais e cidades tomadas por neon. A quantidade de detalhes nas animações também impressiona, principalmente durante os combates, quando cada golpe de Joe possui uma animação própria.
No Nintendo Switch 2, essa direção artística ganha ainda mais destaque graças à melhoria de resolução. A versão nativa consegue chegar a 1080p no modo portátil e mantém 60 fps, algo especialmente importante para um jogo que depende tanto de reflexos e precisão.
A trilha sonora também acompanha bem o ritmo da aventura, misturando elementos japoneses tradicionais com músicas mais modernas e eletrônicas. Ela consegue mudar de acordo com os ambientes, ajudando a diferenciar as regiões e dando ainda mais personalidade para as fases.
SHINOBI: Art of Vengeance vale a pena?
SHINOBI: Art of Vengeance é um daqueles jogos que entende exatamente o que precisa fazer. Ele entrega combate rápido, movimentação excelente, fases variadas e uma direção de arte simplesmente fantástica.
O combate é provavelmente o maior destaque. Existe uma ótima sensação de controle sobre Joe, e dominar suas habilidades faz com que o jogador se sinta cada vez mais poderoso sem transformar os inimigos em simples obstáculos.
A exploração também adiciona uma camada interessante à experiência, principalmente para quem gosta de procurar segredos e voltar às fases depois de desbloquear novas habilidades. Por outro lado, algumas áreas podem ficar um pouco longas e a história é claramente secundária diante da ação.
No Nintendo Switch 2, a versão nativa é uma ótima maneira de aproveitar o jogo, principalmente pela combinação de imagem mais nítida e 60 fps.
No fim, Art of Vengeance é um excelente retorno para Joe Musashi. A Lizardcube conseguiu pegar uma franquia clássica e transformá-la em uma experiência moderna sem abandonar sua identidade, criando um dos jogos de ação 2D mais divertidos da série.








