Nerd, geek, CDF, gamer: você já ouviu esses termos de seus amigos ou familiares? Termos realmente definem a sua personalidade?

Para muitos este termo é usado de uma maneira depreciativa e jocosa. O dito, nerd, é muitas vezes um solitário que se dedica a um hobby antissocial, podendo ter dificuldades em se integrar com um grupo, porque geralmente é também bastante tímido.A internet, por meio de blogs e do Youtube, veio mudar essa realidade de forma radical: hoje, pessoas que vivem de fazer vídeos de jogos, filmes e séries, ganham dinheiro a rodo na internet por meio de gameplays, reacts, colabs e comentários sobre obras de ficção, dando seus pontos de vista e arrebatando milhares de fãs na web.

Em casos menos frequentes, a palavra nerd é usada como gíria para descrever uma pessoa irritante, impopular ou fisicamente pouco atraente.

Muitos filmes ou desenhos animados têm divulgado a figura estereotipada do nerd que geralmente não corresponde a toda a realidade. A vingança dos Nerds com Robert Carradine é um exemplo, entre outros filmes e séries para a televisão. Casos mais recentes, como a série The Big Bang Theory, da Warner, alavancou a figura dos nerds a patamares estereotipados de gênios com transtornos de personalidade que alcançam sucesso na área profissional, mas que tem extrema dificuldade em lidar com relacionamentos amorosos e situações sociais corriqueiras. A pergunta que fica: será que a televisão e a internet divulgam realmente o que é ser nerd?

A verdade é que não. A tevê e o mundo cinematográfico sempre estão um pé atrás da realidade. Gosto de jogos de Playstation, assisto filmes da Marvel e da DC, sempre acompanhei desenhos e séries, mas isso não me faz ser nerd. Aliás, criei ranço por esse termo ao observar várias pessoas alçando elas mesmas ao um status de alternativas e “cools” por se autodenominarem detentoras de conhecimento e disseminadoras de conteúdo pela web. Isso não quer dizer que ser nerd é ruim, apenas me parece que, atualmente, é muito positivo ser nerd.

As modas variam com o tempo, mas tudo indica que ser nerd por esses tempos atuais é compensador. Acredito que o importante é você gostar do conteúdo que você consome, sem que isso faça de você um imperador intelectual xiita no assunto.

Por mais que a expressão seja mega valorizada ou ultrajada na mídia, o ideal seria balancear nossos gostos pessoais com a opinião de outros. Gostar mais da DC não te faz pormenorizado. Amar a Marvel também não te engrandece em nada.

Se isso pode ser um meio de sustento, aproveitar a onda geek seria a melhor opção.

Como diria o grupo Seminovos: “o nerd de hoje é o cara rico de amanhã”.