Teoria Geek

Um arquiteto do som gótico se vai | Perry Bamonte, do The Cure, falece aos 65 anos

O universo gótico do rock perdeu uma de suas engrenagens mais sensíveis. Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morreu aos 65 anos.

A própria banda confirmou a informação hoje, 26 de dezembro de 2025, após o músico falecer em casa durante o período de Natal, depois de enfrentar um problema de saúde recente.

Portanto, não foi uma despedida barulhenta: foi silenciosa, introspectiva e profundamente coerente com a estética que ele ajudou a construir ao longo de décadas.

O anúncio que veio depois e o porquê

Embora o falecimento tenha ocorrido durante o Natal, a confirmação pública só veio alguns dias depois.

Segundo a própria banda, o intervalo respeitou o momento íntimo da família e dos integrantes, que optaram por comunicar a perda com o cuidado e a sobriedade que Bamonte sempre carregou em sua trajetória.

Um nome menos falado, mas sempre ouvido

Perry Bamonte nunca foi o rosto mais conhecido do The Cure e talvez exatamente por isso tenha sido tão essencial.

Sua presença se manifestava nas camadas sonoras, nos arranjos sutis, nos climas que se insinuam sem pedir licença.

Enquanto os holofotes geralmente miravam Robert Smith, Bamonte trabalhava nos bastidores do som, moldando atmosferas que ajudaram a definir a identidade da banda.

Relembre sua trajetória

Ademais, ele teve uma carreira construída mais com sentimento do que com ego:

  • Roadie que virou peça-chave
    Antes de subir ao palco, Bamonte já fazia parte da engrenagem do The Cure como roadie, convivendo de perto com a banda e entendendo sua linguagem musical por dentro.
  • Entrada oficial nos anos 1990
    Tornou-se integrante efetivo a partir de 1990, assumindo guitarra e teclados em uma das fases mais experimentais e densas do grupo.
  • Presença em álbuns marcantes
    Participou de discos importantes da discografia, contribuindo para a sonoridade etérea e emocional que virou assinatura do The Cure.
  • Centenas de shows pelo mundo
    Percorreu palcos em diferentes continentes, ajudando a levar o clima introspectivo da banda a plateias gigantes — sempre com discrição.
  • O retorno em 2022
    Depois de um período afastado, voltou a integrar o grupo nas turnês recentes, permanecendo ativo até 2025.

O legado que não precisa de grito

O músico deixa algo que não se mede em números ou hits: sensação. Seu trabalho vive nos silêncios entre notas, nas guitarras que choram sem exagero, nos teclados que parecem ecoar sentimentos não ditos.

Ele ajudou a construir trilhas sonoras para corações quebrados, noites longas e pensamentos profundos e isso não se apaga com o tempo.

Por isso, a morte de Bamonte não encerra sua presença. Ela apenas transforma sua obra em memória permanente.

 

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