O novo anime da Disney chegou chamando atenção do público. Disney Twisted-Wonderland: The Animation estreou na última semana no catálogo do Disney+. A série adapta o popular jogo mobile lançado em 2020 e aposta em magia, mistério e visual vibrante para conquistar o público. Dessa forma, combina o charme dos vilões clássicos da Disney com a estrutura de um isekai escolar.

O Teoria Geek assistiu ao primeiro episódio para analisar essa estreia tão aguardada. Neste artigo, você encontra as primeiras impressões do anime Twisted-Wonderland, que destacam os acertos visuais da produção e também seus clichês narrativos.

Primeiras Impressões do Anime

Baseado no jogo mobile lançado no Japão em março de 2020 e co-produzido por Aniplex e Walt Disney Japan, o anime adapta o universo em que o protagonista, um jovem chamado Yu/Ken (dependendo da versão), é transportado para a “Night Raven College”, uma escola de magia cujos dormitórios são inspirados em vilões clássicos da Disney. Do lado dos fãs, a expectativa era alta: o jogo acumula uma fandom considerável, e a combinação “Disney + anime” promete alcance global. Em paralelo, há crítica aponta algumas falhas que podem atrapalhar no engajamento do telespectador.

O que funciona

Para os jogadores do material original, o anime funciona como uma extensão natural da experiência. Afinal, ver personagens favoritos ganhando vida em animação sempre cria identificação. Além disso, o público fã dos vilões da Disney encontra várias referências que mantêm a essência desses personagens em tela. Dessa forma, a obra oferece entretenimento leve e prazeroso para quem já aprecia esse universo. Embora o enredo não se aprofunde, o fanservice cumpre seu objetivo e conversa diretamente com o público mais fiel.

O resultado visual é impressionante e, por isso, se destaca assim que o protagonista chega à escola de magia. Os designs dos personagens são refinados e expressivos, enquanto as cores vibrantes reforçam o clima mágico da trama. Além disso, a ambientação da Night Raven College trabalha elementos de “vilania” da Disney de forma estilizada, o que fortalece a identidade do projeto. Assim, o visual cumpre bem seu papel ao atrair quem já conhece o universo do jogo e também quem gosta de animações caprichadas.

O que não funciona (e por quê)

A obra prioriza quem já conhece o jogo ou aprecia produções centradas em estética dos personagens. Entretanto, essa escolha reduz o alcance da série. Quem busca desenvolvimento profundo, trama mais consistente ou algo verdadeiramente inovador provavelmente não encontrará esses elementos aqui. Portanto, a produção não funciona tão bem como porta de entrada para novos públicos.

Infelizmente o enredo não sustenta a força visual da obra. A narrativa segue a estrutura clássica de isekai — um jovem é levado para outro mundo e passa a viver em uma escola de magia —, porém não apresenta novidades. Assim, a história repete fórmulas amplamente utilizadas e já desgastadas no gênero.

Outro ponto que merece atenção é a trilha sonora. Embora a animação apresente qualidade alta, a música não acompanha esse nível. A trilha pouco se destaca e não cria atmosfera memorável. Além disso, abertura e encerramento são apenas competentes, mas nada surpreendentes. Assim, a experiência sonora permanece correta, porém sem impacto.

Conclusão

Em síntese, Disney Twisted-Wonderland: The Animation oferece uma experiência visual forte e, por isso, conquista o público que já admira o jogo ou os vilões da Disney. Os personagens são bonitos e o fanservice atende aos fãs mais dedicados. Entretanto, para quem deseja uma narrativa que se destaca, a série não entrega o que promete. O enredo segue fórmulas previsíveis, o desenvolvimento do primeiro episódio é superficial e a trilha sonora dificilmente marca presença.

Ainda assim, o anime possui valor para um público específico. Ele entretém e celebra o universo Disney de maneira estilizada. Portanto, mesmo sem atingir excelência, cumpre parte do que se propõe e pode agradar quem busca apenas uma obra clichê e bonita.

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