Teoria Geek

Três idiomas, uma Detroit apocalíptica e um mistério brutal | Descubra Quase Deserto

Detroit pós-pandemia nunca pareceu tão sombria, tão vazia e tão cinematográfica quanto em Quase Deserto.

O novo longa de José Eduardo Belmonte já está em exibição em cinemas selecionados — com Brasília confirmada no circuito.

Depois de passar pela Première Brasil do Festival do Rio 2025 e integrar a programação da 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme agora segue para o público.

A produção traz uma mistura afiada de thriller, drama humano e distorção noir que promete fisgar quem gosta de histórias densas, urbanas e cheias de subtexto.

Além disso, o elenco é um show à parte:

Pois é… Uma tríade improvável que carrega a narrativa por uma Detroit quase fantasma — um cenário tão abandonado que parece cenário de HQ indie pós-apocalíptica.

Um noir distorcido — ou: como sobreviver a Detroit depois da pandemia

Belmonte define Quase Deserto como “um noir distorcido”, mas a verdade é que parece aquele tipo de filme onde todo mundo toma decisões ruins e você assiste dizendo “não faz isso, NÃO FAZ ISSO” — e eles fazem.

A história acompanha dois imigrantes latinos sem documentos, que por obra do destino (ou puro azar) presenciam um assassinato.

Além disso, a única testemunha do crime é uma americana que carrega uma rara síndrome que bagunça sua sociabilidade e a faz ver o mundo com olhos de criança. Ou seja, ela percebe o que ninguém mais nota, especialmente quando estão atravessando uma Detroit pós-pandemia, meio apocalíptica, meio fantasma, quase inabitada.

Juntos, esse trio improvável embarca numa jornada de fuga, recomeço e puro caos existencial, passando por uma cidade cheia de ruínas, segredos e reconstruções tão falsas quanto promessas de ano novo.

E o melhor? Nada é o que parece: a cidade, o crime e nem os próprios personagens.

Ficha Técnica
Título: Quase deserto
Ano de Produção: 2025
Dirigido Por: José Eduardo Belmonte
Estreia: 27 de novembro de 2025
Duração: 1 hora e 46 minutos
Classificação: 16 anos
Gênero: suspense, drama, thriller
País de Origem: Brasil e Estados Unidos
Sinopse: Em uma Detroit pós-pandemia, esvaziada e dividida politicamente durante a eleição entre Trump e Biden, dois imigrantes latinos sem documentos presenciam um assassinato. Por impulso, resgatam a única testemunha: uma americana com uma rara síndrome que compromete sua sociabilidade e lhe confere uma visão única, capaz de ver o que ninguém mais vê. Agora, esse trio improvável inicia uma jornada em busca de fuga e recomeço, atravessando uma cidade cheia de ruínas, segredos e reconstruções falsas.

 

Belmonte abre uma nova fase da carreira — agora mirando o mundo

Além da história em si, Quase Deserto marca uma virada importante na carreira de José Eduardo Belmonte.

Portanto, o diretor está oficialmente entrando na era da coprodução internacional, apostando em modelos colaborativos que misturam criadores de diferentes países… Tudo isso segurando propriedades intelectuais brasileiras no centro da conversa.

A ideia? Criar obras originais, provocativas, e com aquela mistura deliciosa de formas e conteúdos que refletem:

Belmonte explica o conceito perfeitamente: “Uma das formas de falar do Brasil é colocar o país em outra situação, de fora. Porque você entende muito mais o Brasil quando está fora dele. Então o filme tem isso: expandir fronteiras, falar do Brasil e indicar um modelo de produção de igual para igual.”

Ou seja: cinema brasileiro com ambição internacional sem pedir licença.

Três idiomas, múltiplos olhares e uma Detroit que virou cenário apocalíptico

O longa foi gravado em Detroit, fala em português, espanhol e inglês, e ainda carrega no DNA a mistura Brasil–EUA–Uruguai — tanto no elenco quanto na equipe criativa.

Produção de Rodrigo Sarti Werthein e Rune Tavares, realização da ACERE, em parceria com a We Are Films (Nova Iorque), Filmes do Impossível e a própria Paramount Pictures.
Sim, não faltou mão internacional nesse negócio.

Enfim, quem está na capital federal já pode apreciar essa película. Já nós, meros mortais do restante do Brasil, aguardamos ansiosos.

Enquanto isso, a gente segue de olho. Afinal, em tempos de ruínas, segredos e reconstruções falsas… nada melhor do que um noir torto para animar a semana.

 

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