Nem só de riffs, caveiras e camisetas pretas vive o mundo do heavy metal.
Desta vez, o nome do Iron Maiden acabou envolvido em uma história que mistura golpe digital, ingressos falsos e investigação policial, tudo isso fora do palco e bem longe dos amplificadores.
A Polícia deflagrou nesta semana uma operação para desarticular um esquema de venda ilegal de ingressos para o show da banda em São Paulo.
Dessa forma, o grupo criminoso utilizava sites falsos, pagamentos via Pix e uma boa dose de urgência emocional para fisgar fãs: aquele clássico “últimos ingressos disponíveis” que faz qualquer headbanger baixar a guarda.
Por isso, o nome da operação não poderia ser mais irônico: “Fear of the Pix”, uma referência direta ao álbum Fear of the Dark. Afinal, dessa vez, o medo não era do escuro: era de ver o dinheiro sumir da conta.
Quando o show vira cilada

Segundo as investigações, os golpistas criaram páginas falsas que imitavam sites oficiais, oferecendo ingressos para o evento. Após o pagamento via Pix, o ingresso simplesmente… Run to the Hills… ou melhor, desaparecia sem deixar vestígios.
Dessa maneira, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, e as autoridades já identificaram empresas e responsáveis envolvidos no esquema. A apuração segue em andamento, e novos desdobramentos não estão descartados.
Ou seja: não foi só um caso de Wasted Years (ou wasted money), foi fraude mesmo. E das grandes.
“Fear of the Pix”: por que isso é sério?
Apesar do tom quase cômico do nome da operação, o caso é tratado com rigor. Golpes desse tipo lesam financeiramente centenas de pessoas, usam marcas famosas para ganhar credibilidade e se espalham rápido em redes sociais e anúncios patrocinados.
Além disso, o Pix, que não é vilão nenhum, acaba virando ferramenta perfeita para criminosos quando usado fora de canais confiáveis.
Fui lesado. O que fazer agora?
(Guia rápido para não ficar Lost in a World of Fraud)
1 – Registre um Boletim de Ocorrência
- Faça online (Delegacia Eletrônica) ou presencialmente
- Informe que se trata de fraude eletrônica / estelionato
- Cite a operação “Fear of the Pix”, se possível
2- Reúna todas as provas
Separe:
- Comprovantes de Pix
- Prints do site falso
- Conversas por WhatsApp, e-mail ou redes sociais
- Links e anúncios usados na venda
Portanto, atenção, jovem headbanger: isso ajuda a conectar seu caso à investigação maior.
3 – Avise seu banco imediatamente
- Solicite a abertura de contestação por fraude.
- Em alguns casos, se o dinheiro ainda não tiver sido sacado, pode haver bloqueio do valor (não é garantido, mas é possível).
4 – Denuncie o site falso
- Use plataformas como o SaferNet Brasil.
- Denuncie também ao Google e às redes sociais onde o golpe circulou.
Pois é… Quanto mais rápido o site cai, menos vítimas surgem.
5 – Acompanhe o inquérito
Se os responsáveis forem identificados:
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Vítimas podem ser chamadas para complementar depoimentos
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É possível buscar ressarcimento pela via judicial.
Iron Maiden segue no palco; o golpe, não
Enfim, também é importante deixar claro: a banda não tem qualquer envolvimento com o esquema. O nome do Iron Maiden foi usado indevidamente, como acontece com inúmeros grandes eventos no Brasil.
O alerta que fica é simples e direto, como um bom refrão:ingressos só em canais oficiais, desconfie de pressa, escassez milagrosa e links estranhos e o Pix é rápido, mas o golpe também.
No fim das contas, o show deve continuar. Já o esquema fraudulento, esse sim, entrou oficialmente para a lista dos que merecem um The Trooper da Polícia na cola.
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