
| Desenvolvido por: Nihon Falcom, PH3 GmbH |
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| Publicado por: NIS America, Inc. |
| Gênero::JRPG |
| Série:The Legend of Heroes |
| Lançamento: 15 de janeiro de 2026 |
| Classificação indicativa: 16 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PC e PS5 |
Entrar em um novo Trails nunca é só começar um jogo. É assumir o compromisso de mergulhar em um mundo gigantesco, cheio de política, personagens falhos e diálogos que não têm medo de parar tudo só para conversar. Trails beyond the Horizon segue exatamente essa filosofia, encerrando e expandindo arcos narrativos com a calma e a ambição que viraram marca registrada da série.
Não é um RPG que tenta impressionar com espetáculo imediato. Ele conquista no detalhe, na construção de mundo e naquele sentimento constante de que tudo importa, mesmo as coisas aparentemente pequenas.
Uma história muito complexa
A narrativa de Trails beyond the Horizon funciona como um grande ponto de convergência. Conflitos antigos retornam, alianças são testadas e novas ameaças surgem em um cenário que mistura tensão política, tecnologia avançada e questões morais cada vez mais cinzentas.
O jogo confia totalmente no seu elenco. Personagens conhecidos ganham novos lados, enquanto rostos inéditos entram na história de forma orgânica. Os diálogos são longos, frequentes e extremamente importantes para entender o peso das decisões tomadas ao longo da jornada.
Para quem acompanha a série, a história é recompensadora e emocional. Já para novatos, o volume de informações pode ser esmagador. O jogo até tenta contextualizar eventos passados, mas não esconde que foi feito pensando principalmente em quem já está investido nesse universo.
Jogabilidade: Ação e tática ao mesmo tempo!
Beyond the Horizon mantém o sistema de combate por turnos que a série vem refinando há anos. Ele é estratégico, acessível e cheio de possibilidades, com posicionamento, habilidades especiais e gerenciamento de recursos tendo papel fundamental nas batalhas.
As lutas são dinâmicas e raramente se tornam repetitivas, graças à variedade de inimigos e às constantes pequenas mudanças nas mecânicas. Ao mesmo tempo, o ritmo mais lento pode cansar quem prefere combates rápidos e diretos.
Fora das batalhas, o jogo investe bastante em exploração, missões secundárias e interações com NPCs. Cada cidade parece viva, com personagens que mudam de diálogo conforme os eventos da história avançam. É um detalhe que dá trabalho, mas faz toda a diferença para quem gosta de imersão.
Progressão
A progressão é profunda e cheia de camadas. Customização de personagens, equipamentos, habilidades e sistemas próprios da série garantem um nível alto de controle sobre o estilo de jogo do grupo.
Isso é ótimo para quem gosta de otimizar builds e testar estratégias, mas pode assustar jogadores menos pacientes. O jogo exige tempo para entender tudo, e não tem pressa nenhuma em simplificar seus sistemas.
A sensação de crescimento é constante, tanto em termos de poder quanto de desenvolvimento narrativo. Cada avanço parece merecido, mesmo que venha acompanhado de longas horas de leitura e planejamento.
Gráficos
Visualmente, Trails beyond the Horizon não tenta competir com os gigantes técnicos do gênero. O foco está em um estilo artístico consistente, com personagens expressivos e cenários bem construídos.
Os modelos e animações cumprem bem seu papel, embora sejam simples em comparação com RPGs mais modernos. Ainda assim, a direção de arte consegue transmitir emoção, especialmente nas cenas mais importantes da história.
O desempenho é estável, e o jogo raramente apresenta problemas técnicos significativos. Não é um espetáculo visual, mas entrega exatamente o que precisa para sustentar a experiência.
Trilha sonora
A trilha sonora é um dos grandes pontos fortes. As músicas acompanham perfeitamente cada momento, desde batalhas intensas até cenas mais introspectivas e emocionais.
As composições ajudam a dar identidade às regiões, personagens e situações, reforçando o clima épico e, ao mesmo tempo, intimista da narrativa. É o tipo de trilha que gruda na cabeça e que fãs da série vão reconhecer instantaneamente.
O trabalho sonoro como um todo é consistente e ajuda a manter o ritmo mesmo durante os longos trechos de diálogo.
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon: Vale ou não a pena?
The Legend of Heroes: Trails beyond the Horizon vale muito a pena para fãs da série e para quem aprecia RPGs focados em narrativa, construção de mundo e personagens bem desenvolvidos.
Por outro lado, não é o melhor ponto de entrada para novos jogadores. O ritmo lento, a quantidade absurda de texto e a dependência de eventos passados podem afastar quem busca algo mais direto.
No fim, Beyond the Horizon é mais uma prova de que a série Trails continua fiel à sua essência. É um RPG feito com paciência, cuidado e respeito pelo próprio universo. Pode não agradar todo mundo, mas para quem embarca nessa jornada, a recompensa é grande e duradoura.
