RESENHA | Dorama: The Heirs

The Heirs é aquele tipo de dorama que te prende do início ao fim. Claro, se você não for aquele tipo de pessoa que droppa uma história toda, por conta de uma cena que, talvez, você faria diferente. – Mas, como não somos roteiristas, sigamos.É o tipo de dorama que te traz um enredo não muito inovador, mas ao mesmo tempo, peculiar.É clichê, não nego. Mas, não me incomodo com isso!
The Heirs te faz se comover com a atuação do Lee Min Ho e Park Shin Hye. – Que não podemos negar, são um espetáculo! Mesmo que, às vezes, dê um desespero olhar para os beijos que rolam (n)daquele monumento coreano que é dono da Hallyu todinha e que está, simplesmente, fantástico! – E, sim, falo do Lee Min Ho assim, porque falar mal dela é clichê pra caraio!
Em The Heirs, você se apaixona pelo casal principal, pelo processo de amadurecimento de alguns personagens, pelo Kim Woo Bin… de novo… e mais uma vez… e repetidas vezes... E por assim vai… Mesmo ele sendo um belo (belo mesmo) dum idiota (já disse belo?) mimado.
Por que digo tudo isso? Porque, a princípio, você acha que a história de The Heirs vai rodar apenas em torno dos protagonistas, e quando você percebe, você já falhou miseravelmente. – E esse, é mais um dos motivos dos quais eu me apropriarei para indicar esse Kdrama. 
O drama já tem 6 anos e, muito embora não seja nenhuma novidade no mundo dorameiro (do qual faço parte e por isso, espero deitada, para não cansar muito, uma segunda temporada que eu sei que é improvável ter, mas não custa sonhar), é um dos que faço questão de resenhar, mesmo com muito medo de me alongar. Então, sem mais delongas…
Gênero: Drama / Romance Adolescente / Colegial
Episódios: 20
Exibição: 2013
  • Sinopse: Em The Heirs, Kim Tan (Lee Min-ho) é um herdeiro bonito e rico de um grande conglomerado coreano que é enviado para estudar nos Estados Unidos, como forma de exílio, a pedido de seu irmão mais velho, Kim Won (Choi Jin-hyuk) que planeja tudo para assumir os negócios da família. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Kim Tan esbarra em Cha Eun-Sang (Park Shin-hye), que chegou da Coreia do Sul em busca de sua irmã mais velha. Lentamente, ele se apaixona por ela, sem saber que ela é a filha da empregada da família, que por sua vez é muda. Quando a noiva de Kim Tan, Rachel Yoo (Kim Ji-won), chega para trazê-lo de volta para a Coreia, o seu coração fica dividido entre o amor e o dever. Enquanto isso, Rachel e seu futuro meio-irmão e ex-melhor amigo de Kim Tan, Choi Young-do (Kim Woo-bin) vão para a mesma escola que Kim Tan e Eun-Sang, e Young Do começa a gostar de Cha Eun-Sang. Problemas surgem quando os herdeiros percebem as diferenças entre o dinheiro e o mundo real.
Embora a sinopse se foque no clichê da história principal, gosto de dizer que The Heirs, como o próprio nome já diz, conta a história da vida de vários herdeiros, trazendo à reflexão, o peso da ganância em vários enredos, momentos, decisões e personalidades em meio a um cenário corporativo e jogos de poder. A história gira em torno de como eles se preparam para assumir os impérios empresariais de suas famílias e como parecem ter tudo sob controle, exceto suas vidas afetivas (amorosas e familiares). Posso dizer, ainda, que serve como uma lição de moral para todos aqueles que colocam a carreira como prioridade em detrimento da vida pessoal.
Estes herdeiros são um grupo de estudantes do ensino médio, ricos, de elite, divididos entre os que estão dentro do 1% da alta sociedade, os ricos por ações na bolsa, novos ricos e bolsistas. As classes sociais da alta sociedade ditam as regras na escola, então podemos esperar momentos de puro bullying e descaso com bolsistas, nos dando cenas de puro ódio e, às vezes, bem desnecessárias.
 
É claro que a perspectiva da narrativa se foque mais na vida de Kim Tan, o filho ilegítimo do presidente do Grupo Empire (Jeguk), que no passado até podia ter sido um dos “agressores”, mas que, de algum modo, tinha mudado. Vamos começar pela história dele, que é meio complexa, mas vou tentar ser objetiva.
O presidente do Grupo Empire, em seu primeiro casamento, teve Kim Won, o primeiro herdeiro, cuja mãe faleceu. O presidente, então, casa-se com uma segunda mulher, que é estéril, mas assume a direção da Escola Empire (Jeguk) High. Ele, então, a trai com Han Ki-ae, com quem tem um filho: o nosso Kim Tan (Lee Min Ho).
Para complicar um pouco mais as coisas, sabendo da traição e recusando-se a divorciar, para manter o status-quo, o prestígio, a segunda esposa assume a maternidade de Kim Tan, apenas no papel, permitindo que a amante ficasse no quarto do presidente, com quem não divide a cama, mas tem um colchão ao lado (Okay!), fazendo com que a amante não assuma nenhuma posição na família, se sentindo apenas uma fantasma na casa. Procurando alguém em quem confiasse, ela contrata uma empregada doméstica muda, que por um acaso, é mãe de Cha Eun Sang.
Cha Eun Sang (Park Shin Hye) é uma menina pobre, mas inteligente e dedicada, que por conta da deficiência da mãe e do sumiço da irmã, se cansa da vida que leva, da herança “maldita” que tem de trabalhar para ter o que comer e decide ir aos EUA a procura de sua irmã mais velha que tenta a vida nas terras norte-americanas, na intenção de também ganhar a vida e ajudar a mãe, mas se depara com algumas situações que a obrigam a voltar para a Coreia e morar no quartinho de empregada onde sua mãe passou a residir, desde que deu dinheiro à sua filha mais velha.
Kim Tan, aconselhado por seu hyung (irmão mais velho), é obrigado a se exilar nos EUA, para evitar que descubram o lado negro de sua família. Kim Won, na verdade, deseja evitar que Kim Tan tenha acesso à empresa de seu pai, por considerá-lo ilegítimo e, portanto, não tenha prestígio entre os acionistas do Grupo Empire (Jeguk). Ocorre que Kim Tan, tem pelo hyung Kim Won, um amor incondicional e platônico, o respeitando e acatando a todas as suas decisões, mas por conta dos atritos constantes com sua família, tentando governar a empresa e temendo que Tan fique em seu caminho, Won o repele com todas as suas forças. Devido a isso, eles nunca tiveram uma relação fraternal como irmãos, mesmo com Tan tentando de tudo para conquistar o coração de seu hyung. Seu pai, que em nome de aumentar o prestígio e o valor das ações da empresa, deseja que ambos disputem o cargo de presidente e por isso, toma algumas decisões que envolvem e incomodam muitas pessoas. – Inclusive a gente que fica torcendo para que alguém pegue a bengala do pai dele e quebre em pedacinhos e rir do tombo do véio quando ele cair, batendo o queixo no chão, mas okay!
Agora, se me permitem, vou abusar da empatia sobre as personalidades de Kim Tan e Cha Eun Sang para colocar meus pensamentos em discussão. Durante sua rápida estadia nos EUA, Cha Eun Sang conhece Kim Tan, que se apresenta como um riquinho com um passado comprometedor. Sem ter onde ficar, ele oferece sua casa a ela, por quem desperta interesse. Não acredito que o interesse dele por ela tenha sido por ela ser pobre, e aí sim, garantindo o clichêzão do “ela é bonitinha, fofa, tem princípios, é honesta, tem uma vida diferente da dele, e tudo o mais”, pelo contrário, por ter se identificado com ela. Ao meu ver, ele se viu nela, numa situação diferente. Ambos com problemas familiares com seus irmãos mais velhos, ambos com heranças de vida que independiam de seus esforços e ambos buscando ter controle sobre suas vidas. Neste aspecto da vida dos dois, posso dizer que se combinavam, e não necessariamente, se completavam.
Como eu disse, anteriormente, Kim Tan nem sempre foi uma pessoa boa. Ele, ao lado de Choi Young Do, eram os bad boys da Escola Empire High. Mas, uma situação do passado os separou e ambos romperam a amizade, se tornando inimigos, quase mortais. Young-do começa a mexer com Eun-sang para irritar Tan, mas ele logo percebe que não é a única razão pela qual ela está sempre em sua mente.
 
 
Este personagem é estrelado pelo Kim Woo BinOppa maravilhoso que venceu uma luta contra um câncer super-raro. – Choi Young-do é o herdeiro do Zeus Hotel Group. Seu pai, Choi Dong-wook é impiedosamente rigoroso e fisicamente abusivo em relação a ele, usando o judô como arma de negociação entre os dois. Como parte de seu treinamento como o próximo CEO do Zeus Hotel, Young-do é obrigado a lavar pratos no hotel, algo que ele vem fazendo desde que estava no ensino médio. Creio que, muito provavelmente, a agressividade gratuita de Young Do seja por conta de seu histórico: Mãe que, supostamente, fugiu, pai agressivo, nenhum controle sobre sua vida, e ainda “menor de idade” (nos padrões coreanos). Para finalizar, seu pai decide se casar a negócios com a mãe de Rachel Yoo, e está traçada a sua personalidade.
Agora, por favor, um pause extremamente necessário: Mas, que puta atuação, hein, Kim Woo Bin? Gente, ver esse homem chorando, não é para qualquer um. De longe, o meu malvado favorito! E quando os olhinhos dele ficam vermelhos? E as mãozinhas, e até as orelhas? Aihn, não resisto, não! Sério! 
 
 
Para piorar as coisas, Young Do está prestes a se tornar o meio-irmão da menina mais arrogante da escola, com quem Kim Tan tem um casamento arranjado
Rachel não sabe lidar com seus sentimentos e é uma arrogante de carteirinha. Aquele típico de gente metida, mimada, lotada de grana, que acha que tudo na vida se resume à quem tem dinheiro e quem não tem. Ela percebe que terá o seu noivado com Kim Tan abalado, quando nota os olhares dele para Cha Eun Sang e seu instinto de proteção com a filha de sua empregada.

Cha Eun Sang se vê no meio de uma linha cruzada entre pessoas expressivamente poderosas e possessivas, que não têm uma mínima noção do que é batalhar para ter alguma coisa na vida. Para ter o direito de se manter na Escola Empire High, ela busca conseguir uma Bolsa de Estudos, para não precisar mentir sobre sua situação financeira, uma vez que, além de não gostar de mentir, tem medo do tratamento que as pessoas de baixa-renda recebem de pessoas mais poderosas na escola. Para ela, não basta enfrentar, como quem não deve nada a ninguém, mas é preciso, acima de tudo, coragem.

 Para conseguir superar este dilema, Cha Eun Sang conta com o apoio do casalzinho 20, formado por Yoon Chan Young, seu melhor amigo de infância, também bolsista na Escola Empire High, e Lee Bo Na, super dedicada e possessiva com seu atual namorado, ex-namorada de Kim Tan e hiper ciumenta com Cha Eun Sang, por acreditar que não existe amizade entre homens e mulheres. Ele é filho do secretário do Presidente do Grupo Empire. E ela, que também é mimada, linda e, no fundo, tem um bom coração, é filha do Presidente da Mega Entertainment. Eles são um casal fofo, que embora as críticas sejam negativas para os ciúmes e reações dela, eu sinceramente acredito que mostram um jeito diferente de amar e aceitar os defeitos um do outro de maneira light.
E, claro, ninguém mais que o próprio Kim Tan, protege tão bem a Cha Eun Sang! Claro que, no meio do caminho, alguns obstáculos se criam. Mas, a verdade é que o romance dos dois nos traz algumas cenas que merecem replay em looping.

 

Okay, essa é uma das poucas cenas que dá vontade de rever, por conta dessa pegada do Lee Min, digo, Kim Tan. – Desculpem, é difícil me concentrar, quando o Lee Min Ho faz isso nos doramas. Alô, The Legend of the Blue Sea!O fato é que o Kim Tan, realmente, havia se apaixonado pela Cha Eun Sang. E por conta deste amor, foi capaz de enfrentar tudo e todos. Não só o pai, não só o hyung, não só o Choi Young Do, não só a Rachel – okay, já entenderam – mas, também, ele próprio. Isso porque, em certo momento, ele acredita que foi o pivô do sofrimento dela e se culpa, e se culpa tanto que dói. Dói nele, dói nos que se importam com ele, dói em quem passou a se importar e doeu em mim. Pra cacete! Porque ele desaba tão perfeitamente, tão de “modo humano”, que meu coração fica em pedacinhos… Porque, gente, Lee Min Ho não é só um rostinho bonito, o cara atua tão bem, que parece que o personagem existe de verdade e você sente a dor dele. Para vocês terem ideia, só de olhar para esses Gifs e lembrar da cena, EU CHORO
 

O que me impressionou no Kim Tan foi a perseverança dele e o “fazer pensado” e não “impulsivo”, que rola na maioria dos doramas. Acompanhando The Heirs, a gente percebe que ele se esforça para viver um amor, mesmo que seja incerto, mesmo que para isso ele tenha que se privar de várias coisas e pessoas. Sinceramente, é o que mais gosto no Kim Tan. Embora não tenhamos acompanhado o processo de mudança dele, em algum ponto da história, vemos o quanto ele amadureceu. Mas, principalmente, o quanto ele é tão diferente dos outros personagens! 

E é aqui onde vejo a grande sacada do The Heirs. O fato de contar a história de vários “herdeiros”, não necessariamente super ricos, mas todos com suas vidas controladas por algo maior, seja o dinheiro, o status, as dificuldades, as grandes decisões, etc. E não só isso! Geralmente, vemos um dorama com uma história onde só duas pessoas são afetadas por conta de complicações, mas neste aqui, todas as coisas se encaixam e mostram várias situações sobre diversas perspectivas e momentos. É como se The Heirs comparasse as diversas formas de viver, usando como base as diferentes personalidades, mediante atitudes e consequências diferentes. The Heirs nos faz pensar em não agir impulsivamente, mesmo seguindo o nosso coração. Nos faz ter a clareza de que nada é fácil e que nossas escolhas definirão quem a gente quer ser. Sou fascinada nos doramas que nos trazem esse tipo de reflexão. Talvez por isso, eu seja tão apaixonada por The Heirs!

Por exemplo, seu hyung, Kim Won, também é apaixonado por uma menina pobre. Ele passa a história toda tentando salvar seu relacionamento secreto com a Jeon Hyun-Joo, porém se concentra mais na execução do Grupo Empire (Jeguk) do que em sua vida afetiva. O que, nitidamente, não aparenta ser uma boa decisão. O mesmo ocorre com outros personagens que amarguram suas decisões no presente. Das decisões tomadas, a única mais acertiva, porém difícil, foi do nosso protagonista. Por isso, vale mesmo a pena acompanhar o dorama!
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O desfecho de The Heirs traz os grandiosos resultados de todas essas pequenas escolhas que os personagens tomam durante a história.O que, sinceramente, para mim é o ponto-chave! – Outra coisa que também me chamou atenção foi um desfecho não necessariamente fechadinho e redondinho, como estamos acostumados, mas compreensível, se analisarmos a idade dos personagens envolvidos, sem aquele salto no tempo, a história traz um final com gostinho de“quero uma segunda temporada, pra já, na minha mesa”!
Gostaria de acreditar nos boatos de um “The Heis 2” que rolavam sobre quando o Lee Min Ho saísse do exército e o Kim Woo Bin ganhasse a luta contra o câncer nasofaríngeo, mas a verdade é que o Lee Min Ho saiu de lá e o Kim Woo Bin se curou, e ambos já estão com novos projetos em andamento, então, mesmo torcendo em silêncio, não acredito que tenhamos uma segunda temporada.Poxa, Coreia! 
E só para que fique claro… Infelizmente! Porque, como eu disse, é um dorama com um final que PEDE por isso. Eu, realmente, gostaria de ver como os herdeiros lidariam com a vida adulta. Será que diferente de seus pais? Será que sofreriam desvios de caráter no meio do caminho? Será que o sonho do Kim Tan se tornaria realidade? Será que os demais personagens conseguiram, depois de quebrarem-a-cara mudar alguma coisa na vida deles?
Ficam as perguntas no ar! E uma esperança que nunca sairá de mim, de um The Heirs 2. 

~ RackysEU ♥ DORAMAS

~ • ~ • ~ • ~ • ~ • ONDE ASSISTIR • ~ • ~ • ~ • ~ • ~
• VikiNetflix
The Heirs na EU ♥ DORAMAS!
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