No dia 27 de fevereiro de 1996, o Japão recebeu dois cartuchos modestos para o Game Boy: Pocket Monsters Red e Green.
Pequenos, silenciosos, quase inocentes.
Ninguém poderia prever que aqueles monstrinhos em 8 bits estavam prestes a evoluir (não apenas em níveis, mas em impacto) até se tornarem o maior fenômeno multimídia da história.
Trinta anos depois, Pokémon não é só uma franquia, é um fenômeno cultural global.
Sim, jovem treinador, o Pikachu já tem 30 anos. E continua mais elétrico do que nunca.
Como tudo começou

A ideia nasceu da mente de Satoshi Tajiri, um garoto de Machida, no Japão, apaixonado por colecionar insetos. Ele passava horas explorando campos e florestas, observando, capturando e catalogando pequenas criaturas.
Anos depois, quando viu o potencial do Game Boy e, principalmente, do cabo link (acessório que permitia conectar dois consoles) teve um estalo: e se as crianças pudessem “trocar criaturas” como ele trocava insetos na infância?
Assim nasceu o conceito de capturar, treinar, evoluir e trocar monstros. No entanto, transformar isso em realidade foi outra história.
Nos primeiros anos dos anos 90, Tajiri fundou a Game Freak, inicialmente uma revista independente sobre videogames que depois virou estúdio. O projeto de Pokémon levou quase seis anos para ser desenvolvido, um período extremamente longo para a época.
Uma árdua aventura
Durante o desenvolvimento, a empresa quase faliu, funcionários ficaram meses sem salário, muitos investidores desistiram do projeto e o hardware limitado do Game Boy impunha desafios técnicos severos.
Quem ajudou a salvar o projeto foi ninguém menos que Shigeru Miyamoto (criador de Mario e Zelda), que apoiou a ideia dentro da Nintendo. Dessa forma, essa parceria foi decisiva.

Em 27 de fevereiro de 1996, finalmente foram lançados no Japão os jogos Pocket Monsters Red e Green.
No entanto, o começo não foi explosivo; as vendas iniciais foram modestas.
Após um tempo, o boca a boca começou a funcionar. Crianças descobriam criaturas secretas, trocavam dicas nos pátios das escolas e exploravam a mecânica de troca pelo cabo link, algo revolucionário para a época.
A partir daí, a febre começou a crescer.
A explosão global

Em 1998, Pokémon desembarcou no Ocidente como Pokémon Red & Blue, acompanhado do anime estrelado por Ash e Pikachu.
O que veio depois foi algo raríssimo na história do entretenimento: escolas foram tomadas por trocas de cartas.
Game Boys ficaram permanentemente conectados. Crianças discutiam estratégias como se fossem técnicos esportivos.
Ademais, a expressão “evoluir” ganhou um novo significado na cultura pop. Pokémon deixou de ser apenas um RPG portátil e se transformou em um movimento cultural.
E pensar que tudo começou com um menino, alguns insetos e um fio conectando dois consoles.
Anime, cartas e invasão mundial

O anime estreou em 1997 no Japão e levou Ash Ketchum e Pikachu para todos os cantos do planeta.
Hoje, Pokémon acumula:
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Mais de 1.200 episódios do anime
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23 filmes animados lançados nos cinemas
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Mais de 64 bilhões de cartas do Pokémon TCG produzidas
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Mais de 480 milhões de jogos vendidos mundialmente
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Mais de US$ 100 bilhões em receita total ao longo da história
Pois é… Pokémon é oficialmente a maior franquia de mídia do mundo, superando gigantes como Star Wars e Marvel em faturamento acumulado.
Pokémon GO e o mundo real virou ginásio

Em 2016, Pokémon mostrou que ainda sabia surpreender.
Com o lançamento de Pokémon GO, parques, praças e até igrejas viraram pontos de captura. Milhões de pessoas saíram de casa atrás de um Dragonite invisível.
Sendo assim, jogo bateu mais de 1 bilhão de downloads, bilhões de dólares em receita e recordes históricos de uso simultâneo em aplicativo mobile.
Pois é… Se alguém duvidava que Pokémon ainda tinha força, 2016 foi o contra-ataque definitivo.
Gerações, remakes e reinvenção constante

De Kanto a Paldea, Pokémon nunca ficou parado.
São 9 gerações principais, mais de 1.000 espécies oficiais, dezenas de spin-offs, remakes, colaborações com marcas de luxo, parques temáticos no Japão e até um filme live-action de sucesso (Detetive Pikachu, 2019).
Além disso, a franquia também evoluiu tecnicamente, saindo do 8-bit para o Nintendo Switch com mundo aberto em Pokémon Scarlet & Violet.
Pokémon não apenas sobreviveu às mudanças da indústria.
Ele evoluiu com elas.
O impacto cultural
É inegável que Pokémon atravessou gerações.
Afinal, quem começou em 1996 hoje apresenta a franquia para os filhos; Pikachu virou símbolo universal e “Gotta Catch ‘Em All” virou mantra.
É raro ver uma marca manter relevância por três décadas sem perder identidade e Pokémon conseguiu.
30 anos depois… e ainda queremos ser Mestres
A comemoração dos 30 anos já está sendo celebrada oficialmente pela The Pokémon Company, com campanhas globais, produtos comemorativos e expectativa de anúncios especiais ao longo de 2026.
Se tem algo que Pokémon provou em 30 anos é que ele não é nostalgia; é presente, mercado e cultura pop.
E, sejamos honestos… Se alguém perguntar qual foi seu Pokémon inicial, você ainda responde na hora.
A Pokébola nunca fechou
Enfim, três décadas depois, Pokémon continua fazendo o que sempre fez melhor: conectar pessoas.
Entre batalhas, trocas, evoluções e jornadas, a franquia construiu uma comunidade global que atravessa gerações.
E se depender da força que ainda tem hoje, o Pikachu vai chegar aos 40 anos dando Thunderbolt em qualquer dúvida sobre relevância.
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