O novo universo cinematográfico da DC (DCU) continua ganhando forma, e Supergirl (2026), estrelado por Milly Alcock, chega aos cinemas tentando mostrar que Kara Zor-El é muito mais do que apenas “a prima do Superman”. O resultado? Um filme até que divertido, competente em vários momentos, mas que dificilmente alcança o mesmo impacto de seu antecessor.
| Título: Supergirl |
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| Ano de Produção: 2026 |
| Dirigido Por: Craig Gillespie |
| Estreia: 25 de Junho de 2026 |
| Duração: 1h50m |
| Classificação: 14 anos |
| Gênero: Aventura, Fantasia |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: Um adversário inesperado e implacável ataca perto demais de casa. Mesmo relutantemente, Supergirl une forças com um aliado improvável em uma jornada interestelar de vingança e justiça. |
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O Tom Diferenciado
Baseado na HQ Supergirl: Woman of Tomorrow (de Tom King), o longa acompanha Kara em uma jornada espacial ao lado da jovem Ruthye, que busca vingança contra o mercenário bandoleiro Krem. A estrutura lembra uma espécie de road movie intergaláctico, com direito a diversos planetas, caçadores de recompensa, piratas espaciais e até a participação de Lobo, vivido por Jason Momoa (que traz um ar da graça, apesar de ainda ser muito aquém ao que o personagem representa nas HQs).
Mas logo nos primeiros minutos fica difícil não perceber algumas inspirações bastante evidentes.
A atmosfera do filme lembra bastante Guardiões da Galáxia (do próprio James Gunn). Kara viaja pelo espaço ouvindo músicas em um toca-fitas portátil, criando uma relação imediata com Peter Quill e seu famoso Walkman. Não chega a ser uma cópia, mas a influência é tão forte que, em alguns momentos, parece até uma tentativa de reproduzir a fórmula que tornou os filmes de James Gunn tão populares.
Ao mesmo tempo, há elementos que remetem diretamente a Mad Max: Estrada da Fúria. A própria dinâmica envolvendo mulheres escravizadas, a busca por liberdade e até detalhes envolvendo a exploração do leite de criaturas para sobrevivência lembram bastante situações vistas no clássico dirigido por George Miller. Felizmente, essas referências não chegam a comprometer a narrativa, mas são difíceis de ignorar para quem conhece ambos os filmes.
O Quê Há de Bom?
Felizmente, o grande diferencial está em Milly Alcock, que sofreu um pouco com o hate na internet eido à sua aparência ser de uma beleza um pouco diferente da padrão (e semelhanças com outro ator de Hollywood).
A atriz entrega uma Supergirl muito diferente das versões anteriores. Kara é impulsiva, traumatizada, sarcástica e carrega cicatrizes emocionais profundas por ter testemunhado a destruição de Krypton ainda jovem. É uma personagem muito mais imperfeita e interessante do que a heroína tradicional que muitos esperavam. Não por acaso, praticamente todas as críticas concordam que ela é um dos maiores acertos do filme.
Também merece destaque Jason Momoa como Lobo. Mesmo aparecendo relativamente pouco, sua presença é carismática e deixa vontade de vê-lo novamente no futuro do DCU.
Infelizmente, nem tudo funciona.
O roteiro perde ritmo em alguns (vários) momentos, principalmente na segunda metade. O vilão Krem dificilmente se torna memorável, e algumas cenas de ação parecem menos criativas do que deveriam para uma aventura espacial desse porte. A adaptação deixa de lado algumas das características mais marcantes da HQ original, tornando a jornada menos emocionante do que poderia ser. Pessoalmente, senti falta de alguns monstros e dinossauros aparecerem de fundo no planeta dos dois sóis, ou mesmo de mais planetas com estilos diferentes. Tudo é “desértico”, quase como se os designers estivessem com preguiça de criar cidades diferentes.
Ainda assim, Supergirl passa longe de ser um filme ruim. Mas também não chega a ser incrível. É um ótimo filme leve e mediano de Sessão da Tarde. O roteirista acabou não entendendo muito bem o final da HQ, e isso fica bem evidente com o confronto final do filme, infelizmente.
Ele entrega uma aventura até que divertida, apresenta muito bem sua protagonista e mostra que Milly Alcock tem potencial para se manter no novo DCU. Talvez não seja um filme revolucionário, mas é um passo sólido para consolidar a personagem dentro desse novo universo compartilhado. Sua presença já está garantida em Man of Tomorrow, e outros projetos deste universo compartilhado.
Veredito
Se você gostou de Superman e procura uma aventura espacial leve, com boas atuações e bastante personalidade, Supergirl merece uma chance. Só não espere encontrar algo tão inovador quanto a HQ que serviu de inspiração ou uma identidade completamente própria (afinal, as sombras de Guardiões da Galáxia e Mad Max: Estrada da Fúria acompanham Kara durante boa parte dessa jornada).
