Stranger Things chegou ao fim junto com o ano de 2025; o tão aguardado episódio de encerramento foi lançado às 22h (horário de Brasília) do dia 31. Desde a estreia da série há quase uma década — sim, ela estreou em julho de 2016 —, a saga conquistou fãs fiéis ao redor de todo o mundo, e o episódio final foi aguardado com contagem regressiva e muitas teorias levantadas.
Primeiras reações
Nesse contexto, as reações online que começaram a surgir logo após o lançamento, mostram o público bem dividido: enquanto alguns exaltam o episódio como um adeus comovente e digno para uma das séries mais lembradas da Netflix, outros apontam que ele foi menos impactante do que se esperava e até um tanto “seguro” em suas escolhas narrativas.
Estrategicamente colocado para estrear nas últimas horas do ano, a “última dança”, em vez de priorizar a ação e trazer muitos toques de suspense e até de terror, como muitos esperavam, optou por um tom mais emocional e nostálgico, resgatando em vários momentos sensações das temporadas anteriores — e é justamente isso que faz, para mim, o final da série ser tão bom.
Análise Final
Sem dar spoilers, o capítulo final acerta ao valorizar os personagens, suas trajetórias e os relacionamentos entre si e com o público. A narrativa escolhe o caminho da sensibilidade e da conclusão coerente, fugindo de finais polêmicos ou frustrantes como os vistos em grandes séries, como Lost, Game of Thrones e várias outras.Dessa forma, o episódio investe mais em fechar laços afetivos, apresentando os caminhos que serão trilhados e homenageando a história dos personagens, do que em entregar reviravoltas chocantes ou respostas para todas as perguntas deixadas ao longo das temporadas — algo que pode agradar àqueles que buscam sensação de fechamento, mas frustrar quem queria grandes definições ou perdas marcantes.
Quanto à parte técnica, todos sabem que a trilha sonora sempre foi um dos pontos altos de Stranger Things e, aqui, ela brilha mais uma vez, guiando as emoções, resgatando memórias e reforçando a identidade da série. A quinta temporada já tinha trazido de volta as marcantes “Should I Stay or Should I Go” do The Clash e “Running Up That Hill” da Kate Bush.
E no último episódio, é impossível não se envolver com a “trilha personagem”, sentir o peso da despedida e, ao mesmo tempo, o conforto de um encerramento bem construído que conta com Pixies, Iron Maiden, David Bowie e Prince.
Resumo da opinião
Portanto, no fim das contas, o episódio final consegue deixar um grande mistério no ar e ao mesmo tempo reconectar o espectador com a essência que encanta desde a primeira temporada: a amizade, a aventura, o mistério e a nostalgia oitentista. O resultado é um encerramento que não só satisfaz, mas também desperta aquela vontade imediata de assistir novamente e toda a jornada da turma de Hawkins desde o começo.
Enfim, Stranger Things se despede deixando saudade, emoção e a sensação de dever cumprido, e como o ano também acabou e já começamos 2026, desejamos um ótimo Ano Novo de muito conteúdo geek para todos!
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