Quando uma das maiores séries da Netflix se despede, o mínimo que podemos fazer é revisitar a ciência maluca que inspirou o Mundo Invertido — e entender como um “erro de arredondamento” virou uma das bases da cultura pop.
Por isso, não precisa sofrer de saudades esperando o 2º volume de Stranger Things. Enquanto aguardamos ansiosamente, que tal falarmos um pouco sobre a Teoria do Caos e descobrir por que um simples portal virou um carnaval interdimensional?
Hawkins entra no modo Caótico Final
Desde 2016, a trama virou uma máquina do tempo para os anos 80, espalhou nostalgia que nem glitter e jogou os fãs num universo cheio de mistérios, monstros e… matemática. Sim, matemática. Matemática sombria, emocional e com cheiro de laboratório secreto.
Tudo isso graças ao Mundo Invertido, aquela dimensão paralela e horrorosa que nasceu quando a Eleven (Millie Bobby Brown) abriu um portal sem querer — ou seja, a versão sobrenatural de “apertar o botão errado no computador e travar tudo”.
Mas aqui vai o ponto chave: Isso tudo tem inspiração em uma tese científica real que também nasceu… por acidente.
Ele só queria saber se ia chover…

A tal inspiração atende pelo nome de Teoria do Caos, descoberta em 1961 pelo meteorologista americano Edward Lorenz, enquanto tentava fazer um modelo matemático para prever o tempo.
Ele só queria saber se ia chover, coitado. Mas acabou tropeçando em uma das ideias mais influentes da ciência moderna.
Durante os cálculos, Lorenz percebeu que arredondar algumas casas decimais — detalhe que parecia bobagem — mudava completamente o resultado final.
Em outras palavras: uma coisinha minúscula leva a consequências gigantescas ao longo do tempo.
Ou seja:a Eleven abrindo um portal por uns segundos = Hawkins entrando em colapso por cinco temporadas.
Pois é… O puro Suco da Teoria do Caos.
Teoria do Caos: muito antes de virar moda em série de streaming

O escritor brasileiro Alby Azevedo, pesquisador do tema há mais de 20 anos e autor de Caos, A Teoria (Buzz Editora), explica que a cultura pop já bebe dessa fonte faz tempo.
Segundo ele: Matrix? Tem caos. Essa sua vida que parece improviso? Idem. A fila do painel da CCXP? Total caos.
E o ponto central é simples: nada é totalmente aleatório — existe um padrão invisível que organiza o aparente caos.
No campo científico, isso se resume a borboletas batendo asas e criando tempestades.
No campo humano, Azevedo explica que é sobre como pequenas decisões moldam futuros inteiros.
E no campo Stranger Things, significa que cada escolha da Eleven reverbera como se fosse um terremoto interdimensional.
Mundo Invertido: caos aplicado na prática (e sem manual de instruções)
A última temporada promete trazer respostas sobre a origem do Mundo Invertido, o papel da Eleven no colapso dimensional e, claro, o vilão que manda no submundo desde as sombras (e também desde o merchandising oficial).
Ademais, a expectativa dos fãs é altíssima; a teoria científica contribui nos bastidores desde o começo e o caos está sempre presente. Vamos, portanto, cada um lidando com seu próprio caos interno até a próxima estreia.
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