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Starfield (PS5) | Confira nossa review

starfield
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Bethesda
Publicado por: Bethesda
Gênero::RPG de ação
Série:Starfield
Lançamento: 7 de abril de 2026
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: um jogador
Disponível para: PC, PS5 e Xbox Series S|X

 

Starfield é um jogo que chega com uma proposta gigantesca no PS5, Trazendo exploração espacial, liberdade total e aquela promessa de viver sua própria história entre estrelas. Só que diferente de outros jogos que te conquistam logo nas primeiras horas, aqui a coisa é mais lenta. Ele não tenta te impressionar o tempo todo, ele quer que você se envolva aos poucos.

E isso muda completamente a forma como a experiência funciona. Starfield não é sobre seguir uma linha principal e chegar ao final. É sobre se perder, testar caminhos e criar sua própria jornada dentro de um universo que nem sempre é tão consistente quanto deveria, mas que ainda assim consegue ser envolvente.

Essa review só foi possível graças ao envio de um cópia pela Bethesda Brasil.

História

A história começa de forma simples, colocando você no papel de alguém comum que encontra um artefato misterioso e acaba sendo puxado para algo muito maior. A partir daí, você entra em um grupo que busca entender esses objetos e o que eles representam dentro do universo.

O foco não está em uma narrativa cheia de reviravoltas o tempo inteiro. O jogo prefere construir suas ideias aos poucos, deixando o jogador descobrir mais através de missões, diálogos e principalmente pelas facções espalhadas pelo mundo.

E é justamente nessas facções que a coisa realmente brilha. Algumas linhas de missão são tão bem construídas que parecem histórias próprias, com começo, meio e fim muito mais interessantes do que a campanha principal. Existe um cuidado maior em desenvolver personagens, conflitos e decisões que realmente fazem diferença.

A narrativa principal demora a ganhar força, mas quando encaixa com o restante do conteúdo, ela passa a funcionar mais como um eixo que conecta tudo do que como o grande destaque isolado. E a melhor parte? o jogo possuí legendas em português Brasil, o que facilita a compreensão da história.

Jogabilidade

A jogabilidade segue aquele estilo clássico de RPG da Bethesda, só que expandido para um cenário espacial. Você explora planetas, entra em combates, pilota naves, conversa com NPCs e interage com uma quantidade enorme de sistemas ao mesmo tempo.

O combate é funcional e melhora conforme você avança. No início ele pode parecer básico, mas com o tempo ganha mais variedade através de armas, habilidades e equipamentos. Não é o ponto mais inovador do jogo, mas também não compromete.

A exploração é onde o jogo tenta ser grandioso. Existe uma quantidade enorme de planetas, cada um com seus biomas e possibilidades. O problema é que nem todos conseguem manter o mesmo nível de interesse. Alguns lugares são marcantes e cheios de conteúdo, enquanto outros acabam parecendo vazios ou repetitivos.

Mesmo assim, quando você encontra algo realmente interessante, o jogo entrega aquela sensação clássica de descoberta. É nesses momentos que ele lembra exatamente por que essa proposta funciona.

Starfield não te guia o tempo todo. Ele espera que você tome a iniciativa, e isso pode ser incrível ou cansativo dependendo do tipo de jogador.

Progressão

A progressão é um dos pontos mais fortes do jogo. Existe uma árvore de habilidades bem ampla que permite moldar completamente o seu estilo. Você pode focar em combate, exploração, diplomacia, tecnologia ou até criar uma abordagem mais híbrida.

Além disso, o jogo oferece sistemas paralelos que aprofundam ainda mais a experiência. Construção de bases, customização de naves e crafting adicionam camadas extras para quem quer se envolver mais com o universo.

Nada disso é obrigatório, e essa liberdade é justamente o que faz a progressão funcionar tão bem. Você evolui não só subindo de nível, mas também entendendo melhor como quer jogar. Essa sensação de escolha constante mantém o jogo interessante por muitas horas.

Gráficos e trilha sonora

Visualmente, Starfield tem uma identidade bem clara. A direção de arte aposta em um estilo mais realista, com inspiração em tecnologia espacial mais próxima da realidade, o que ajuda a criar uma imersão diferente de outros jogos sci fi.

Existem momentos muito bonitos, principalmente em ambientes internos, cidades e alguns planetas específicos. Ao mesmo tempo, o jogo não mantém esse nível o tempo inteiro. Algumas áreas são mais simples e acabam quebrando um pouco a consistência visual.

A trilha sonora segue uma linha mais atmosférica. Ela não tenta chamar atenção o tempo todo, mas ajuda a reforçar a sensação de estar explorando algo maior. Em vários momentos, o silêncio e os sons do ambiente fazem tanto quanto a música.

Esse conjunto funciona melhor quando o jogador se deixa levar pelo ritmo do jogo.

Starfield: vale ou não a pena?

Starfield é um jogo que depende muito da sua expectativa. Ele não entrega tudo de forma imediata e não tenta ser perfeito em cada detalhe. O que ele oferece é liberdade, e isso vem com altos e baixos.

O ritmo mais lento, a exploração inconsistente e algumas limitações técnicas podem afastar quem busca algo mais direto. Por outro lado, a quantidade de possibilidades, a construção de mundo e a liberdade para jogar do seu jeito fazem com que a experiência cresça com o tempo.

Ele funciona melhor quando você para de tentar seguir um caminho ideal e simplesmente começa a viver dentro daquele universo.

No fim, Starfield não é sobre ser o melhor em tudo. É sobre te dar espaço para criar sua própria experiência. E quando isso encaixa com o seu estilo, ele se transforma em algo muito mais interessante do que parece nas primeiras horas.


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