Você mudaria o seu passado ao custo de um sacrifício? Você sacrificaria um pedaço da sua alma? Ou talvez um pouco de sua vida? Bem, é isso que Adam irá fazer em SINNER: Sacrifice of Redemption.

 

Desenvolvido por: Black Star

Publicado por: Another Indie

Série: SINNER

Lançamento: 18/10/2018

Gênero: Ação

Classificação Indicativa: 18 anos

Modos: Single Player

Disponível para: Playstation 4, Xbox One, Switch e PC

 

Sobre o jogo…

SINNER é um game que me surpreendeu de uma forma que há muito tempo nenhum outro game fazia. Pra ser bem sincero, eu achava que seria mais um game na fórmula “Souls-Like”, como tantos outros que vemos por aí, mas a realidade é bem diferente.

MECÂNICA DO JOGO

Bebendo da mesma fonte de Dark Souls, SINNER traz, como o próprio nome já diz, o sacrifício pela redenção. Na pele de Adam, temos que enfrentar os setes pecados capitais representados por monstros que, para serem enfrentados, requerem que Adam faça algum tipo de sacrifício.

Esses chefes são representados por lápides e sempre que Adam adentra uma delas, uma pequena cutscene é mostrada contando um pouco sobre aquele chefe que iremos enfrentar. Mas isso não é o bastante, cada chefe exige certas condições para ser enfrentado, como por exemplo, diminuir 75% do HP de Adam, ou reduzir pela metade o estoque de itens do personagem. Agora isso não seria problema se essas condições voltassem ao normal assim que você os derrotasse, mas não é o caso aqui. Depois que é feito o sacrifício, não tem como voltar atrás e você terá de lidar com isso até o final do game.

Essa ideia de ir até o final do game com metade dos itens ou com menos HP faz com que o jogador pense em uma estratégia para conseguir passar cada um dos sete chefes tendo essas restrições. Ainda seguindo a fórmula de Dark Souls, SINNER também possui uma dificuldade bem elevada e nem um pouco convidativa para iniciantes. Na verdade, até veteranos irão suar frio para passar dos chefes. Vale lembrar que o game conta somente com os chefes, remetendo um pouco nesse ponto com Shadow of the Colossus, onde também enfrentávamos apenas os chefes.

GRÁFICOS

Os gráficos de SINNER são bem caprichados e me surpreenderam nessa parte, pois não esperava um trabalho tão bom vindo de um game indie. Os chefes são bens inspirados e as arenas são realmente bonitas e bem feitas. No Switch ocorre um pouco de serrilhado, mas nada que atrapalhe a diversão.

O ponto mais alto de SINNER, em minha opinião, é a jogabilidade.

JOGABILIDADE

Os controles podem ser um pouco estranhos de início, mas é possível personalizá-los para que fiquem parecidos com os de Dark Souls. A movimentação de Adam é bem suave e as esquivas funcionam perfeitamente, algo que me deixou muito feliz, pois em nenhum momento eu fui prejudicado por um ataque inimigo por causa da resposta dos controles ou porque a esquiva era ruim. Se errei, foi por minha culpa e não pela jogabilidade.

Adam em sua jornada fará uso de duas espadas, uma de médio porte e outra de grande porte na qual ele precisa usar as duas mãos para carregá-la, tem um escudo que ajuda a amortecer alguns impactos, mas não todos e fará uso de itens de cura e algumas lanças que ele pode jogar nos inimigos. Não existe customização de personagem, muito menos a possibilidade de equipar novas armaduras ou armas. Adam já começa com esse set de armadura e armas e é com eles que terá de livrar o mundo dos sete pecados até o fim.

Já a câmera se movimenta sozinha e não temos a possibilidade de controlá-la ao nosso gosto. Isso não quer dizer que ela irá atrapalhar os combates, pois ela sempre se posta de forma que possamos ver tudo o que está acontecendo pelo cenário, mas bem que poderia ser de livre movimentação.

ÁUDIO

As músicas não são memoráveis, sendo que por vezes eu nem percebia que estava tocando alguma, mas o mesmo não posso dizer dos efeitos sonoros que passam uma boa sensação do clima pesado na qual estamos. Sons de espadas, sons de fogo, de corpos se rastejando e muitos outros ajudam a manter o clima do game.

Concluindo…

SINNER: Sacrifice for Redemption é um game curto, que leva em torno de seis a sete horas de jogatina (se você for um bom jogador, conseguirá finalizar em duas ou três horas! Agora se for ruim como eu, pode levar até mais do que sete horas). Enredo interessante, chefes maneiros e jogabilidade excelente fazem desse game indie uma boa pedida para os fãs de Dark Souls passarem o tempo. Só faltou vir com legendas em Português BR para que fosse melhor.

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