Shin Megami Tensei (ou SMT pra facilitar) é uma série de JRPGs produzido pela Atlus e que ganhou mais atenção do público geral pelo seu spin-off “Persona“. O terceiro jogo da série principal, lançado inicialmente para PlayStation 2, já recebeu um remaster para PlayStaion 4 e Nintendo Switch no Japão (notificado aqui sobre o lançamento) e com a data da versão ocidental chegando, vale a pena relembrar do original enquanto esperamos a versão melhorada.

Ficha Técnica
Desenvolvido por: Atlus
Publicado por: Atlus
Gênero:: JRPG
Série: Shin Megami Tensei
Lançamento: 12/08/2004 (versão americana)
Classificação indicativa: 13 anos
Modos: 1 jogador
Disponível para: PlayStation 2

 

História

E já começamos com um spoiler, com menos de 30 minutos de jogo, o mundo que conhecemos é destruído. Sim, não se espante muito com isso, cenários pós-apocalípticos, principalmente centrados em Tokyo, é algo comum na série e esse não foge a regra.

Você sobrevive a destruição do mundo, mas vira algo entre um humano e demônio, conhecido como “Demi-Fiend” (o protagonista é o clássico personagem mudo). Agora você irá vagar no que sobrou de Tokyo, que literalmente virou uma casca para a criação de um novo mundo, que irá nascer a partir dos conceitos dos poucos humanos sobreviventes.

A história de SMT3 não é focada no seu personagem, mas sim nos sobreviventes dessa catástrofe, enquanto eles reconhecem as suas fraquezas e decidem como pretendem remodelar o mundo, influenciando o “Mundo Vórtex” e todos os demônios e criaturas mitológicas que sem encontram nele.

Gráficos

Os gráficos do jogo são todos em 3D, muito bem feitos, mesmo pra a época. Infelizmente nem tudo é perfeito, enquanto os modelos são muito bons, eles não tem expressões faciais durante as conversas. O que deixa um pouco a desejar durante alguns pontos mais sérios e tristes da trama, mas no geral agradam bastante.

Fora das cidades os gráficos são um pouco mais simples, pois você move apena um indicador de posição, mas o ambiente devastado chama bastante a atenção pelos detalhes, já que você passa por diversos pontos de Tokyo em ruínas.

Áudio

As músicas do jogo, como a maioria da série SMT, tem a participação de Shoji Meguro, então já sabe que as músicas são de ponta.

Com o tema pós-apocalíptico, muitas músicas são de rock pesado ou bem tristes, dando um ótimo clima para a campanha. O ponto curioso é que tem diversas músicas para as batalhas, dependendo da região em que você está, então não dá pra enjoar delas. Logo a seguir tem uma das músicas de batalha, só pra entender a pressão da trilha sonora.

Um pesar desse jogo é que não temos dublagem. Porém como na época do PS2 não era tão comum jogos com dublagem, é algo perdoável (lembre-se, é de 2004).

Jogabilidade

SMT usa um modo um pouco diferente dos RPGs normais, aqui você controla o protagonista que aprende novas técnicas ingerindo insetos demoníacos conhecidos como “Magatamas”, enquanto controla outros demônios que entram no seu grupo por meio de negociações.

Todos os seres que você pega pro seu grupo podem ser fundidos para criar novos demônios mais fortes, assim é possível montar o grupo conforme o seu gosto e estratégia. Os seres que ficam ao seu dispor são todos baseados em mitologias de diversas culturas, variando entre a Nórdica, Hindu, Asteca, entre várias outras. Todos com uma breve explicação das suas origens.

As batalhas são por turno, tendo um sistema de acerto de fraqueza e uso de buffs e debuffs bem pesados. Acertar a fraqueza de um inimigo faz com que você tenha mais ataques no seu turno, mas isso também vale para os seus adversários. Enquanto melhorar as suas bases a partir das técnicas de buff é algo primordial, já que os golpes são pesados e sem nenhuma dó do jogador.

Como comentando anteriormente, você adquire os seus companheiros no calor da batalha, alguns entram no seu time sem nem perguntar pra você. Já outros vão exigir muito pra no final fugir com o seu dinheiro.

Suas escolhas durante toda a campanha são extremamente importantes, pois são elas que determinaram o final que você chega, todas baseadas no seu conceito de uma sociedade ideal, dentro do que é apresentado dentro do jogo. Então certos códigos morais ai são totalmente descartados, afinal, estamos num mundo aonde o mais forte sobrevive e quem tiver o maior poder tem o direito de escolha aqui.

Extras

Não, você não está vendo errado, Dante da série “Devil May Cry” da as caras na versão Nocturne do jogo, que é a que veio para o ocidente. Isso devido um trabalho do artista Kazuma Kaneko, que faz as artes da maior parte da série SMT e foi o responsável pelo design do “Devil Trigger” de DMC3 do Dante e Virgil, proporcionando a oportunidade desse cross-over da Capcom e Atlus.

Na versão japonesa quem entra é Raidou Kuzunoha, protagonista da sub-série “Devil Summoner: Raidou Kuzunoha Vs.“.

Além da adição dos 2 personagens, a dungeon extra “Amala Network” foi introduzida, aonde temos as batalhas mais difíceis do jogo e que levam ao recrutamento de convidados, além de um final extra dessa versão.

Vale lembrar que o jogo base já tem vários finais, então pra ver tudo que o jogo tem pra oferecer, serão várias partidas.

Conclusão

SMT3 é uma excelente entrada para a franquia principal, mesmo pros que já estão acostumados com a série Persona, como pra aqueles que nunca interagiram com esses jogos. Tomando uma perspectiva um pouco diferente no modo que a história é contada, e forçando uma aprendizado e montagem de estratégia nas batalhas pra sobreviver nesse mundo aonde demônios e anjos tentam ganhar a supremacia.