A série “SaGa” já é bem antiga, usada pela Square-Enix mais para testes de mecânicas a serem implantadas nos seus jogos futuros, sendo “SaGa Frontier” o primeiro jogo da série a sair para o PlayStation 1.
Com o recente anuncio do remaster desse jogo (vídeo da noticia aqui), vale a pena relembrar sobre esse jogo e apresentar para aqueles que nunca chegaram a conhece-lo.

Ficha Técnica
Desenvolvido por: Square Soft
Publicado por: Square Soft
Gênero:: RPG
Série: SaGa
Lançamento: 11/07/1997
Classificação indicativa: 10 anos
Modos: 1 jogador
Disponível para: PlayStation 1

 

História

A série “SaGa” não é de RPGs convencionais e o titulo “Frontier” não seria diferente.
Em vez de jogar uma longa história com um grupo fixo, você irá jogar campanhas mais curtas com times variados e logo antes de começar o jogo você terá que escolher 1 entre os 7 protagonistas, cada um com a sua própria história e missão:

  • Blue: mago do Reino Mágico, sai em missão de aprender diversas artes mágicas diferentes e matar o seu irmão gêmeo, Rouge;
  • Red: Depois de quase ser morto num ataque da organização BlackX, ele renasce como o herói da justiça “Alkaiser“;
  • Asellus: Uma humana que após ser atropelada pela carruagem do senhor dos Mystic Orlouge, recebe transfusão de sangue dele, virando a primeira meio-mistica;
  • Emelia: Super modelo que após o assassinato do seu noive Rem é acusada do crime e jogada na “Prisão do Desespero”;
  • Riki: Um monstro da raça Lummox que viaja diversas regiões a procura dos anéis mágicos pra salvar o seu povo;
  • T260-G: Um robo montando a partir de sucata e dum centro-computacional desconhecido, perdeu os dados da sua missão principal e precisa descobrir qual é ela;
  • Lute: Um “boa vida” que decide viajar as diversas regiões para espalhar sua musica e em busca de aventura;

O mundo que se passa essas histórias é um conglomerado de mundos conhecido apenas como “Regiões”, sendo necessário o uso de naves para viajar entre elas, sendo que cada região tem sua própria cultura e governo.

No meio disso tudo, alguns dos personagens iram se encontrar e até entrar no seu grupo atual, mas o que ocorre aqui não afeta a história dele enquanto está usado ele como protagonista, mas adiciona alguns detalhes que não aparecem nas suas campanhas.
Ao contrário de outros jogos da série, SaGa Frontier realmente da uma cara diferente pra cada história, mesmo que boa parte das missões sejam as genéricas que todos podem fazer.

Gráficos

Os gráficos desse jogo dividem opiniões.
Ele utiliza um esquema de 3D pré-renderizado que aparenta que alguns personagens e inimigos tenham uma aparência de “massinha”, que da um estilo diferente de arte, mesmo para a época do PS1. Muitos jogadores não gostaram deles na época, já outros gostam pelas suas características próprias, isso vai muito da opinião de quem joga.

Os cenários e efeitos especiais dos ataques são mais agradáveis que os sprites dos personagens e inimigos, todos cheios de cores e luzes, que chamam a atenção mesmo daqueles que “torcem o nariz” pros gráficos gerais dele.
Lembre-se, o jogo é do PlayStaion 1, época que os jogos em 3D ainda estavam engatinhando e como falei no começo, essa série é usada para teste de mecânicas, então vira e mexe aparece algo estranho, diferente e interessante, dependendo do gosto do jogador.

Áudio

Enquanto a parte gráfica estranha boa parte dos jogadores, a sonoplastia do jogo vai agradar mesmo aqueles que não conhecem a série.

As musicas do jogo são feitas por Kenji Ito, responsável pela OST de boa parte da série, além de musicas da série “Mana” e dos spin-offs de um dos mascotes da Square-Enix, o querido Chocobo.
Muitas músicas ficam marcadas em quem jogou algum jogo da série, existe musicas melhores (e mais especiais) que essa “Battle #3” que estou deixando no post, mas é só pra deixar o gostinho do que tem no jogo.

Jogabilidade

Sei que estou me repetindo, mas sim, SaGa NÃO É UM RPG CONVENCIONAL, o sistema de batalha dela é algo que pega de surpresa quem nunca ouviu falar nele.
Primeiro por que o sistema de raças muda completamente como funciona cada personagem, entre as raças, temos:

  • Humanos: a raça com o sistema mais geral, podendo usar diversas armas e aprender técnicas delas e magias;
  • Monstros: evoluem e aprendem técnicas absorvendo poderes de outros monstros e mudando as sua fisionomia;
  • Robos: São melhorados ao equipar equipamentos melhores e aprendem técnicas ao absorver técnicas de outros robos;
  • Misticos: Os “vampiros” desse mundo, são especializados em magias, não aprendem técnicas de armas e conseguem absorver inimigos para adicionar as suas características a eles.

Além dessa divisão de raças, uma palavra que pode representar bem o sistema de evolução do jogo é “aleatoriedade“. Isso por que como os status são melhorados nos personagens é totalmente aleatório, mesmo que baseado nas ações deles nas batalhas, não existe um sistema de experiência, então pode acontecer de fazer mais de 10 batalhas e não evoluir nada.

Outro detalhe é como eles aprendem as técnicas, que também é aleatório.
Os personagens podem equipar alguns tipos de armas, entre espadas, armas de fogo ou usar os seus punhos, além de usar as magias.
Durante a batalha, ao realizar um ataque, pode acontecer do personagem ter uma “epifania“, aprendendo uma nova técnica no meio da batalha, mas é claro, isso é completamente aleatório, dentro dos padrões de aprendizado.

Alem disso, como o jogo avança também é diferente.
Pra aqueles que já jogaram o Final Fantasy VIII, sabem que os inimigos evoluem conforme os seus personagens sobem de nível, acontece algo parecido aqui, quanto mais batalhas você faz, inimigos mais fortes vão aparecendo.
E acredite, as batalhas dessa série são bem hardcores, exigindo um bom nível de estratégia para cada batalha normal, então nem preciso dizer sobre as batalhas de chefes e sub-chefes.

 

Um ponto final é como a campanha dos personagens se desenvolve.
Cada um tem a sua missão, mas no geral você é livre para andar por quase todas as regiões disponíveis, conforme a história do personagem permite, claro, podendo fazer diversas quests gerais e recrutar vários personagens, podendo ter até 15 personagens nele, entre os diversos espalhados no jogo, conseguindo montar times únicos dependendo do estilo de cada jogador.

Extras

Logo quando você começa o jogo, é possível criar um save de sistema e cada vez que você fecha uma campanha, você pode salvar os dados nele e ter um save de cada campanha mais esse save da EXATAMENTE os 15 blocos do memory card do PS1.
Ao fechar as 7 campanhas, é habilitado uma sequencia extras com o ultimo time que você fechou. Não é um complemento da história, mas algo puxado para um easter egg, contendo curiosidades do jogo e batalhas bem difíceis.

Dependendo do grau de familiaridade com o jogo e do personagem que você escolhe como protagonista, cada jogatina pode durar uma média de 10~18h, variando de quanto você faz grid pra melhorar os seus personagens (algo extremamente necessário para as sequencias finais de cada um deles).

Conclusão

Em geral, SaGa Frontier é um jogo pra aqueles que querem algo novo sem medo de um desafio que beira ao extremo, dependendo do como você se adapta ao sistema de jogo dele.
O modo como são contadas as histórias é um pouco diferente do convencional também, mas tem bastante personagens carismáticos e histórias trágicas.
Caso for tentar o jogo (ou o remaster que está pra sair), recomendo iniciar com o Lute, que é o que tem a história mais aberta e direta, facilitando o aprendizado do jogo pra depois tentar as campanhas mais complicadas, como a do Blue e da Asellus.