REVIEW | Jogo: Ruiner

Nesta semana, o estúdio de games Devolver Digital lançou oficialmente um port para Nintendo Switch de Ruiner, um jogo estilo shoot ’em up, para quem gosta de jogos com dificuldade elevada. Curioso para saber se o jogo vale a pena? Então leia a nossa analise, e tire as suas conclusões.

Ficha Técnica:

  • Desenvolvido por: Reikon Games
  • Publicado por: Devolver Digital
  • Série: Ruiner
  • Lançamento Inicial: 26 de Setembro de 2017
  • Gênero: Shoot ’em up
  • Classificação Indicativa: Livre
  • Modos: 1 Jogador
  • Disponível para: Xbox One, Playstation 4, Windows, Linux, Nintendo Switch

Em busca do irmão

O jogador controla um protagonista mudo, onde não sabemos muita coisa sobre, nem mesmo seu nome. Tudo o que sabemos é que seu cérebro está sendo hackeado por alguém chamado de “Mago“, e que ele tem apenas uma missão: matar o “chefão”. O jogo não nos dá muito contexto do que está acontecendo, e isso ajuda a criar um ar de mistério. O jogador segue pela fase aprendendo os comandos básicos do game, até chegar perto do escritório onde supostamente o chefão está. Porém, antes de conseguir entrar, o protagonista é hackeado por outra pessoa, uma menina apenas conhecida como “Ela“. Ela então explica que o mago foi contratado por um grupo de pessoas que mantém o seu irmão em cativeiro, e que ela iria ajudar a salva-lo.

Gameplay

O jogo consiste em ir avançando pela fase, derrotando as hordas de inimigos que forem aparecendo e chegar no final da fase onde um chefão te espera. O combate é todo visto por uma câmera de cima, e o jogador tem 2 métodos de matar seus inimigos: usando ataques corpo a corpo, ou usando armas. Conforme o jogo vai progredindo, o jogador também ganha acesso a diversas habilidades especiais, como manipulação de tempo e barreiras de proteção.

O jogo é bem difícil, e ele espera que você morra muitas vezes até pegar o jeito. Além disso, o jogo vai introduzindo inimigos novos que exigem uma abordagem diferente para serem derrotados. Quando o inimigo sofre dano suficiente, ele fica atordoado, permitindo com que o jogador faça um ataque executor. Esse ataque, alem de ser bem satisfatório de se ver, ainda recupera um pouco de vida, e permite que você dure mais tempo durante um combate. Entre as fases o jogador visita a cidade de Rengkok, onde é possível conversar com os moradores e aceitar Sidequests

Gameplay

Pontos positivos

Para quem gosta de um desafio, Ruiner é um jogo que consegue proporcionar isso muito bem. Para jogadores mais casuais, existe a opção de mudar a dificuldade do game a qualquer momento, porém, é visível que o jogo é melhor aproveitado jogando no modo difícil. Existe uma grande variedade de armas espalhadas pelas fases e que os inimigos deixam cair, que permitem estratégias diferentes de combate.

Conforme você mata inimigos, eles deixam cair pontos de carma, que seria referente a pontos de experiência. Quanto mais carma, mais habilidades o jogador consegue desbloquear, e ele pode distribuir esses pontos no momento que ele quiser. A musica do jogo é muito boa, e ajuda a trazer a temática Cyberpunk ao game. Além disso, o jogo conta com legendas todas em português

Guardas

Pontos negativos

Existem alguns pontos que merecem ser criticados, porém não atrapalham tanto na experiência. O jogo não possui muita variedade de cenários, e usa demais as cores vermelho e azul, fazendo com que várias fases não se pareçam únicas. Isso, misturado ao caos de uma batalha, fica difícil dizer exatamente o que te matou.

Jogando acabei encontrando alguns bugs. Um deles fez com que o personagem ficasse preso dentro da parede, não restando nada mais a fazer, a não ser resetar a fase e tentar novamente. Encontrei também alguns diálogos que estavam em inglês, como se os produtores tivessem esquecido de traduzir.

tente denovo

Vale a pena jogar?

Como disse anteriormente, é um bom jogo para quem gosta de um desafio, porém, eu recomendo a versão para Windows. Sinto que a mecânica do jogo é melhor aproveitada com um mouse e teclado, mas é totalmente jogável usando um controle também.

Peterson Felipe
Amante de jogos e futuro desenvolvedor de games.