Lançado em 2018 para PlayStation 4 e PC, porte de Override chega ao Nintendo Switch brilhando em sua variedade, porém com algumas falhas técnicas que atrapalham a experiência.

Ficha Técnica:

  • Desenvolvido por: Modus Games.
  • Publicado por: The Balance inc.
  • Lançamento: 15 de outubro de 2019.
  • GêneroAção e Luta
  • ModosSolo e Multijogador.
  • Disponível para: Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC

Inspirações agradam

Após iniciar Override: Mech City Brawl, me senti gratificado. Primeiramente por me trazer toda a nostalgia dos Tokusatsu que reinavam a TV brasileira no início da década de 90 e em seguida por me lembrar Pacific Rim, filme do diretor Guillermo del Toro obrigatório para qualquer fã do gênero.

Para quem não está familiarizado com o termo Tokusatsu, são produções audiovisuais japonesas de ação que focam em heróis e monstros e utilizam muitos efeitos especiais com atores reais. Os exemplos mais comuns são Power Rangers e Jaspion.

Detalhes incríveis para os fãs de Mechas e Kaijus

A premissa de Override é simples: colocar Mechas (robôs gigantes) e Kaijus (monstros gigantes) para brigar. No modo campanha, o jogo não possui um enredo complexo cheio de tramas e reviravoltas, sua história é singela e está lá apenas como justificativa para os acontecimentos. Logo ao iniciar a campanha, você deve escolher um entre os 16 mechas disponíveis. Cada mecha possui habilidades diferentes e virá com um piloto, que mudará levemente algumas linhas de diálogo no decorrer da história. Após isso você será enviado para uma das 10 arenas disponíveis, aonde se defenderá de hordas de inimigos.

A variedade de Override impressiona. Apesar de não serem extensas, todas as 10 arenas representam um país e possuem diversos pontos turísticos famosos respectivos. O jogo possui diversas criaturas inimigas visualmente bem trabalhadas e distintas entre si, não passando a sensação de ver apenas o mesmo inimigo com cores diferentes. A parte mais divertida do jogo se encontra em experimentar os mechas e conhecer o que cada um têm a oferecer: Os 16 mechas disponíveis são pensados em cada detalhe e em momento algum você sentirá repetição entre suas escolhas. Todos eles possuem modos de batalha, finalizações e movimentações diferentes, também podendo ser equipados com dezenas de itens cosméticos.

Gameplay

O modo campanha do jogo é curto, podendo variar entre 1 a 2 horas. Após alguns momentos de jogo você já domina totalmente o seu mecha e conhece todos os mapas, então eventualmente começa a ter uma sensação de facilidade e repetição. Para quebrar a dinâmica, eventos no jogo fazem com que a sua vida vá diminuindo no decorrer da batalha, podendo gerar frustração já que você morrerá apenas porque a sua barra chegou a zero, não por ataques inimigos.

Os modos de luta local contra outros jogadores são divertidos. Estão presentes o modo Free for All, aonde quatro jogadores entram em campo e apenas um sobrevive e o modo Team, aonde você pode fazer duplas ou trios de mechas e a equipe que restar, é a vencedora. No modo Team caso você acerte alguém de sua equipe, o dano não é computado. Infelizmente não consegui testar o modo online. Não consegui me conectar em nenhuma partida – acredito que devido a uma baixa quantidade de usuários disponíveis nesse primeiro momento para a plataforma.

O jogo possui visão em terceira pessoa e é válido destacar a sua opção de mira fixa nos inimigos. Foi uma decisão muito acertada de desenvolvimento a ativação e desativação rápida a qualquer momento com o pressionar do botão analógico direito e a troca de oponente apenas movendo o analógico para o lado do inimigo que você quer escolher enquanto a opção está ativada.

 

Problemas técnicos no porte para o Nintendo Switch prejudicam a experiência.

Encontrei diversos bugs notáveis no decorrer da gameplay. Em todas as arenas percebi várias quedas de frame e engasgos, principalmente quando haviam muitos elementos e explosões em tela. Constantemente onde o cenário possuía prédios, minha câmera ficava coberta por eles atrapalhando a minha visão. Isso também ocorria quando eu encostava em uma parede invisível do jogo, fazendo com que a câmera só mostrasse as costas do meu mecha. Praticamente todo o cenário pode ser destruído no jogo, entretanto não foi incomum meu mecha e outras criaturas atravessarem algum prédio e não derrubar ele. Muitos prédios derrubados permaneciam com algo seu flutuando após a destruição, o que pode causar certa distração pois leva um tempo até entender o que é aquele elemento disperso no cenário. Pude notar também problemas de hitbox onde meus golpes atravessavam o inimigo e não o faziam dano. A Inteligência artificial dos oponentes em alguns momentos os faziam ficar parados na tela, fazendo com que eu tivesse que ir atrás dele para derrotá-lo e assim liberar a próxima horda.

Há espaços para melhorias

Em sua versão de lançamento, notei que o jogo não possui vibrações nos controles. Graças ao HD rumble do Nintendo Switchque dá uma maior precisão na vibração – isso pode ser incrementado para gerar mais imersão ao jogador. Pelo fato do Nintendo Switch não possuir nativamente a linguagem Português do Brasil, um menu de escolha de idioma dentro das configurações do jogo é bem-vindo. O jogo possui a linguagem Português do Brasil, porém não há menções e caso o seu console esteja em inglês, esse detalhe pode passar despercebido.

Conclusão

Override: Mech City Brawl para Nintendo Switch possui uma experiência de gameplay satisfatória, porém os bugs mencionados atrapalham. O jogo está disponível por  $39,99 dólares, aproximadamente 160,00 reais – o que não se torna um valor atrativo. Após algumas melhorias e ajustes no seu desenvolvimento e alguma redução de preço, ele pode se tornar uma boa opção de jogo para se ter em seu Nintendo Switch.

~Luiz Eduardo


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