Vivemos um época boa para jogos indies, em especial para jogos no formato de “pixel art”. Empresas de pequeno porte descobriram que, fazer jogos nos moldes dos games de ação ou RPG nos dias gloriosos do NES e Master System é a chave para o sucesso.

Oniken
Ficha Técnica
Desenvolvido por: JoyMasher
Publicado por: Multimedia Fusion
Gênero: Ação / Plataforma
Série: Oniken
Lançamento: 24 de julho 2019
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: 1 jogador
Disponível para: Xbox One, Playstation 4, Switch e PC

 

Exercito de um só homem

O ano é 20XX e o mundo está em completo caos, uma guerra recente acabou destruindo boa parte do planeta e uma mega corporação chamada de ONIKEN domina todos os escassos recursos naturais e comanda o mundo com punho de ferro. O mercenário conhecido apenas por ZAKU é chamado pelo general ZHUKOV para uma missão “simples”, resgatar alguns reféns de uma base secreta e destruir o MAINFRAME da base. ZAKU consegue resgatar os reféns, destruir o MAINFRAME, mas agora ele está na mira da ONIKEN e eles irão caçá-lo até o verem morto! O que a ONIKEN não esperava é que ZAKU não ficaria parado e ele mesmo decidiu ir atrás de cada membro da corporação e destruí-los.

Oniken

Voltando para os anos 1980

Claramente Oniken possui fortes inspirações no filme MADMAX e no mangá HOKUTO NO KEN mostrando um mundo em completo caos. Como no filme MadMax é um protagonista solitário que vive andando pelo mundo com um objetivo em mente, assim como acontece com KENSHIRO de Hokuto no Ken. Alias, Zaku é muito inspirado em Kenshiro, até mesmo seu porte físico, cor e corte de cabelo.

Já o game em si é muito inspirado em games como Ninja Gaiden, Street Fighter 2010: The Final Fight (sim, o NES teve um “Street Fighter”, mas completamente diferente do que estamos acostumados de ver), e também The Shadow Ninjas. O estilo gráfico é muito parecido com The Shadow Ninjas, mostrando localidades como bases militares, navios, montanhas etc. A jogabilidade remete uma mescla de Ninja Gaiden e Street Fighter 2010. Zaku pode pular, atacar com sua espada e agachar. Existem itens e Power-ups para ajudar em nossa jornada. É possível pegar granadas pelo cenário e jogar nos inimigos, causando um dano absurdo neles. Podemos pegar caixas de primeiros socorros que recuperam um pouco do HP de Zaku, podemos destruir certas caixas que dão um Power-up em nossa espada e também podemos pegar vida que ficam escondidas pelo cenário.

Oniken

Cada missão é composta por três cenários, na qual a última delas devemos enfrentar um boss. Como Oniken é inspirado nos games citados logo acima, é claro que a dificuldade não seria fácil. O game é um tanto desafiador, ainda mais para quem não está acostumado com esse estilo de jogo ou mesmo não viveu os gloriosos games da década de 1980. Mas calma lá, o game não é injusto em momento algum, ele sempre presa pela habilidade do jogador e quase sempre uma morte é por culpa do jogador e não do game.

Mesmo tendo uma dificuldade elevada, Oniken possui fases um tanto quanto curtas, para não deixar o jogador cansado de ter de voltar desde o início da fase caso ele morra em alguma parte. O legal é que o game possui continues infinitos e é possível escolher cada uma das missões que você já tenha concluído.

Músicas “CHIPTUNES” de qualidade

As músicas em Oniken não poderiam ter uma qualidade inferior em relação ao restante do game não é mesmo? E com toda a certeza elas foram criadas com muito cuidado e carinho para fazer velhos como eu se sentirem em pleno anos 1980 e para os mais novos, conhecerem um pouco de como era as músicas dos games de 8-bit.

Todas as músicas combinam com cada cenário e ambiente do game, além de ter música tema para cada um dos chefes que enfrentamos.

Agora uma coisa que eu preciso falar é sobre as “CUTSCENES” que são apresentadas sempre que finalizamos uma missão. Essas cenas são maravilhosas no melhor estilo Ninja Gaiden e são completamente exageradas, típicas do gênero da época, e contam mais sobre o enredo do game e a busca de Zaku para destruir Oniken.

ONIKEN: Vale a pena?

Oniken é uma grata surpresa em meio a tantos jogos que tentam emular a nostalgia dos jogos das décadas de 1980 e 1990. Uma jogabilidade bem simples, porém efetiva, cenários bem variados e bem construídos, músicas no estilo Chiptunes e uma história clichê, eu sei, mas muito legal de se ver e que envolve o jogador em destruir a corporação Oniken.

Vale lembrar que o game está constantemente em promoção e pode ser adquirido por valores que variam de R$20,00 até R$ 13,00, que foi o valor que paguei em uma promoção para o Xbox One e não me arrependi nem um pouco.