Life is Strange: True Colors, a tão esperada sequência da franquia finalmente chegou. Mais amadurecido, o game retrata a perda de maneira muito mais adulta e traz uma nova abordagem através dos poderes da nova protagonista Alex Chen. Através dos sentimentos você terá que fazer muitas escolhas difíceis, além de encarar diversos acontecimentos complexos dentro da vida da própria Alex, mas também dos personagens ao seu redor. É fã da franquia? Continua aqui e tire suas conclusões, essa review não contém Spoilers!

Ficha Life is Strange: True Colors
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Deck Nine Games
Publicado por: Square Enix
Gênero: Aventura Interativa
Série: Life is Strange
Lançamento: 10 de setembro de 2021
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: Um Jogador
Disponível para: Playstation 4 e 5, Xbox One e Series X, Nintendo Switch, Microsoft Windows e Google Stadia

Um Novo Começo

Em Life is Strange: True Colors você viverá a história de Alex Chen, uma jovem de 21 anos que acabou de chegar a Haven Springs para reencontrar seu irmão mais velho, Gabe Chen, que não vê há 08 anos. Ambos foram separados ainda na infância, Gabe já está reconstruindo sua vida na cidade, e agora Alex voltará a fazer parte de sua vida e família. Haven Springs é a típica cidade pequena do interior, pacata e onde todos se conhecem, de fato uma sociedade colaborativa. Tudo realmente começa quando um acidente acontece nas montanhas através de explosões coordenadas pela mineradora Typhon, empresa que está atuando na cidade há anos. Com isso Alex, e todos os moradores de Haven Springs, sofrem com a perda de um morador muito importante e querido para a cidade.

Alex reencontra seu irmão Gabe

O Poder dos Sentimentos

Logo no início de Life is Strange: True Colors temos uma prévia dos poderes de Alex, e com o desenrolar do enredo, e principalmente após o acidente nas montanhas, em que Alex se vê responsável em encontrar uma explicação, seus poderes são explorados e explicados ainda mais. Além de a própria protagonista começar a entendê-los e a controlá-los com mais êxito, descobrindo até mesmo emoções que a mesma não absorvia antes. Os poderes de Alex possibilitam que ela não só absorva os sentimentos das outras pessoas, mas que ela veja a realidade dessas pessoas através dos seus próprios olhos, e com isso ela consegue curá-las ou ajudá-las a superar traumas, ou não, a escolha será sua, e cada escolha terá uma consequência. Cada sentimento é representado por uma cor, como vermelho para raiva ou azul para tristeza, por exemplo.

Vermelho representando a raiva

A Realidade Nua e Crua

Life is Strange: True Colors retrata como é necessário ter cuidado ao lidar com os sentimentos alheios e que todos têm um peso a suportar, seja ele leve ou pesado, e que as nossas próprias escolhas, e as escolhas de outros ao nosso redor, refletem diretamente e podem dar rumos diferentes a uma mesma realidade. Alex pode ser simplesmente uma esponja absorvendo os sentimentos dos outros para tirar-lhes esse peso, mas até mesmo isso, traz consequências positivas e negativas a ela e a essas pessoas, além de que a protagonista já ter seu próprio peso a suportar. Além disso, a pequena cidade de Haven Springs traz uma história secreta que está escondida por anos. Você poderá ajudar Alex a decifrá-la, e a verdade pode ser algo totalmente inesperado.

Ajudar a curar traumas ou nãoJogabilidade e Qualidade

Life is Strange: True Colors não se distancia tanto dos jogos anteriores da franquia em questão de jogabilidade, mantendo seu foco em exploração. Em certos momentos em que era necessário selecionar objetos ou pessoas para interagir, se criava certa dificuldade nos direcionais durante a seleção, mas nada que de fato dificultasse o jogo. Sua qualidade gráfica segue a mesma premissa de um 3D próximo da realidade, mas sem perder os traços de desenho. As expressões faciais e movimentações dos personagens cumprem bem seu papel, o que é o mínimo esperado de um game focado em emoções e sentimentos.

Alex Chen na loja de discosEm vários momentos o jogo demonstrou demora para carregar entre uma tela e outra, além de ter problemas em algumas cutscene, como a imagem desaparecer ou ficar pela metade, o que não necessariamente atrapalha o jogo, mas acaba com a imersão que o jogador deveria sentir, principalmente em momentos muito determinantes para a história. Além disso houve um momento jogando pelo Playstation 4 em que o aplicativo apresentou erro e simplesmente fechou sozinho, porém o save não foi corrompido sendo possível retornar do último ponto de salvamento, o que também foi um ponto inesperado totalmente negativo.

Ryan, Alex e GabeTirando esses detalhes que atrapalham a experiência do jogador, o game está inteiramente muito bem ambientado e belo, o que traz muita relevância em existirem pedaços do jogo para pura contemplação, como ao sentar no deck ou no terraço simplesmente para admirar a paisagem e ouvir a incrível trilha sonora que foi separada cuidadosamente e especialmente para representar grandes momentos representativos do jogo.

Haven Springs

Um ponto que é positivo e negativo ao mesmo tempo é a linguagem. Positivo porque o jogo está legendado em português, e negativo porque não tem uma dublagem no mesmo idioma. Com o avanço que o mundo dos games apresenta hoje é simplesmente frustrante ver jogos que ainda não apresentam uma dublagem que atenda todos os públicos. Poder entender a história através de uma legenda é ótimo, mas poder entendê-la e ao mesmo tempo poder apreciar sua beleza enquanto joga é melhor ainda, já que as legendas tiram parcialmente o nosso foco do que está acontecendo na tela.

Life is Strange True Colors: Vale a pena?

Life is Strange: True Colors mesmo trazendo alguns defeitos (que a essa altura do campeonato mais uma vez podem frustrar o jogador), não reduzem sua qualidade geral. A protagonista e todo o enredo do jogo criam uma experiência única e que certamente carrega vários ensinamentos e reflexões que podemos trazer para a vida. Além disso, o título carrega um peso emocional imenso, e com uma trilha sonora incrível te fará mergulhar e sentir a história, te emocionando e fazendo refletir.


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