Call of Duty Vanguard segue surpreendendo com uma excelente campanha e multijogador, mas deixa a desejar no modo zumbis.

Call of Duty Vanguard - Capa
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Sledgehammer Games
Publicado por: Activision
Gênero: Tiro
Série: Call of Duty
Lançamento: 5 de novembro de 2021
Classificação indicativa: 18 anos
Modos: 1 a 48 jogadores
Disponível para: Xbox Series X, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Microsoft Windows

 

Há um bom tempo Call of Duty se divide em três e nos proporciona uma ampla experiência para todos os gostos. Contudo, foi a partir do Call of Duty: Modern Warfare de 2019 que as histórias começaram a se tornar mais memoráveis, pois possuem algo de real e emocionante para nos contar. Se você gostou do Capitão Price e da Comandante Farah, com toda certeza vai curtir tanto quanto ou até mais, os personagens de Vanguard.

Na campanha de Call of Duty: Vanguard possuímos quatro personagens jogáveis, entre eles o que mais se destaca é Arthur Kingsley, o personagem principal e narrador da história. No entanto você irá gostar de todos, ainda mais quando descobrir que eles foram baseados em pessoas reais, como Sidney Cornell (Arthur), Vernon “Mike” Micheel (Wade), Charles Upham (Lucas) e claro, minha favorita, Lyudmila Pavlichenko (Polina).

Call of Duty Vanguard

O Elenco

Durante a campanha – que acontece durante a 2º Guerra Mundial – possuímos uma missão principal acontecendo, enquanto flashbacks de apresentações dos personagens vão intercalando com a mesma. Nesses flashbacks conhecemos um pouco do talento ou história desse pessoal, bem como suas habilidades fora do comum.

  • Arthur como um bom líder é capaz de dar ordens decisivas como ninguém. No meio de um confronto, é possível ordenar que seu batalhão ataque determinado ponto, para dar chance de você se recuperar ou quem sabe avançar durante a cobertura de balas.
  • Wade é um piloto ou talvez o melhor piloto, com ele vamos não só aprender a pilotar em confrontos aéreos, como também descobrir a posição inimiga em terra e desacelerar um pouco o tempo, com seus ouvidos apurados.
  • Lucas é tiro, porrada e principalmente bomba. A habilidade dele é extremamente útil, pois nos permite lançar explosivos com uma precisão fenomenal, e meus amigos, é divertido demais acertar uma granada dentro de um tanque e explodi-lo por dentro.
  • Polina, ah a Polina! De início uma enfermeira, é difícil de acreditar que viraria a Dama da Morte, com um fuzil de precisão, ninguém atira melhor que essa garota. Mas ela é muito mais do que apenas uma atiradora, porém vou deixar para vocês descobrirem isso jogando.

Gráficos

A qualidade gráfica no PlayStation 5 onde testamos o jogo estava um primor. O conjunto das texturas, iluminação e efeitos como fumaça e poeira tornam o ambiente bem real. Os cenários também estão bem variados, existe cidade, floresta, deserto, trens em movimento e muito mais para nos cativar o olhar.

As cenas de ação são lindas, o diretor de fotografia fez um excelente trabalho ao escolher os melhores ângulos. Quando uma cena começa, é notável a qualidade da animação, estando perto de nos confundirmos com a realidade.

Trilha Sonora

Já a trilha sonora não fica atrás, criando todo um clima especial para cada momento. Algo que não consigo esquecer, é uma figurante tocando violino num dos cenários iniciais com a Polina, tem algo de muito belo ali. Outro ponto positivo são os dubladores, a localização para PT-BR está muito bem feita.

Nos mínimos detalhes?

Porém encontrei alguns pequenos detalhes que me incomodaram nos quesitos técnicos. O primeiro deles foi quando percebi que não existia um som para meus passos, me sentia uma pluma flutuando no cenário. Um exemplo, me deparei com uma poça de lama, e ao olhar para ela, era claro, uma bela poça. Porém ela não tinha o menor reflexo, também não fazia barulho quando eu ia pra cima dela e nem mesmo algumas ondinhas para mostrar uma reação, era estática. Então o jogo é belo sim, mas perde um pouco de realidade se nos centrarmos nos pequenos detalhes – não que você vá prestar atenção nisso enquanto corre por aí ou aprecia a paisagem como um todo.

Faz o investimento compensar

O modo multijogador traz uma longevidade bem vinda para Call of Duty Vanguard, pois existem muitas recompensas ao passar de nível, usar determinadas armas, matar de determinada forma, completar desafios… Enfim, você sempre está progredindo, e para desbloquear tudo, prepare-se para mergulhar em centenas de partidas.

Quando você inicia o modo multijogador, perceberá que existem vários operadores para serem liberados. Esses operadores podem ser personagens do modo história ou novos, e para liberá-los será necessário completar objetivos, como matar 200 inimigos com uma escopeta ou realizar 10 baixas duplas.

Além disso as próprias armas também passam de nível, e quando isso acontece você recebe acessórios para personalizá-la. Essa personalização pode ser apenas visual ou também interferir com os atributos da arma. Dessa forma o bom é você escolher logo a arma da sua preferência para evoluí-la ao máximo. Novas armas da mesma categoria também são desbloqueadas nesse processo.

Variedade de partidas

As partidas são variadas e divertidas, divergindo de objetivo e também de quantidade de pessoas jogando – essa última pode ser escolhida pelo que o jogo chama de ritmo. Dessa forma existem mapas menores que proporcionam uma batalha mais frenética, e outras com mapas maiores onde você deve agir com calma e investir em alguma estratégia.

Os modos de jogo do multijogador já são nossos velhos conhecidos, temos Mata-Mata em Equipe ou Solo, Dominação e Baixa Confirmada, Localizar e Destruir, entre outros. Mas o destaque fica para os modos novos:

  • Batalha de Campeões – Esse pode ser jogado solo, em dupla ou trio e seu objetivo é ser o último a sobreviver. Verdadeiros duelos entre as equipes são formados e você tem um tempo (X) para executar o maior número de vidas do seu adversário. E as equipes vão mudando até sobrar apenas uma!
  • Patrulha – Essa é de longe a mais divertida, você deve assegurar uma determinada área circular que fica a maior parte do tempo se movendo. Ganha a equipe que conseguir ficar mais tempo dentro da área desse círculo, e obviamente, é como marcar um alvo nas suas costas.

De forma geral o multijogador está excelente e viciante, mesmo que em alguns aspectos pareça injusto. Jogadores novatos jogam junto com os veteranos, e dessa forma existe um certo desequilíbrio armamentício, mesmo que as equipes parecem ser definidas de forma equilibrada. Mas da pra se virar e trabalhando em equipe até o rei dos reis é derrubado.

Modo Zumbis

Não tenho muito o que falar do modo zumbis, ele é divertido certamente, mas parece ter perdido sua essência. Para ser sincera esse modo nunca me chamou a atenção, mas pelo menos eu entendia porque alguns amigos gostavam tanto. A maior qualidade do modo zumbis era a sua dificuldade, era ela que separava os meninos dos homens, e agora, até eu que sou uma jogadora mediana, consegui finalizar as 15 rodadas de primeira – to bem orgulhosa disso na verdade, apesar de ter toda uma equipe me dando suporte.

A sua facilidade está na ausência dos famosos easter eggs que levavam horas para ser concluídos e as vezes ainda dava tudo errado no final. É sério, era tão cruel que você só conseguia se tivesse pelo menos uma ou duas pessoas realmente feras no modo em sua equipe.

Existe agora alguns caldeirões posicionados no cenário que ao você tomar uma canecona deles, acaba adquirindo algumas melhorias, como aumento da velocidade de movimento, recarga e regeneração. Assim como pode aumentar o dano da arma e a sua saúde. Além disso é possível sacrificar corações para adquirir pactos que fornecem habilidades mais sobrenaturais, como atingir um inimigo e ele passar temporariamente pro seu lado ou você disparar contra um zumbi e ele congelar.

As rodadas acabam sendo repetitivas, pois você sempre precisa cumprir os mesmos objetivos. É praticamente seguir um orbe até o tempo acabar, defender uma área até o tempo acabar ou dropar runas dos inimigos para depositar num negócio estranho lá – gente, a história é uma viagem, um nazista fez pacto com um demônio e levantou os mortos. Mas enfim, nada que novos conteúdos não possam enriquecê-lo.

Call of Duty Vanguard: Vale a pena?

Vale muitíssimo. Ele tem tudo que poderíamos querer, uma boa história acompanhada de um ótimo conjunto de qualidades técnicas. Temos também um modo multijogador que elevará por demais a sua vida útil e ainda o modo zumbis que pode decepcionar alguns, mas não deixa de ser divertido inicialmente. Os gatilhos adaptáveis entram em cena e também aumentam a imersão e enriquecem a jogabilidade ao diferenciarmos a pressão de uma pistola para um fuzil.

As telas de carregamento são absurdamente rápidas, e mostram o quanto a performance do jogo está impecável, mesmo com a sala repleta de jogadores. Logo Vanguard passa a ser um jogo não só que vale a pena, mas extremamente recomendável.

 

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