Diablo 2 lançado no começo dos anos 2000, seguiu a fórmula de sucesso de seu predecessor e trouxe um enredo ainda mais profundo, e uma jogabilidade suave e viciante. Agora, depois de mais de 20 anos de seu lançamento original, Diablo II: Resurrected é lançado para tudo quanto é console e enfim, podemos saber se esse “remake” é bom ou não.

Diablo II Resurrected
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Vicarious Visions
Publicado por: Blizzard Entertainment
Gênero: RPG / Ação
Série: Diablo
Lançamento: 23 de setembro de 2021
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: 1-8 Jogadores
Disponível para: Resposta em itático e cinza claro

 

Essa análise foi produzida por duas pessoas, uma delas é o Ricardo Dias, jogador experiente com mais de 20 anos de conhecimento sobre a franquia Diablo. A outra sou eu, jogadora desde Diablo 3 que teve que pedir socorro pois ingenuamente achou que entendia de alguma coisa. A partir daqui caro leitor, o que estiver em itálico representará minhas falas e o tombo que levei. E o restante, o rapaz que sabe do que está falando.

Devo dizer que, quando um amigo meu me chamou para jogar Diablo no PS1 dele, eu tinha ficado apavorado! Eu não assistia filmes de terror e havia ficado bastante impressionado ao terminar Resident Evil original no meu Saturn. Um jogo com o nome de “Diablo”? Meu pai do céu! Mas foi só o game começar e eu ver que ele não tinha nada a ver com games de terror. Tinha sim sua história pesada e tal, mas percebi que era um excelente game de RPG e ação.

Já eu sou aquela fã que iniciou com Diablo 3, então posso afirmar que o jogo está um espetáculo, pois é muito mais rico que seu predecessor. Porém essa riqueza acabou atrasando a produção da análise, pois demorei pra pegar o jeito da coisa. Entenda, é possível você jogar sem saber nada, mas é muito mais divertido você ir estudando como deixar seu personagem o mais “daora” possível – e isso meus caros leitores, demanda tempo.

Remastered Wallpapers for Diablo II: Resurrected - Wowhead News

O MAL SEMPRE VOLTA!

Após os acontecimentos do primeiro game, o todo podereso Diablo, ao perder sua batalha contra o herói do primeiro game, consegue de alguma forma, entrar em seu corpo e assim, ficar escondido profundamente em sua alma e consciência. De vez em quando, Diablo acaba tomando posse da consciência do herói e isso causa devastações por onde ele passa.

Toda essa destruição acaba por fortalecer o lendário demônio para que ele possa ressurgir novamente em sua total glória sobre o mundo dos homens.

Em contra partida, nosso herói começa a sua jornada em um pequeno destacamento, nas ruínas de um antigo vilarejo e precisa aos poucos, eliminar os demônios decaídos e zumbis que espreitam pelas redondezas. Colher informações, juntar suprimentos e se fortalecer para continuar as suas buscas pelo Diablo e enfim eliminá-lo. Isso não será uma tarefa fácil, pois Baal, o demônio da destruição, e Mephisto, o demônio ódio irão fazer de tudo para impedir que o nosso herói consiga alcançar os seus objetivos.

Se você quiser se aprofundar mais por toda a história e saber mais detalhes sobre os senhores do inferno, pode conferir meu especial contando toda a história até aqui.

ISSO SIM É UM REMAKE

Diablo II: Resurrected pode servir de exemplo para mostrar como uma empresa deve fazer um Remake, ou Remaster de um game. O game não é um game hyper realista, com gráficos de ponta e coisas do tipo. Para tal, ele se utiliza de gráficos simples, mas que, trabalhados de forma correta e bem cuidada, dão um aspecto muito bonito. Sinceramente fiquei de queixo caído quando entrei pela primeira vez em uma caverna e pude ver o trabalho de luz/sombra no jogo. Conforme eu fui andando, a sombras de uma pedra foi se deslocando de forma realista e impressionante. O mesmo vale para o efeito reflexivo de poças d’águas que refletem o nosso herói ou os inimigos próximos dela.

O efeito de chuva também é muito bem feito e mostra o nosso herói com a roupa encharcada de água. também devo citar as belíssimas magias que existem em Diablo II: Resurrected. Usar uma magia de fogo por exemplo levará à um efeito bem bonito e convincente, ou mesmo as magias inimigas que são igualmente lindas. A assassina também faz um espetáculo, uma magia dela causa ondas de fogo para ter noção. Já o druida consegue ser meu favorito, não por efeitos deslumbrantes, mas por apresentar diversos animais muito bem produzidos que ajudam na hora da batalha.

O cuidado gráfico vai além quando percebemos que para cada novo tipo de elmo, armadura, espada, escudo e afins, nosso personagem fica paramentado com esses novos itens. Ou seja, se você pegou um escudo com algum desenho nele e uma espada de cabo verde e curta, o seu herói ficará na tela com esse layout.

É bom dizer também que é possível jogar a versão original do game que fora lançado lá em 2000 para PC. No PS5 e PS4, que foram as plataformas nas quais jogamos, pode-se segurar o botão L2 e pressionar o botão “TOUCH” e poderemos apreciar a versão original de Diablo 2 quase que de forma instantânea! Essa é uma prática que vem sendo bem popularizada e teve inicio lá com o lançamento de Halo Anniversary de Xbox 360.

COMPLEXO E VICIANTE

Em sua base, Diablo II: Resurrected é bem fácil de se jogar, podemos atribuir para cada botão do controle um ataque diferente. Em minhas jogatinas eu escolhi jogar com a Feiticeira e pude atribuir magias de fogo no botão Bolinha, ataques de gelo no botão Quadrado e assim por diante. Dessa forma, fica mais fácil usar esses golpes sem se perder nos comandos. Mas veja bem, é importante prestar muita atenção para a grande esfera azul do lado direito da tela, pois essa esfera é a sua “Mana”, algo equivalente ao MP em jogos JRPG. A mana se recupera sozinha, mas bem lentamente. Por isso é necessário sempre usá-la com sabedoria para não ficar sem opções de ataque. Do lado esquerdo da tela, temos uma esfera vermelha que mede a nossa quantidade de vida, ou HP para os mais acostumados. Já o HP não se recupera sozinho e para tal, é necessário usar itens de cura ou achar algumas fontes ou “Totens” espalhados pelo cenário que recuperam um pouco ou até completamente o seu HP.

Por falar nesses totens, existem alguns que podem dar MP “infinito” por um curto espaço de tempo, aumentar sua experiência ou até melhorar seu fôlego. Nessas horas, é possível descer o braço nos inimigos, mandar magia adoidado como Harry Potter ou correr como se não houvesse amanhã.

Diablo II

Ao se iniciar uma partida pela primeira vez em Diablo II: Resurrected, é possível criar um personagem online ou offline, e após isso, podemos escolher um herói. Aqui é importante mencionar que personagens criados offline ficam ilhados e você não poderá usá-los online. Então o melhor a se fazer é criar um personagem online, mesmo que você vá jogar sozinho em uma partida privada. É possível jogar com amigos, mas também jogar online com outras pessoas – os aleatórios – porém para isso, é necessário escolher qual tipo de missão você quer entrar e assim o jogo procura outros jogadores que estão procurando fazer a mesma missão para assim, juntar todo mundo em um único mundo e começar a partida. São sete os heróis disponíveis:

PALADINO: Guerreiro que tem como principais armas a espada e escudo.

AMAZONA: Essa linda guerreira pode usar lanças e arpões.

BARBÁRO: Tem como armas machados e espadas de duas mãos. É um guerreiro muito forte e se garante em sua força bruta.

FEITICEIRA: Para os íntimos: Maguinha. Ela usa cajados para invocar suas magias, mas também pode usar escudos pequenos e pequenas espadas, adagas e machadinhas para se defender e atacar.

NECROMANTE: Seu principal poder é trazer à vida os mortos e controlá-los ao seu “bel prazer”. Ele comanda os mortos para que esses, ataquem os seus adversários.

ASSASSINA: Esperta e rápida, a assassina pode dar chutes e socos para derrubar seus adversários, como também tem ao seu dispor armadilhas para causar um bom dano nos demônios.

DRUIDAS: Essa raça de nômades aprenderam a utilizar as forças da natureza para se defenderem e atacarem. É comum estarem rodeados de animais que atacam em conjunto seus inimigos.

A complexidade de Diablo II: Resurrected se dá na hora de montar as suas “build’s“. Isso porque ao se progredir no game, novas armas, armaduras, anéis e colares são adquiridos nos “loot’s” que os inimigos deixam cair, ou quando os encontramos em algum baú. Certos itens possuem engates que podemos preenche-los com “runas“. Essas runas por sua vez nos concede novas habilidades, poderes e até bônus de XP ou de ouro. Caso você coloque em seu equipamentos as runas que não se combinam, seus benefícios serão anulados.

AS MÚSICAS MAIS BELAS DA FRANQUIA

Aqui podemos dizer que a Blizzard se superou ao entregar um trabalho tão bem feito como este. Os caras tiveram a audácia de pegar todas as músicas da versão original e refazê-las com novos arranjos e instrumentos! Não preciso nem dizer que isso ficou maravilhoso, ainda mais para quem pôde jogar a versão original e comparar o quanto as “novas” músicas ficaram tão boas. Vou destacar também a excelente dublagem brasileira que temos em Diablo II: Resurrected. O elenco é impressionante e várias vozes que temos aqui, são de dubladores que já ouvimos em algum filme, desenho ou anime. As vozes combinam com os personagens e dão um clima muito mais gostoso para a jogatina.

A COMUNIDADE DE DIABLO

Um dos pontos mais fortes de Diablo 2 está na sua complexidade. Como existem equipamentos, builds e toda uma série de estratégias que precisam ser bem pensadas, é comum você conversar com seus amigos atrás de dicas e informações. É claro que devem existir exceções, mas o comum é você encontrar uma comunidade apaixonada que adora explicar e prestar ajuda.

Os jogadores do PlayStation 5 e PlayStation 4 conseguem jogar entre si, garantido uma boa dose de companheiros online. Contudo, quanto mais pessoas estiverem na sua equipe, mais difícil o jogo se torna para equilibrar as coisas. Como é possível trocar equipamentos e até dinheiro, é muito divertido você combinar com sua equipe, mesmo jogando individualmente, de guardar determinados equipamentos para a sua classe ou até pedir aquela tradicional ajuda para enfrentar algum chefe.

Pela internet a fora é possível ver várias pessoas ensinando a fazer built’s muito fortes, além de receitas para criar equipamentos que usam as runas de forma correta. Entretanto a maioria desse conteúdo está em inglês, o que acaba forçando a comunicação entre amigos mais experientes e de quebra fortalecendo os laços de amizade e companheirismo.

Diablo II: Resurrected: Vale a pena?

Para o jogador que conheceu a franquia pelo terceiro game, talvez se sinta deslocado em Diablo II: Resurrected, pois sua mecânica de jogo é bem diferente do terceiro game. Lá a gente saía dando porrada em todo mundo sem medo do amanhã, já aqui, temos que saber dosar muito bem o ataque e a defesa. Ficar de olho constantemente em nossa Mana e HP e sempre procurar os melhores itens para o nosso herói. Nem sempre a arma que apareceu diante de nós poderá ser equipada sem que nossos atributos estejam de acordo com a arma. Runas devem ser colocadas de forma correta para gerar o efeito esperado e saber administrar o inventário é extremamente importante pois o mesmo é bem limitado. Porém nada disso o impedirá de viciar no game, apenas desacelerá-la um pouco seu progresso, pois será necessário um pouco de aprendizado.

Agora se você já conhece a franquia, vai se esbaldar. Ainda mais ao ver esses belos gráficos que, como dito antes, são simples, mas feitos com tanto carinho e dedicação, se tornam impressionantes! É um game viciante tanto off quanto online.

Se puder, comprove você mesmo esse excelente exemplo de como se fazer um Remake de um clássico. E descubra porque Diablo 2 é conhecido por ser o “Senhor dos RPGs de Ação”.

Para mais notícias sobre games, largue o controle e clique aqui.