Teoria Geek

Retrospectiva 2025 | Os piores filmes desse ano segundo o público

Todo ano tem aquelas produções que chegam cheias de promessa, trailer bonito, elenco estrelado e orçamento respeitável.

E todo ano o público responde com a mesma frase amarga: “era melhor ter visto o filme do Pelé.”

Por isso, caro leitor, esta retrospectiva não é um veredito crítico oficial, nem um ataque gratuito. Ela nasce do barulho (ou melhor, do incômodo) causado por esses filmes ao longo de 2025.

Redes sociais, comentários, memes, threads infinitas e postagens especializadas deixaram claro que alguns títulos simplesmente não funcionaram para quem assistiu.

Pois é… Uns decepcionaram pelo roteiro, outros pelo excesso de plástico digital, outros por tentar ressuscitar franquias sem alma. O ponto em comum? A reação do público foi tudo, menos calorosa.

Por isso, se liga na retrospectiva. A seguir, os filmes que mais apanharam na conversa popular em 2025.

Smurfs (2025 – Paramount+)

Tudo em Smurfs soa calculado demais. As piadas parecem escritas para teste de audiência, os personagens repetem bordões e o ritmo é acelerado para esconder a falta de criatividade.

É barulhento, automático e sem espaço para humor ou afeto. Enfim, pareceu um filme que existe apenas para preencher catálogo.

Rua do Medo: Rainha do Baile (Netflix)

Depois de capítulos criativos, a franquia escolheu o caminho mais fácil. Estrutura previsível, mortes sem impacto e um suspense que nunca cresce de verdade.

Além disso, o clima retrô vira decoração, não narrativa. Quando termina, fica a sensação de que a despedida merecia mais coragem.

Until Dawn: Noite de Terror (HBO)

Transformar um jogo baseado em escolhas difíceis em um filme onde todo mundo toma decisões estúpidas foi um erro anunciado. Os sustos são telegrafados, a câmera avisa quando algo vai acontecer e os personagens ignoram perigos óbvios.

Pois é… Em vez de tensão psicológica, sobra terror mecânico.

The Electric State (Netflix)

Aqui dá para sentir exatamente onde o filme se perde: prioriza cenário em vez de história.
O mundo é bonito, detalhado, cheio de ideias visuais interessantes, mas os personagens não acompanham.

Ademais, as relações são superficiais e a jornada parece automática, como se fosse apenas uma sequência de cenas estilosas coladas umas nas outras.

Branca de Neve (Disney+)

Nada em Branca de Neve parece vivo. Os cenários digitais são excessivos, os números musicais não fluem e os diálogos soam engessados.

Além disso, a protagonista não passa carisma, a vilã não impõe medo e os conflitos se resolvem antes mesmo de se tornarem relevantes. Por isso, falta emoção, falta magia e sobra plástico.

A Guerra dos Mundos (Prime Video)

O maior erro aqui é simples: nada parece perigoso. As invasões se acumulam sem progressão dramática, cada ataque soa igual ao anterior.

Os personagens são rasos e o ritmo é estranho: rápido demais para gerar medo, lento demais para criar tensão. Enfim, faz barulho, mas nunca assusta.

Karate Kid: Legends (HBO)

O filme tenta expandir o universo, mas esquece de construir relações. Os treinos são apressados, os conflitos surgem do nada e a jornada de superação parece protocolar.

Comparado ao cuidado narrativo de Cobra Kai, soa como um resumo mal feito da própria franquia. Sim… Falta peso emocional, sobra pressa.

Capitão América: Admirável Mundo Novo (Disney+)

O problema aqui é de identidade. O filme não sabe que tipo de Capitão América quer mostrar.

Por isso, Sam Wilson passa boa parte do tempo reagindo, nunca conduzindo a narrativa.
Já as cenas de ação são genéricas e os conflitos políticos existem só para preencher diálogo, sem consequências reais.

Star Trek: Section 31 (Paramount+)

O tom sombrio não é o problema, o problema é abandonar completamente o espírito de Star Trek.

Os dilemas morais são rasos, a ação ocupa espaço demais e a trama aposta em espionagem genérica. Parece outro universo… só com o nome emprestado.

A Noite Sempre Chega (Netflix)

Aqui o desgaste fala mais alto. O filme aposta na repetição emocional: mesma angústia, mesmos conflitos, situações levemente rearranjadas.

O problema não é excesso, é falta de evolução. Aí quando o clímax chega, já é tarde demais para causar qualquer efeito.

Quando o público fala mais alto que o hype

Nem todo filme ruim nasce ruim. Muitos se perdem no caminho, outros são vítimas de decisões apressadas, franquias esgotadas ou da velha crença de que “nome famoso garante engajamento”.

Em 2025, o público deixou claro nos comentários, nas redes e na conversa coletiva que não aceita mais entretenimento no piloto automático.

E essa lista  é um retrato de um ano em que a expectativa foi alta, mas a entrega ficou devendo.

Agora, jovem gafanhoto, a pergunta fica no ar: quais desses você tentou defender… e quais você fingiu que nunca assistiu?

 

 

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