Teoria Geek

Retrospectiva 2025 | Os melhores filmes desse ano segundo a crítica

Nem todo ano é feito só de decepções, blockbusters inchados e promessas quebradas.

Em 2025, enquanto parte do público brigava com algoritmos e catálogos lotados, a crítica internacional encontrou verdadeiros pontos de luz no cinema: filmes que se destacaram por linguagem, proposta, impacto emocional ou ousadia narrativa.

Esta lista não nasce de gosto pessoal, nem de ranking definitivo. Ela reflete consenso crítico, presença constante em listas de melhores do ano e forte repercussão em festivais e veículos especializados.

Ou seja: não é “o melhor filme para você”, é o que mais deu o que falar entre quem vive de olhar cinema com lupa. Se liga:

Os filmes que definiram o melhor de 2025

One Battle After Another (Uma batalha após a outra)

Em uma América distópica de 2025, um ex-revolucionário paranoico (Leonardo DiCaprio) é forçado a sair do isolamento para enfrentar um antigo inimigo militar (Sean Penn) e resgatar sua filha desaparecida.

Dirigido por Paul Thomas Anderson, o filme apareceu com frequência no topo das listas do ano.

Não houve muita divulgação oficial sobre a trama, mas a crítica destacou a força narrativa, o rigor formal e a sensação de estar diante de um grande acontecimento cinematográfico, daqueles que não surgem todo ano.

Sinners (Pecadores)

No Mississippi de 1932, durante a era das leis Jim Crow, os irmãos gêmeos Smoke e Stack (Michael B. Jordan) retornam à sua cidade natal para abrir um juke joint (clube de música e bebida) e recomeçar a vida após anos no submundo do crime em Chicago.

No entanto, a tentativa de criar um refúgio para a comunidade negra é interrompida por um mal antigo e sedento de sangue: uma linhagem de vampiros que usa o terror para explorar e oprimir os moradores locais.

O novo trabalho de Ryan Coogler foi apontado como um dos filmes mais intensos de 2025.

Misturando drama, tensão e elementos simbólicos, a obra ganhou atenção pelo peso temático e pela maneira como dialoga com identidade, violência e história sem recorrer a fórmulas fáceis.

Marty Supreme

Na década de 1950, o jovem e audacioso Marty Mauser (Timothée Chalamet) trabalha como vendedor de sapatos enquanto atua como um mestre “hustler” de pingue-pongue em clubes clandestinos. Impulsionado por uma autoconfiança delirante, ele embarca em uma jornada caótica de Nova York a Tóquio para se tornar o melhor jogador do mundo. Lá, cruza o caminho de milionários, gângsteres e estrelas de cinema decadentes.

Assinado por Josh Safdie, o filme foi bastante comentado por seu ritmo nervoso e abordagem pouco convencional.

Dessa forma, a crítica destacou a energia caótica típica do diretor e a forma como o longa transforma uma premissa aparentemente simples em algo inquietante.

It Was Just an Accident (Foi apenas um acidente)

No Irã, um homem se depara com aquele que ele acredita ser seu ex-torturador. No entanto, diante desta pessoa que nega veementemente ter sido seu algoz, a dúvida se instala.

O novo filme de Jafar Panahi chamou atenção menos pelo enredo divulgado e mais pelo impacto político e humano.

Presente em diversas listas internacionais, foi descrito como um filme direto, incômodo e carregado de significado, exatamente como se espera do diretor.

The Secret Agent (O agente secreto)

Em 1977, na cidade de Recife, o professor universitário Marcelo (Wagner Moura) vive na clandestinidade sob uma identidade falsa, fugindo de um passado político perigoso. Enquanto tenta manter uma rotina pacata em um prédio antigo, ele começa a suspeitar que está sendo vigiado por vizinhos e estranhos.

Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o longa figurou entre os favoritos da crítica por sua abordagem política e tensão constante.

Por isso, o filme ganhou destaque internacional, reforçando o nome do diretor brasileiro no circuito de prestígio.

Sorry, Baby

A trama acompanha Agnes (Eva Victor), uma professora universitária que vive isolada em uma zona rural após sofrer um evento traumático. Enquanto o mundo ao seu redor segue em frente, Agnes permanece paralisada pelo passado até que o retorno de sua melhor amiga, Lydie (Naomi Ackie), agora grávida, força um reencontro emocional.

O drama dirigido por Eva Victor foi elogiado por sua sensibilidade e abordagem íntima, aparecendo em diversas listas como um dos filmes mais humanos do ano.

Além disso, a crítica ressaltou o cuidado com personagens e o tom emocional contido.

Caught by the Tides (Levados Pelas Marés)

No início dos anos 2000, Qiaoqiao (Zhao Tao) vive uma intensa paixão com Bin (Li Zhubing) na cidade mineradora de Datong. Quando Bin decide partir para tentar a sorte em outra província, ele desaparece sem explicações. O filme acompanha a jornada de Qiaoqiao ao longo de 21 anos, cruzando um país em transformação frenética enquanto ela busca por seu amor perdido e por sua própria identidade em um mundo que não para de mudar.

Embora seja um drama chinês de 2024, esta película chegou a nós, brasileiros, apenas em junho de 2025. Sendo assim, o novo trabalho de Jia Zhangke seguiu a linha contemplativa do diretor e foi destacado por sua observação social e estética refinada.

Pois é… Um daqueles títulos que não gritam, mas permanecem.

The Mastermind

Em Massachusetts, em 1970, em meio ao caos social da Guerra do Vietnã, James Blaine Mooney (Josh O’Connor), um carpinteiro desempregado com um senso de superioridade injustificado, elabora um plano para roubar obras de arte de um museu local. Porém, o que ele acredita ser um crime perfeito se transforma em um desastre, forçando-o a uma vida de fugitivo enquanto sua vida familiar e sua sanidade se desintegram.

 Fugindo do estilo frenético do gênero, o filme foca nos detalhes silenciosos da preparação e na ética por trás do crime, transformando um assalto em um ato de protesto político e autodescoberta.

Além disso, sob a direção de Kelly Reichardt, o longa apareceu em várias listas por sua abordagem minimalista e foco em relações humanas. Portanto, a crítica valorizou o ritmo deliberadamente calmo e o olhar atento aos detalhes.

Hamnet

Ambientada na Inglaterra dos anos 1580, a trama foca em Agnes (Jessie Buckley), uma mulher mística e ligada à natureza que se casa com um jovem professor de latim (Paul Mescal) destinado à fama em Londres. A vida do casal é devastada quando seu filho de 11 anos, Hamnet, morre devido à peste bubônica. O filme explora o luto profundo da família e como essa perda trágica serviu de inspiração espiritual para a criação da peça mais famosa de William Shakespeare, Hamlet

Dirigido por Chloé Zhao, o filme chamou atenção pela delicadeza emocional e pela adaptação literária sensível.

Mesmo com poucas informações amplamente divulgadas, sua presença constante em rankings indica forte impacto crítico.

Blue Moon

Na noite de 31 de março de 1943, enquanto seu ex-parceiro Richard Rodgers celebra o sucesso de Oklahoma!, o letrista Lorenz Hart (Ethan Hawke) enfrenta uma crise pessoal profunda no bar Sardi’s, em Nova York, lutando contra o alcoolismo e a baixa autoestima.

O novo trabalho de Richard Linklater foi citado como um dos dramas mais maduros do ano.

Além disso, a crítica destacou o tom intimista e a construção emocional, marcas já conhecidas do cineasta.

Quando o cinema ainda respira

Pois é… Se 2025 teve seus tropeços, também provou que o cinema segue vivo onde há risco, autoria e intenção.

Ademais, esses filmes não são unanimidades populares, nem tentam agradar algoritmos e talvez exatamente por isso tenham chamado tanta atenção da crítica.

No fim das contas, essa retrospectiva mostra que, mesmo em meio ao barulho, ainda existem filmes que fazem a plateia parar, pensar… e sair da sessão com algo além de pipoca no bolso.

E você: quantos desses já estavam no seu radar e quantos ainda vão entrar na lista?

 

 

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