O ano é 1987, ( “Lá vem o tio Alex com resenhas de filmes antigos da década de 80″ o que posso dizer, são ótimos filmes rs), os filmes voltados ao público adolescente eram quase sempre comédias descerebradas, regadas a confusões e erotismo( Porky’s, A última festa de solteiro, Férias do barulho), é claro que temos excelentes filmes jovens, que se tornaram clássicos com o passar dos anos e primam pela qualidade de roteiro e boas ideias, como “De volta para o futuro” e “Curtindo a vida adoidado”, autênticos exemplos de cinema dos anos 80. Mas a maioria era “nada muito elaborado ”.

Pensando em trazer algo novo e excitante para o público adolescente, que fosse totalmente diferente, o diretor Joel Shumacher( Sim! Shumacher tem filmes bons! Eis aqui um deles) aceitou filmar um roteiro escrito por Janice Fischer e James Jeremias, sobre algumas crianças tendo que lidar com terríveis vampiros. Mudando o foco dos personagens, transformando-os em adolescentes, Schumacher realizou aquele que seria um dos filmes sobre vampiros mais bem produzidos e originais de todos os tempos, desde seu visual, enredo, misturando de forma impecável os dramas e conflitos dos adolescentes com o universo do terror.

Reunindo um elenco de jovens estrelas em ascensão, além de rostos consagrados do cinema, o diretor criou uma obra que se tornou referência para o gênero “terror adolescente”, ampliando-o, já que o estilo não mais se resumia apenas aos filmes em que maníacos perseguiam e matavam jovens, iniciado no final dos anos 70 com “Halloween” de John Carpenter e continuado nos anos 80 com exemplos como “Sexta-feira 13” e “A hora do pesadelo”, que aquela altura de certa forma já estava se mostrando cansativa.

Sinopse: Os irmãos adolescentes Michael e Sam se mudam com a sua mãe para uma pequena cidade no norte da Califórnia. Enquanto o jovem Sam encontra novos amigos com interesses semelhantes, o angustiado Michael acaba se apaixonando por Star, que está envolvida com David, o líder de uma gangue local de vampiros… Mais

Data de lançamento: 7 de janeiro de 1988 (Brasil)

Direção: Joel Schumacher

Música composta por: Thomas Newman

Canção original: Cry Little Sister

Bilheteria: 32,2 milhões USD

Apesar de ser um filme de terror, “Os garotos perdidos” não possui cenas de extrema violência ou assustadoras demais, afinal, é um filme voltado aos adolescentes. Mas seu ritmo dinâmico e sua diversificada galeria de personagens (totalmente anos 80) o faz uma excelente diversão, mesmo nos dias de hoje, em que os monstros do cinema são muito mais medonhos e o sangue jorra aos baldes na tela. Inclusive posso dizer que sinto falta de filmes assim hoje em dia.

Apesar do tempo, o filme continua sendo uma ótima pedida para aquela sessãozinha de filmes de terror com os amigos. Diferente dos péssimos filmes de terror que tem surgido por ai, cheios de clichês e jump scare, Garotos Perdidos vem bem a calhar. Sem falar nos romances vampirescos que invadiram os cinemas nos últimos tempos… enquanto a geração oitentista tinha Garotos Perdidos, os jovens de hoje têm Edward, Bela e cia. E depois ainda me pedem para não ser saudosista… Santa saudade Batman rs.

Além das ótimas cenas e maquiagem perfeita na caracterização dos monstros, que nada tem a ver com sedutoras criaturas como em outros filmes, “Os garotos perdidos” possui uma excelente trilha sonora, que dá ainda mais emoção ao divertido filme. Além da versão do sucesso do “The Doors”, temos o eterno vocalista do “The Who”, Roger Daltrey com uma ótima releitura de “Don’t Let The Sun Go Down On Me”, de Elton John e o tema principal “Cry Little Sister” de Gerard McMann e Michael Mainieri, que mistura acordes sombrios com um coral infantil, resultando numa obra assustadora e envolvente, como o próprio filme.
Um elenco ótimo, de ótimas atuações, uma boa história e uma trilha sonora maravilhosa, por tudo isso, Vale a pena ver de novo Os Garotos Perdidos.

Bem, vou ficando por aqui e até a próxima.

TRAILER:

//youtu.be/FtCNZCkB28k