Um dos filmes mais marcantes do gênero comédia, não somente dos anos 80, mas do cinema.

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, EUA – 1986)
Direção: John Hughes
Roteiro: John Hughes
Elenco: Matthew Broderick, Alan Ruck, Mia Sara, Jeffrey Jones, Jennifer Grey, Cindy Pickett, Lyman Ward
Gênero: Comédia
Duração: 103 min

Sinopse: Ferris Bueller (Matthew Broderick) tomado por um sentimento compulsivo de matar aula decide fazer isso na companhia de sua namorada Sloane (Mia Sara), de seu melhor amigo Cameron (Alan Ruck) e dar um passeio pela Chicago na Ferrari do pai de Cameron. Tudo isso seria muito fácil se ele não precisasse escapar de seu diretor Rooney (Jeffrey Jones) e de sua irmã invejosa Jeanie (Jennifer Grey) durante todo o dia.

Curtindo a Vida Adoidado não nos fornece um enredo grandioso, cheio de reviravoltas e sem pontas soltas, nem tampouco se preocupa em entregar personagens com grandes dilemas pessoais, no entanto, ele não precisa disso pois não é o seu propósito e ainda bem que não foi.  John Hughes nos fornece diversão exagerada onde matar aula se torna uma questão de vida ou morte para o protagonista, da mesma maneira que o diretor Rooney (um dos melhores vilões do cinema por sinal) tem que pegar o aluno em flagrante à todo custo. Essa proposta leve e descompromissada do diretor que fez o filme render tantas cenas hilárias e se fosse mencionar todas me prolongaria demasiadamente e estragaria a experiência de quem ainda não viu.

O longa se sustenta por meio de seus momentos únicos, que ficam marcados em nossas mentes perpetuamente. Como se esquecer da pose no museu, ou de Twist and Shout no meio das ruas de Chicago? Um bom roteiro aliado a uma precisa montagem cumprem um papel essencial aqui, sabendo intercalar cada uma dessas icônicas sequências de uma maneira que, a qualquer momento do filme, nos vemos nos divertindo plenamente. É difícil lembrar sequer uma que o riso não esteja presente, seja em virtude das loucuras do protagonista ou da missão de Ed Rooney (Jeffrey Jones), diretor da escola, que consiste em pegar o aluno, supostamente doente, no flagra.

A trama adota uma forte pegada de rebeldia, de quebra de padrões estabelecidos à época; o típico velho contra o novo que perfeitamente se encaixa com a época de seu lançamento. O que assistimos é um sistema conservador de educação que não mais prende seus alunos – diversas vezes vemos isso – justificando as ações de Bueller, e o filme muito bem representa a necessidade de um maior dinamismo não só nas salas de aula, como na sociedade em si.

Curtindo a Vida Adoidado é, portanto, um grito de liberdade, um filme atemporal que consegue deixar qualquer um de nós, independente do estado de espírito, de bom humor. Temos aqui um verdadeiro marco do cinema de comédia e uma legítima obra-prima de John Hughes, que sempre soube como ninguém retratar o cotidiano do adolescente, suas preocupações, medos, inseguranças e alegrias.

Por tudo isso vale a pena ver de novo.

“A vida passa rápido demais; e se você não parar de vez em quando para vive-la, acaba perdendo seu tempo”

“Vocês ainda estão aqui? A resenha acabou! Vá para casa” Mas volte sempre rs”

 

 

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