Filme que é um exemplo de simplicidade, “Construindo uma Carreira”. Tão despretensioso que chega a cativar pela construção de um enredo raso mas, que prende a atenção e desperta interesse pelo longa.

Ficha Técnica

Título Career Opportunities (Original)
Ano produção1991
Dirigido por Bryan Gordon
Estreia 29 de Março de 1991 ( Mundial )
Duração 83 minutos
Classificação 12 – Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero Comédia Romance
Países de Origem Estados Unidos da América

Sinopse

Jim Dodge (Frank Whaley) é um jovem de 21 anos que pula trabalho em trabalho procurando sucesso. Ele acabou de ser demitido de um emprego e admitido em outro, uma pequena loja do conveniência. Lá ele trabalha como faxineiro. Depois que o gerente do estabelecimento o tranca lá a noite, Jim começa uma festinha particular: anda de skate pelos corredores, se empanturra de doces, vê televisão e escuta música no último volume. Mas ele não está sozinho. Também escondida na loja está a patricinha Josie McClellan (Jennifer Connelly), que resolveu ficar na loja para preocupar seu pai. Depois de quase destruírem o local, Jim e Josie resolvem fugir com apenas 52 dólares no bolso. Porém, quando vão sair, dois ladrões — Nestor Pyle (Dermot Mulroney) e Gil Kinney (Kieran Mulroney) — invadem a loja.

Um clássico da Sessão da Tarde que por sorte consegui rever nesses últimos dias e me fez lembrar de muitas coisas que vivi na minha infância. Na época ele foi nada menos que um filme comum. Contudo, na minha época ele virou uma espécie de “ícone” para a minha geração, pois quem nunca se imaginou ficando preso dentro de uma loja de brinquedo ou supermercado assim como o casal protagonista.

E por falar nos protagonistas é legal ver como duas pessoas tão diferentes em termos de personalidade (Jim Dodge e Josie McClellan, respectivamente interpretados por Frank Whaley e Jennifer Connelly) conseguem ser tão iguais nos principais questionamentos e como a vida pode ser sofrida nas diversas classes sociais.

Agora, um capítulo a parte é a Jennifer Connelly. Linda desde muito jovem, talentosa e que rouba a atenção nas principais cenas do filme, como a que ela aparecendo cavalgando em cima de um cavalinho de brinquedo, aonde ela passa de apenas uma escada, um par romântico e fruto de desejo para o Frank Whaley, para tornar-se o centro das atenções dos espectadores.

Contudo, o importante é notar como que o John Hughes ( sim, sempre ele rs ), diretor mais clássico da história dos filmes com temáticas adolescentes (em “Construindo uma Carreira” a direção foi de Bryan Gordon, Hughes foi o produtor) consegue fazer com que questionamentos jovens sejam, mesmo que aparentemente bobos, tornam-se tão reais que envolvem os espectadores do começo ao fim, graças as situações na qual o casal está inserido, com cada um mostrando o porque de suas atitudes poucos convencionais.

A ambientação é muito boa, colocar os protagonistas presos num lugar foi ótima sacada. Diferente de ‘Clube dos Cinco’ onde os protagonistas estavam presos numa escola onde não havia nada de interessante pra se fazer, em ‘Construindo Uma Carreira’ eles estavam presos em um hipermercado repleto das mais diversas coisas, dando a deixa pra um mar de possibilidades, as quais foram muito bem exploradas.

O elenco é bacana, a Jennifer Connelly e o Frank Whaley tinham muita química juntos e seguraram muito bem o filme sozinhos. A Jennifer sempre foi uma excelente atriz e nesse filme não foi diferente. Quanto ao Frank, a performance dele certamente foi a melhor coisa do filme, só lamento por ele não ter tido mais papéis de destaque na carreira, ele tinha talento.

Enfim, esse filme é irado e um grande clássico da Sessão da Tarde.