Cinco adolescentes passando um sábado de castigo na escola, incumbidos de escrever um ensaio de mil palavras sobre quem eles pensam que são. Confinados na biblioteca, conversam e passam a se conhecer e a se compreender, apesar de suas diferenças.

Ficha Técnica
Data de lançamento: 28 de junho de 1985 (1h 37min)
Direção: John Hughes
Elenco: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Paul Gleasonmais
Gênero: Comédia dramática
Nacionalidade: EUA

Sinopse
Cinco adolescentes do ensino médio cometem pequenos delitos na escola e, como punição, têm que passar o sábado no colégio e escrever uma redação contando o que pensam de si mesmos. O grupo reúne jovens com perfis completamente diferentes: o popular, a patricinha, a esquisita, o nerd e o rebelde. No decorrer do dia, eles passam a se conhecer melhor e a aceitar suas diferenças, compartilhando seus maiores segredos.

Essa premissa da introdução pode fazer com que alguns o subestimem, mas o filme é extremamente competente. Na verdade, o fato de as pessoas desvalorizarem-no por ser um filme adolescente exerce com ele um interessante diálogo, afinal, ninguém leva aqueles jovens realmente a sério. O longa se inicia com uma citação de “Changes”, do David Bowie: “E essas crianças nas quais você cospe / Enquanto tentam mudar seus mundos / São imunes às suas consultas / Elas estão bem cientes do que estão passando”. Esse trecho passa a essência da película, pois os jovens que a protagonizam não valorizam os adultos que não os levaram a sério durante suas vidas.

A obra conta com cinco personagens principais, apresentados segundo estereótipos: um cérebro (Anthony Michael Hall), um atleta (Emilio Estevez), um caso perdido (Ally Sheedy), uma princesa (Molly Ringwald) e um criminoso (Judd Nelson). Com o tempo essas máscaras caem e conhecemos mais profundamente cada um dos personagens. Eles devem compor, logo no início, uma redação sobre quem acreditam ser, mas isso é irrelevante — como afirmado no próprio filme —, tendo em vista que Mr. Vernon (diretor) há de encará-los da maneira que bem desejar: de forma estereotipada.

O filme apresenta cenas que possam parecer forçadas, ou clichês ao limite, mas isso é uma marca do diretor John Hughes, que sabe trabalhar tais situações com maestria, mesmo uma cena parecendo forçada, ela não fica parecendo fora do contexto, é natural dentro da narrativa.

Quanto ao elenco, temos boas atuações, como dito antes, algumas situações podem parecer forçadas, clichês ou estereotipadas, mas que funciona, e você se envolve com a história e os personagens.

A trilha sonora é muito boa nos momentos em que precisa ser utilizada, filmes dos anos 80 com trilha sonora ruim é difícil de encontrar, na maioria das vezes são ótimas.

Por fim, Eu gosto muito do filme, e acho que todos tem que ver o filme, acho que ele envelheceu bem, e eu tenho certeza que você vai gostar do filme por cauda do diretor, pois mesmo que você não saiba, você já viu alguma vez algum filme dele, e tenho certeza que você gostou, alguns com resenha aqui no site, A Garota de Rosa Shocking, Mulher Nota 1000.

Com certeza Vale a pena ver de novo O Clube dos Cinco.