O produtor-executivo José Padilha sempre disse que Narcos era uma série sobre o narcotráfico no mundo, e ele conseguiu mostrar isso à todos quando abriu o leque de opções após a morte do protagonista Pablo Escobar (Wagner Moura) na segunda temporada, E logo em seguida na terceira temporada, emendando a trama que era sobre a ascensão e queda do cartel de Calli (Que já era uma das subtramas desde primeira temporada),  e que em sua conclusão  deixou o gancho para a história ser retratada no México, só que não é bem assim.

Narcos: México
Formato: Seriado
Gênero: Drama de crime Biográfico
Estrelando: Michael Peña e Diego Luna
País de origem: Estados Unidos/México
No. de temporadas: 1
No. de episódios: 10
Onde Assistir: Netflix

  • Sinopse: A ascensão do Cartel de Guadalajara durante a década de 1980, quando Félix Gallardo (Diego Luna) assume o comando e promove a unificação do tráfico para construir um império no país. Enquanto isso, Kiki Camarena (Michael Peña), um agente da DEA, se muda para a cidade mexicana com a família e começa a investigar os narcotraficantes locais.

A ideia original seria que a quarta temporada de Narcos começaria justamente, onde terminou a terceira temporada. Este seria o caminho natural, porém, as mudanças no elenco e até a temporalidade do seriado, que se passa em um período diferente de Narcos, fizeram com que o serviço de streaming decidisse por lançar a série de forma independente, como se fosse uma produção derivada (E deu muito certo).

Mesmo tentando demonstrar que é uma série derivada, e não uma sequencia direta de “Narcos”, Narcos: México segue a mesma fórmula da série original: com uma narração em inglês; um traficante em ascensão e um agente da DEA seguindo o rastro do início do narcotráfico; misturando fatos reais e ficção; e a mesma e excelente trilha de abertura com a permanência Tuyo, de Rodrigo Amarante (Não consigo passar a abertura).

Para retratar o início do tráfico de cocaína no México, a produção acompanha o ex-policial e traficante de maconha Miguel Ángel Felix Gallardo (Diego Luna – Rogue One: Uma estória Star Wars), que, ambicioso, enxerga uma forma de unir o país para produzir e distribuir a droga em grande escala para os Estados Unidos. Para isso, ele deixa a pequena cidade de Sinaloa, maior produtora de maconha, para tentar montar esse império em Guadalajara ao lado do primo Rafael Caro Quintero (Tenoch Huerta), um gênio por trás da produção da droga, e Ernesto ‘Don Neto’ Fonseca (Joaquin Cosio), um dos nomes mais antigos de Sinaloa e que tem abertura com outros traficantes.

Em paralelo a isso, Kiki Camarena (Michael Peña – Homem Formiga e Homem Formiga e Vespa -Acho que todos devem saber porque dei destaque de vermelho ao nome dele né?-), um agente da DEA, cansado de estar em seu posto, pede transferência, não consegue ir para Miami e acaba indo para Guadalajara. Lá, ele não quer seguir a rotina dos agentes que fazem vista grossa de tudo que acontece na cidade e começa a investigar até que encontra o rastro do início do acordo de Miguel Angel na cidade.

Tentando construir seu próprio caminho, mas sem fugir muito da marca que o criou, Narcos: México segue como uma poderosa crítica à sociedade, imprimindo urgência num problema tão delicado, onde não parece possível ter algum tipo de vencedor. A porta fica aberta para uma sequência e sabe deixar o espectador com desejo de continuar, deixando uma sensação inquietante na boca do estomago.

Minha Opinião:

Tecnicamente, a franquia Narcos segue caprichando em sua direção de fotografia, apresentando grandes sequências de ação. E tensão de arrepiar os cabelos, o uso da narração (agora com voz de Scoot McNairy) é um recurso para manter a atenção de possíveis norte-americanos preguiçosos e preconceituosos demais para acompanhar uma história latina. Quem não é fã do estilo criminal pode se deparar com uma certa lentidão, mas as diversas reviravoltas sempre acabam recuperando a atenção do público. A mudança da ambientação surge como a oportunidade perfeita de atrair novos fãs, e ainda garantir a audiência  de quem assistiu as outras três temporadas. As atuações são primorosas, os dois protagonistas Diego Luna (Angel Felix Galhardo) e Michael Peña (Kiki Camarena) são marcantes! O elenco coadjuvante também não faz feio. Quem rouba a cena é Joaquín Cosio, responsável por um Neto carismático e agressivo, por vezes divertido e até emocional. Já uma grande melhoria, em relação aos anos anteriores, são as fortes personagens femininas na tela. Como por exemplo Isabella (Teresa Ruiz) fugindo do estereótipo de mulher sedutora para ser uma mente brilhante – e fator determinante – na construção do cartel. Por sua vez, Mika (Alyssa Diaz) vai além do “papel de esposa amável”, garantindo grandes momentos dramáticos na segunda metade da temporada.

Enfim, Narcos: Mexico, apesar do ritmo mais lento, e de algumas omissões a respeito de algumas “figuras” importantes da história Mexicana da época, a série cumpre o que promete honrando o legado da série original. E o que tudo indica, teremos uma próxima temporada de tirar o folego também.

Minha Nota: 8,5/10

Gênero: Drama de crime Biográfico
Criado por:
Carlo Bernard
Doug Miro

Estrelando:
Michael Peña
Diego Luna
Tenoch Huerta Mejía
Alyssa Diaz
Joaquín Cosío
José María Yazpik
Matt Letscher
Ernesto Alterio
Alejandro Edda
Fernanda Urrejola
Teresa Ruiz
Gerardo Taracena
Aaron Staton

Narrado por: Scoot McNairy
Compositor de música tema Rodrigo Amarante

Tema de abertura: “Tuyo”
Compositor (es):
Gustavo Santaolalla
Kevin Kiner

País de origem: Estados Unidos/México
No. de temporadas: 1
No. de episódios: 10

Produção:
Produtor executivo (s):
José padilha
Carlo Bernard
Doug Miro
Eric Newman

Local de produção (s): México/Estados Unidos
Tempo de execução: 55 a 69 minutos
Produção empresa (s): Gaumont International Television
Distribuidor: Netflix
Lançamento:
Rede original: Netflix
Versão original: 16 de novembro de 2018
Cronologia: Precedido por Narcos

Trailer Legendado:

//youtu.be/wa-I9qvjNxI