O terceiro ano de Demolidor é focado no arco dos quadrinhos intitulado A Queda de Murdock, escrito por Frank Miller e sem dúvida uma das melhores histórias do Demônio de Hell’s Kitchen.

O futuro da parceria entre a Marvel e a Netflix tem se tornado cada vez mais incerto. Com o cancelamento de Punho de Ferro e Luke Cage. Ainda devemos esperar para saber o que será de Jéssica Jones e Demolidor, somente o futuro vai responder.

Dessa vez quem assume o cargo de showrunner é o americano Erik Oleson, conhecido por seu trabalho em Arrow. ( No princípio tal escolha me deu um pouco de medo rs ) aqui, ele decide nos apresentar um Matt Murdock (Charlie Cox) quebrado, tanto fisicamente quanto psicologicamente, também temos um roteiro repleto de questionamentos religiosos, cenas de lutas épicas, ótimos personagens e uma trama adulta que é desenvolvida com precisão.

A terceira temporada começa justamente do ponto em que acabou Os Defensores. Após um prédio ruir sobre Demolidor e Elektra, o herói é resgatado pelo mesmo orfanato religioso em que cresceu após a morte do pai.

Enquanto Matt se recupera, Fisk faz um acordo com o FBI e é beneficiado com a prisão domiciliar, o que causa um grande impacto na segurança de Matt, Karen e Foggy.
Karen e Foggy seguem sem saber o paradeiro de Matt, mas Karen ainda acredita que ele esteja vivo. Os dois então, tentam à sua maneira, combater Fisk.

Enquanto isso, Matt se recupera e tenta superar os traumas se afastando da sua antiga vida.

A terceira temporada segue empolgante com as inúmeras cenas de ação e a expectativa da total recuperação de Matt. O ritmo da série também não sofreu alterações, pois os episódios continuam mais curtos que a média das demais séries Marvel-Netflix. ( DESTAQUE – No quarto capítulo, intitulado “Ponto Cego” e dirigido por Alex Garcia Lopez, há uma cena inteira gravada em plano sequência — isto é, apenas uma tomada, sem cortes. E o trecho possui 11 minutos de duração ).

Importante falar sobre alguns personagens coadjuvantes, são bem trabalhados e não estão ali por acaso, um em especial, você não entende muito bem o porque de “tanto” espaço para ele, mas com o decorrer da série você passa a entender e fica muito satisfeito e surpreso. ( posso dizer que fiquei até chateado )

Porém, fica a impressão de que existem muitos episódios para pouca história. Durante a temporada existem alguns “saltos” da narrativa para flashbacks longos e repetitivos. Tais flashbacks detalham fatos passados, mas não tem grande influência sobre o rumo da série.

Destaque para o novo vilão da série, Mercenário, interpretado por Wilson Bethel, o ator é ótimo e o personagem dos quadrinhos, mesmo com algumas modificações, está bem satisfatório.

Demolidor entrega uma temporada que retoma o fôlego da primeira ( sendo superior na minha opinião ) e que nos faz esperar ansiosamente pela próxima, ainda mais com uma cena em especial no final.

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