Uma das séries mais enigmáticas e cheias de informações e detalhes até científicos da Netflix: Dark, já está na 2ª temporada e eu trago uma resenha para vocês sobre a nova temporada!

“A diferença entre passado, presente e futuro não passa de uma ilusão!” – Dark/Netflix

 

Ficha Técnica

Produtor(es) executivo(s): Baran bo Odar, Jantje Friese, Quirin Berg, Max Wiedemann, Justyna Müsch

Empresa(s) de produção: Wiedemann & Berg Television

Cinematografia: Nikolaus Summerer

Distribuída por: Netflix

N.º de temporadas: 2

Episódios por temporada: 2ª temporada – 8 episódios

Elenco: Louis Hofmann, Oliver Masucci, Jördis Triebel, Maja Schöne, Sebastian Rudolph, Anatole Taubman, Mark Waschke, Karoline Eichhorn, Stephan Kampwirth, Anne Ratte-Polle, Andreas Pietschmann, Lisa Vicari, Angela Winkler, Michael Mendl

 

Sinopse da 2ª Temporada: 

O desaparecimento de duas crianças em uma cidade alemã traz luzes às relações fraturadas, vidas duplas e o passado de quatro famílias que vivem lá. Aborda o tema de viagens no tempo e principalmente o entrelaçamento temporal. Onde passado, presente e futuro se conectam numa cidade da Alemanha.

A primeira temporada inicialmente acontece em 2019, mas se expande para incluir histórias em 1986 e 1953, com vários personagens sendo retratados em várias idades por vários atores. A segunda temporada ocorre vários meses após a primeira, descrevendo as três histórias iniciais em 2020, 1987 e 1954, respectivamente, enquanto introduz histórias ambientadas em 2053 e 1921.

 

Resenha:

A série chega a 2ª temporada com grandes desafios, já que na primeira temporada era tudo novidade, com uma história super bem elaborada e que soube nos apresentar um cenário de viagens no tempo, vidas secretas em uma comunidade, personagens típicos de cada época e com as vidas dos personagens conectadas a cada 33 anos. O texto de Baran bo Odar e Jantje Friese, criadores do seriado, se aproveita dos conceitos já determinados para criar dúvidas e prender os espectadores.

O retorno da série vem com uma nova época,  que serve como um cenário para estabelecer a base de Adam e seus seguidores, enquanto no primeiro ano finalizaram com o futuro pós-apocalíptico, que serviu de gancho para a segunda temporada e nos trouxe urgências e  questões em aberto para o espectador. Os anos que são incluídos nessa temporada são os anos de 2053 e 1921.

A nova temporada vem os focos temporais da primeira temporada, mas os personagens estão cada vez mais conscientes da situação absurda que vivem na pequena cidade de Winden. E mesmo com tantas trajetórias os criadores da série se preocupam com a compreensão do público durante a trama e manutenção do engajamento dos espectadores utilizando as peças necessárias para se compreender a passagem de tempo, como figurinos e itens de cada época.

Mesmo com o foco nas quatro famílias principais da trama, Kahnwalds, Nielsens, Tiedemanns e Dopplers, tem a inclusão de outros personagens e os olhares de cada um, dando a impressão de um mundo maior, já que se trata de algo muito além da simples cidadezinha da Alemanha e ciclos de épocas diferentes. Nos mostra também o clichê de todas as histórias com a temática de viagens temporais onde cada ação, por menor que seja, feita fora da sua época respectiva traz enormes consequências.

Personagens cada vez mais conscientes, como Jonas do futuro, Claudia do futuro, Noah e Adam aparecem sempre sabendo mais sobre as linhas temporais e o que acontece com cada personagem, provocando o telespectador a continuar a ver a série e tentar compreender sobre tudo que está acontecendo. Mesmo podendo ter mortes de alguns personagens em algum dos ciclos não significa que é o fim, pois como tudo está conectado não temos a certeza do que acontece. Durante as investigações a respeito do sumiço de Mikkel Nielsen (Daan Lennard Liebrenz), mais personagens descobrem a possibilidade de visitar outros períodos, gerando um fluxo maior de pessoas fora de seu tempo.

 

Trailer: 

//www.youtube.com/watch?v=GePrjr-Lu_g