Black Summer é o spin-off/prequel de Z Nation, a série de TV do Syfy que mostra sobreviventes de um apocalipse zumbi lidando com essa nova realidade de maneiras inusitadas.

Ficha Técnica: Black Summer
Gênero: Ficção apocalíptica e pós-apocalíptica/Drama
Titulo Original: Black Summer
Ano da Produção: 2019
Estréia: 11 de abril de 2019
Distribuição: Netflix
Produtor: Jodi Binstock
País de Origem: EUA

Sinopse: Seis semanas após o início do apocalipse zumbi, quando uma mãe Rose ( Jaime King ) é separada de sua filha, ela embarca em uma jornada angustiante, sem parar para encontrá-la. Empurrada ao lado de um pequeno grupo de refugiados, ela deve enfrentar um novo mundo hostil e tomar decisões brutais durante o verão mais mortal de um apocalipse zumbi.

Quando comecei a ver esta série pensei: “ah, mais uma série de “Zumbis padrão“, feita pra ganhar dinheiro, aproveitando a onda”. Só que me enganei redondamente! Black Summer tem personalidade própria e mesmo tendo sua narrativa igual as demais, é diferente! E quando soube que Black Summer era um Spin-off de Z Nation então… cheguei a rir, porque Z Nation, apesar dos pesares, tem seu valor, mas não é pra ser levada a sério, Z nation, é engraçada com momentos de tensão, Black Summer não tem humor, ela está mais para The Walking Dead quando surgiu do que para Z Nation, e digo mais os Mortos vivos, estão bem próximos aos que são apresentados no Longa metragem cinematográfico “Guerra mundial Z“, que na minha opinião é de onde vem toda a inspiração da própria Z Nation. Os zumbis não se arrastam e são lentos como em “The Walking Dead” ou “Fear The Walking Dead“, eles são turbinados, a transformação é praticamente instantânea, não há febre ou dor… a transformação é simples e rápida,  Morreu virou.

Em alguns momentos, a série lembra muito esses filmes de perseguição em estradas, em que os mocinhos e mocinhas, precisam lutar pela própria vida o tempo todo, como em todo filme de “apocalipse” em geral, os recursos são escassos, o que fazem as pessoas se transformarem em verdadeiros predadores, em busca de alimentos, água, combustível , remédios e tudo que possa melhorar um pouco sua existência em um mundo caótico, onde os governos caíram e as leis, não são mais respeitadas.

As atuações, são boas! E estão de acordo com a proposta de cada personagem.

Os personagens, não são os dos mais carismáticos, Estamos acostumados a ‘adotar’ personagens nas séries de hoje em dia. E quando estes morrem, fazemos questão de procurar um substituto. Mas, e se não encontrarmos substitutos? Bem, os fãs de TWD Inclusive, foram abandonando a série a medida que seus personagens favoritos iam morrendo, e a pouco tempo, ameaçaram deixar de assistir a série caso Daryl venha a morrer. Uma das diferenças de Black Summer e outras séries do gênero é focar mais na estoria e sua narrativa do que nos personagens, de modo que eles podem ir eliminando quem quiser, substituindo por outros e ninguém ligar pra isso, (Vide o segundo e terceiro Episódios – Não vou dar spoiler).

Ninguém esta preparado: Uma coisa que gostei muito, foi a forma como os personagens ‘importantes’ é apresentada no primeiro episódio. Ninguém ali estava preparado para o que estava acontecendo, com exceção de Spears (Justin Chu Cary)que, por mais que ele não tenha revelado seu verdadeiro nome no decorrer de toda a série, era o que nos passa mais segurança por saber lutar e manusear uma arma.

A série tem algumas coisas que me incomodaram bastante, como por exemplo, a insistência em alguns personagens em fazer o que qualquer pessoa com um pouco de sensatez não faria, e a “inabilidade” de fechar uma porta quando consegue escapar de um morto vivo, já que como por padrão , Zumbis não sabem abrir portas -Até dinossauros sabem abrir portas, mas Zumbis não-.

Black Summer inclusive, recebeu elogios de nada mais, nada menos que do mestre do terror Stephen King:

“BLACK SUMMER (Netflix): Quando você acha que não há mais susto em zumbis, isso aparece. O inferno existencial nos subúrbios, despojado até o osso.”

“BLACK SUMMER: Sem discussões longas e carregadas. Não há flashbacks sem fim, porque não há história por trás. Nenhum adolescente rabugento. O diálogo é dispensado. Muitas cenas com uma única câmera de mão, muito fluida. Os showrunners poderiam aprender muito com isso. Se eles pudessem trabalhar, né.”

Minha opinião: Eu realmente gostei da série e vou atropelar meu bom senso em algumas coisas que aconteceram, e que me incomodaram, e avaliar a série positivamente, indicando para que vocês assistam sem compromisso, e quem sabe se surpreendam como me surpreendi (Vejam o trailer após a ficha técnica completa abaixo).

 

 

Ficha técnica completa:

Gênero: Ficção apocalíptica e pós-apocalíptica/Drama
Criado: por
Karl Schaefer
John Hyams
Estrelando: Jaime King
Justin Chu Cary
Christine Lee
Sal Velez Jr.
Flor de Kelsey
País de origem: Estados Unidos
Idioma original: (s) Inglês
No. de temporadas: 1
No. de episódios: 8 ( lista de episódios )
Produtor (es): Jodi Binstock
Tempo de execução: 20 a 44 minutos
Produção empresa: (s) O asilo
Distribuidor: Netflix
Lançamento: Rede original Netflix
Versão original: 11 de abril de 2019 – presente

Trailer:

//youtu.be/tQA1omPJN24