Dentre todos os gêneros definidos pela Netflix, assistir Anne with an “E” é para quem gosta de se apaixonar, e pra quem tem imaginação… Muita imaginação. Se não tiver, vai começar a aflorar outros mundos a partir daí. Baseado no livro de contos Anne de Green Gables, escrito pela canadense Lucy Maud Montgomery, a série ocorre envolta da personagem principal, que é um ser simplesmente incrível.

Uma garota diferente da outras, em uma época onde beleza para uma mulher é fundamental, em uma cidade longínqua, com uma educação escolar resumida, foi onde a Anne foi parar depois de uma confusão no orfanato onde vivia – e antes que prossiga, pode conter alguns spoillers para melhorar sua aproximação. Chega a ser engraçado falar que, o ponta pé inicial para a melhoria da vida de uma órfã tenha começado com isso.

Anne é uma menina que fala muito, que gosta de conversar sobre pensamentos, sonhos, coragem, vontades, que antes não teve oportunidade de compartilhar tudo isso com alguém. Quando adotada, passa a relembrar dos problemas que passou, vemos em suas memórias quantas dores a personagem sofreu e, de acordo com o passar dos episódios, é um dos motivos que nos faz criar empatia pela garota.

A primeira temporada de “Anne com E”, nos trás uma pura apresentação de uma criança que perdeu sua infância, sendo transformada em uma jovem as pressas pelas ocasiões trazidas pela vida. O mais cativante são as suas reações acerca de tudo, aparentemente, Anne está escudada de uma forma linda para revirar confusões.

Interpretada pela atriz Amybeth Mcnulty, pela criação da maravilhosa Moira Walley-Beckett, a série trás uma sensação de conforto ao assistir. São cenas lindas, lugares incríveis, um figurino de arrancar sorrisos de doçura. E se você não tiver paciência para se encantar com um conteúdo de uma pessoa singela, sugiro que assista Anne com E com uma visão crítica sobre o que é ser um humano verdadeiramente encantador.