Corajosa. Inteligente. Bonita. Incrivelmente forte. Humilde. Empoderada.  Sim, estamos falando da Mulher-Maravilha. Duas coisas a serem comentadas com extrema relevância sobre esse filme é que, primeiro, um longa de super-herói, depois de muito tempo, tendo uma mulher como centro, como heroína, mostrando assim, que o mundo Geek, não é só masculino. Segundo, diferentemente da maioria, se não quase todos os novos filmes de super-heróis temos um filme, que apresenta, começo, clímax e fim,  mostrando como surgiu a Mulher Maravilha, mas com um final fechado, o que torna-se até bastante relevante para se comentar se levarmos em conta os outros filmes, que deixam o filme com “meio incompleto” para engatar numa sequência tão lucrativa quanto a primeira. 

Por estes principais fatores, eu quero agradecer a Dona Patty Jenkins, e os Senhores Geoff John e Allan Heinberg pelo ótimo filme que me fez ficar arrepiada das cabeças aos pés, na que acredito ser a cena mais icônica e perfeita de todo o filme, que a Mulher Maravilha saindo da trincheira e lutando excepcionalmente como toda mulher deve e faz.

O filme, é visualmente bonito, com uma trilha sonora, que faz a personagem principal parecer que a luta é um estilo de dança extremamente bonito e mortal. E pra completar, temos que citar aqui, que finalmente percebemos o desenvolvimento de Diana Prince, a Mulher-Maravilha (Gal Gadot), que cresceu numa ilha escondida do resto do mundo, habitado apenas por mulheres, mulheres guerreiras. Amazonas. A vida na ilha é de absoluta paz, contando com o senso de dever partilhado por todas. Sendo mudado, a partir do momento em que o avião contendo o espião Steve Trevor (Chirs Pine) acaba por “transpassar” a barreira fica envolta da ilha, responsável por esconder a mesma do mundo humano. Acreditando que a Primeira Guerra Mundial, palco principal da trama, é causada pelo Deus Ares, o Deus da Guerra, Diana parte da ilha, munida das armas especiais criadas por Zeus, para lutar nessa Guerra.

Um dos pontos negativos do roteiro, ao meu ver, é que a guerreira após apanhar até seu limite, precisa ter aquele momento de “sopro de incentivo”, para, milagrosamente tornar-se poderosa e imbatível de novo? Além disso, o romance com o Steve Trevor, não tão bem desenvolvido, acaba por ficarmos até na dúvida, fora que, o apelo romântico no final, para que Diana consiga derrotar o vilão, numa luta que deixou bastante a desejar, se julgarmos o desempenho das batalhas que a mesma teve ao longo da trama, deixou o romance entre os dois um pouco forçado.  

Até mesmo o próprio Steve Trevor em seus conselhos para Diana, vão de encontro direto ao que a mesma aprendeu na ilha e prega, deixando assim, também esse furo por parte do roteiro, e acabando por dar uma impressão errada de heroína um tanto submissa. Outra parte que vale a pena comentar, é o final do filme em que, em termos de roteiro e ritmo. Pra começar todas as personagens femininas importantes somem e Diana tem apenas homens como interlocutores. A vilã, Isabel Maru, cujas reais motivações nunca ficamos sabendo e que é “esquecida” em determinado momento da trama. Sem falar que toda a geopolítica relacionada à Primeira Guerra é confusa, o que nos leva a crer que faltou um pouco mais de estudo sobre o período para tornar tudo mais verossímil.

Lembrando ainda que:  O novo filme da Mulher-Maravilha, tem previsão de lançamento para Outubro de 2019. 

 

~Lara Oliveira.