A relação entre Marvel e Netflix termina oficialmente com a nova temporada de Jessica Jones no serviço de streaming. Infelizmente para os fãs do Defendersverse, este show – e este canto do Universo Cinematográfico Marvel, nesse serviço, não consegue fechar de forma satisfatória, com fogos de artifício, podemos dizer que mancando na noite com um sussurro. Quando se trata de Jessica Jones 3 Terceira Temporada, uma parte da temporada é totalmente esquecível, perdida, tentando encontrar e decidir o que quer ser.

 

Título Jessica Jones (Season 3) (Original)
Ano produção 2019
Dirigido por Krysten Ritter
Estreia
14 de Junho de 2019 ( Brasil )
Outras datas 
Duração 656 minutos
Classificação  16 – Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero
Países de Origem

 

Sinopse

Krysten Ritter retorna como Jessica Jones para um novo confronto, um psicopata altamente inteligente. Para enfrentar esta nova ameaça, Jessica terá de fazer as pazes com Trish, mas as suas contraditórias ideias de heroísmo vão colocá-las numa rota de colisão.

 

Quando Jessica Jones chegou ao serviço de streaming em 2015, apresentava uma história incrível com arcos de personagem que parecia interessante e gratificante. Agora, o show não se prende ao que já foi. Fica claro que não tem idéia para onde ir. Na moda típica do Defendersverse, a história é sem dúvida uma vítima da maldição de 13 episódios. Carregando o enredo significativo e ação para a última metde da temporada, há um punhado de episódios no início que são excelente enchimento, mas nada mais. Isso faz com que o principal antagonista da temporada não seja apresentado até um terço do caminho com um ou dois episódios que são totalmente ignoráveis ​​sem importância para história abrangente da temporada.

Alguns artistas até que se saem bem, e contribuem para alguma qualidade da série, Carrie-Ann Moss é um destaque, seu arco é menos sólido do que o de Jeri Hogarth e Eka Darville que consegue fazer um bom trabalho como Malcolm Ducasse, uma história que os fãs vão amar ou odiar.

A temporada também apresenta dois novos personagens principais – Erik Gelden (Ben Walker) e Gregory Sallinger (Jeremy Bobb) -, mas nenhum deles acaba sendo tão bem trabalhados quanto necessário. Embora uma busca rápida no Google traga as identidades “reais” desses personagens, não prenda a respiração ao ver esses personagens de quadrinhos em ação ao vivo, pois eles se assemelham vagamente a suas contrapartes de quadrinhos. Gelden acaba servindo como mais um interesse amoroso pelo personagem titular da série, uma escolha peculiar para uma produção que se orgulha de contar histórias que se destinam a capacitar.

Embora tenha começado a produção antes dos cancelamentos começarem a à serem anunciados pela Netflix, é difícil se livrar da sensação de que tal série nesse caminho teria vida longa. Se você esperava por um final digno, pôr do sol com fogos de artifício e elogios, além de aplausos, você está simplesmente sem sorte, algumas grandes atuações conseguem salvar a temporada como citei acima, do completo e absoluto desespero. Por fim, um final melancólico para uma parceria que em seu início nos prometia algo incrível e digno, mas que no final, apenas nos resta sair da sala e deixar que alguém apague as luzes.