RESENHA | HQ: Lanterna Verde 1 – Policial Intergaláctico

Sempre ouço a seguinte pergunta: “Por onde começo a ler Super-heróis?” Por ter o número 1 na capa, Lanterna Verde 1 – Policial Intergaláctico, com roteiro de Grant Morrison e arte de Liam Sharpe, pode ser este o seu início, principalmente para quem gosta de aventuras espaciais.

Lanterna Verde
Ficha Técnica
Autor: Grant Morrison e Liam Sharp
Editora: Panini Comics
Ano de lançamento: 2019
Sinopse: O lanterna verde da terra, Hal Jordan, estava afastado de suas funções e sem sua bateria para recarregar seu anel. Contudo, por um acaso do universo (ou não) acabou novamente envolvido com a tropa espacial dos Lanternas Verdes e retorna às suas funções, sendo rapidamente designado à um novo caso para investigar.

Lanterna Verde: um Investigador Intergaláctico

Tudo começa no meio de uma cena de ação da tropa dos lanternas verdes, que lutam contra alguns bandidos espaciais e saem vitoriosos. Porém, um dos lanternas acaba sendo assassinado, e é aí que começa o mistério.Lanterna Verde

Em seguida, os mesmos bandidos do início, enquanto eram transportados, acabam caindo na Terra. E por acaso ou não, próximos do principal Lanterna Verde do quadrante terráqueo, Hal Jordan.

Porém, ele está afastado de suas funções, mas não sabemos os motivos. Só sabemos que os Guardiões do Universo (os “chefes” de todos os Lanternas Verdes) tomaram sua bateria e agora ele não tem mais energia no anel.

Assim que chega ao local do acidente, um Lanterna Verde ferido permite que ele use sua bateria para recarregar o anel e ir atrás dos bandidos que fugiram. Então o problema é rapidamente solucionado por Hal Jordan, que por ter salvado um Lanterna e capturado os bandidos, é novamente convocado pelos Guardiões do Universo, para investigar um caso específico.

Lanterna Verde Logo após falar com os Guardiões, ele descobre que a investigação envolve alguns roubos, assassinatos, sequestros e desaparecimentos. As ações aparentemente não possuem ligação uma com a outra, mas foram realizadas pelo mesmo grupo, só não se sabe o motivo.

Resumindo, esta edição do Lanterna Verde possui um toque bem forte de filme policial dos anos 80/90, com direito a interrogatório de policial bom e mau. E encerra com um desaparecimento inesperado e muito importante.

 

Sobre a edição

Desde 2015 e 2016 a editora Panini vem trabalhando em variados formatos para suas revistas mensais, sejam elas da DC ou da Marvel. E depois de alguns testes, eles finalmente estabilizaram em um formato que eu chamo de “mensal de luxo”.

Há alguns anos, as mensais eram capa couché e “papel jornal” que na verdade era pisa brite. E hoje, elas são capa brochura em papel cartão e papel revista com uma ótima gramatura, por isso “mensal de luxo“.

Além disso, as edições também ganharam Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) e um código ISBN (International Standard Book Number) para livrarias. E apesar de ser uma mensal, não encontrei nenhum erro de tradução e nem de revisão.

Esta edição do Lanterna Verde compila as edições mensais americanas de The Green Lantern 1 – 2 com preço de capa por: R$ 10,90.

A leitura

Antes de mais nada, a arte, os quadros e o ritmo da história são bons, o britânico Liam Sharp cumpre muito bem a sua função desenhando o Lanterna Verde. Contudo, quem já leu alguma obra do roteirista escocês Grant Morrison já sabe muito bem do que falarei.

A princípio, eu nunca recomendaria qualquer obra do Grant Morrison para um novo leitor. Nenhuma história dele, que eu já tenha lido, possui uma linha de desenvolvimento contínua. E muito menos um ritmo que seja agradável e de fácil compreensão para o leitor.

Da mesma forma, esta história do Lanterna Verde possui muitas idas e vindas, sem sensação de passagem ou tempo. E esta ausência de transição, muitas vezes obrigam o leitor a voltar e reler toda uma página, ou várias, para compreender o que está acontecendo.

Outro ponto que atrapalha um pouco a leitura, mas que muitos fãs gostam, é o excesso de informações e referências. Isto pode deixar a leitura demorada e cansativa, afastando novos leitores e agradando apenas os antigos.

Enfim, me considero um leitor de quadrinhos com determinada experiência, e acho suas histórias confusas, imagina quem nunca leu. E não estou subestimando a capacidade de leitura e compreensão das pessoas, o problema é o roteiro, que foi escrito praticamente de fã para fã do Lanterna Verde.

Sobre os autores

Nascido em 31 de janeiro de 1960 em Glasgow, na Escócia, o roteirista Grant Morrison é amplamente conhecido por seu experimentalismo e utilização de diversas referências em suas histórias. Ele foi roteirista da DC (Batman, Homem-Animal, Superman e Lanterna Verde), da Marvel (Novos x-men), da Vertigo (Os Invisíveis) e também já escreveu uma série de televisão chamada Happy!.

Liam Roger Sharp nasceu em 2 de maio de 1968 numa região conhecida como Derby (Derbyshire) na Inglaterra. Debutou na revista britânica 2000 AD no início dos anos 80, como muitos outros autores e roteiristas de quadrinhos. Boa parte deles chegaram na Marvel e na DC no final dos anos 80, um período conhecido como “Invasão britânica” nas editoras americanas. Ele já trabalhou para a Marvel (Homem-Aranha, Vingadores, X-men), para a DC (Batman, Monstro do Pântano, Superman, Lanterna Verde), Vertigo (Testament), Dynamite (Red Sonja) entre outras.

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