Uma vez que já que temos uma resenha sem spoilers, aqui irei fazer uma em que falarei sobre os maiores segredos do filme. Após 11 anos, finalmente alcançamos o ápice desse universo cinematográfico, com cenas memoráveis, um 3º ato que entra para a história, uma baita de uma homenagem para com os outros filmes e uma conclusão mais do que digna para nossos protagonistas.

Nome Original: Avengers Endgame;

Direção: Joe Russo e Anthony Russo;

Roteiristas: Christopher Markus e Stephen McFeely;

Música: Alan Silvestri;

Cinematografia: Trent Opaloch;

Sinopse: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores têm de lidar com a perda de amigos e entes queridos. Com Tony Stark vagando perdido no espaço sem água e comida, Steve Rogers e Natasha Romanov lideram a resistência contra o titã louco.

Vamos logo pelo começo, um dos aspectos que eu estava curioso para ver como fariam, era a repercussão do estalo de Thanos em Guerra Infinita, o foco foi claro dentre os heróis restantes, e um pouco por parte dos civis, o que eu admito que estava um tanto curioso para ver, infelizmente não foi muito repercutido no filme. A cena pós-crédito de Capitã Marvel se passando antes do início desse filme foi bom, porém a repentina a aparição para o resgate de Tony, um tanto apressada. Vi muita gente reclamando do início melancólico e triste, com diálogos mais pesados e vazios, mas a verdade é que isso que humaniza o longa, isso é o que dá a camada humana e que nos ajuda a dar importância com o que aconteceu e com a missão.
A jornada iniciada logo de cara no filme indo atrás de Thanos era algo que nós já imaginávamos, porém nunca pensei que a conclusão seria a que foi, o Thanos sendo facilmente desarmado e assassinado, com Thor finalmente mirando onde deveria, foi uma quebra de expectativa muito boa, mesmo dentre tantas teorias para esse início, o filme conseguiu nos surpreender, fazendo com que essa primeira incursão não levasse para lugar nenhum além de uma vingança vazia que não resultou em nada para a solução do maior problema.

Tirando o fato de um rato ter tirado o Homem-Formiga do reino quântico, acho as sequências relacionadas a ele muito boas, todo o desenvolvimento, os diálogos da viagem no tempo, abordando assuntos alusivos ao Hank Pym, e já a partir daí fazendo referências aos outros filmes do universo.

A viagem no tempo é sempre um fator complicado de se lidar, muitas pessoas estão dizendo que o filme é cheio de furos se baseando em outros filmes com esse fator que já assistiram, porém temos que entender que o filme possui regras diferentes, ele cria suas próprias regras e não as quebra, logo não possui furos quanto a isso. O próprio filme diz que outros longas relacionados com viagem no tempo estão errados para com aquele universo dos Vingadores. Possui sim uma situação ou outra que vale questionamento, como a Gamora voltar e o Clint dizer que não tem como resgatar a Viúva, ou como eles conseguiram transportar toda a nave para o futuro, mas levando algumas coisas em conta, podemos relevar isso.

“Thanos: I am inevitable
Stark : I am… Iron Man”

Vamos falar dessa guerra de uma vez, que socorro.. melhor 3º ato de blockbuster desde Senhor dos Anéis, primeiramente a sequência onde os heróis voltam é emocionante principalmente dada a situação em que a história se encontrava, Tony e Thor nocauteados, Capitão com o escudo quebrado ao meio, mancando e em um plano superior Thanos, imponente com seus tenentes, soldados e as mais demais criaturas, ainda sim Steve continuou caminhando para frente, como o teimoso que sempre foi, indo para a morte, até que o Sam o chama, isso é tudo muito bem feito, muito dramático, o plano que antecede o anúncio da volta daria um quadro magnífico. E então temos finalmente a maioria dos heróis apresentados para nós em somente um plano, o resultado de 11 anos de filmes bem ali, todos unidos, e quando finalmente o capitão diz a famosa palavra de partida para os Vingadores, eu estava esperando por isso desde 2012. E quando finalmente a guerra começa, é aquilo que deveria ser em sua maioria, é suja, os personagens ficam marcados com barro, sangue, sujeira e isso é dá uma realidade, um nível de detalhe que melhora a experiência do confronto. Feiticeiros, Asgardianos, tribos de Wakanda, nossos heróis, além de surpresas, como a Pepper com a armadura. Vários combos muito legais, uma sequência sem cortes aparentes muito bem feito, a combinação de golpes dentre heróis diferentes, tudo isso fez com que essa sequência seja a mais memorável do MCU, além do final épico, com o momento das heroínas, da Capitã no x1 empolgante, e finalmente o Tony tomando as jóias e se sacrificando para tirar nosso fôlego de vez. Além disso um momento Girl Power que dá arrepios, veja mais.

Vi muita gente falando mal da sequência em Vormir, porém fez sim muito sentido. O maior amor da vida do Clint, com certeza era a sua família que se foi, no primeiro Vingadores, vemos que a Natasha e ele já tiveram um passado, já fizeram missões juntos e que eles se importam muito um com o outro, em Era de Ultron também é mostrado que a Viúva é a única personagem que sabia do segredo do Gavião e que tinha um relacionamento com a família dele, pois os filhos dele chamam ela de tia, logo, após ele perder toda a sua família, faz todo o sentido a Natasha ser um amor muito forte para ele, e vice-versa, pois ela sempre diz que não tinha nada até a família que lhe é os Vingadores e obviamente Clint é a sua relação mais forte. Tudo o que acontece em Vormir nesse filme é forte, cenas ótimas, diálogos muito bons e um final emocionante.

É fato de que esse filme é, também, uma grande homenagem aos 11 anos que acompanhamos. São tantos momentos sendo referenciados que falar sobre cada um seria somente chover no molhado, mas com tanto conteúdo ficou realmente muito legal os momentos relembrados, principalmente na batalha de Nova York.

O arco do Tony Stark, como um todo é algo formidável, aqui esse arco se conclui muito bem, você pega a personalidade em seu primeiro filme, diálogos que ele tem sobre seu pai, Howard Stark, a maneira com que ele trata a Pepper, tudo isso aqui se conclui. Primeiramente o fato dele ter uma filha já é algo muito tocante, sua relação com o pai todos sabemos que era bem complicada, e a decisão de ter uma filha mostra como o personagem evoluiu muito, e ainda mais a maneira meiga como ele a trata. A volta no tempo e o reencontro com o seu pai, aquele abraço e a maneira tensa de conversar, não só por não poder ser descoberto, mas realmente por ter aquele engasgo na garganta por conta dele, em vários filmes ele fala mal disso e daquilo, mas sempre com um fundo de saudade e gratidão, e aqui com aquele diálogo e finalmente, uma despedida, foi realmente muito forte. Então círculo dele foi fechado, com seu último diálogo sendo aquele que ficou marcado no primeiro filme do universo e um sacrifício, o que o Steve disse que ele não teria coragem de fazer, no primeiro Vingadores.

O arco do Steve Rodgers, também teve a sua conclusão feita com maestria e aqui se fechando. No primeiro filme do personagem, vemos a sua forte relação com a Peggy ser construída, e todos sabemos o final trágico que teve, certo? Desde então estávamos esperando essa dança acontecer. Toda a sua jornada, brigas, amizades, são homenageadas aqui, com diálogos e com certeza a volta para a Peggy, nos dois momentos, indo para a base militar e finalmente para a tão aguardada dança.

Vingadores: Ultimato conclui uma história iniciada faz 11 anos de um jeito épico, que deixou todas as sessões insanas, minha sala estava completamente empolgada de um jeito que eu nunca antes havia visto, gritamos, choramos, nos empolgamos todos juntos e é assim que essa saga se encerra, todos unidos.