“Venom – Tempo de Carnificina” é insano e divertido desde os primeiros minutos. É um filme feito com o único propósito de divertir. Confira nossa resenha!

Venom – Tempo de Carnificina
Ficha Técnica
Título: Venom – Tempo de Carnificina
Ano 2021
Dirigido Por: Andy Serkis
Estreia: 07 de Outubro 2021
Duração: 90 Min
Classificação: 14 anos
Gênero: Ação, Aventura, Ficção Cientifica, Super-Heroi
País de Origem: EUA
Sinopse: Após os eventos do primeiro filme, o relacionamento entre Eddie (Tom Hardy) e o Venom está evoluindo. Buscando a melhor forma de lidar com a inevitável simbiose, esse dois lados descobrem como viver juntos e, de alguma forma, se tornarem melhores juntos do que separados. Brock tenta reviver sua carreira ao entrevistar o serial killer Cletus Kasady (Woody Harrelson), que escapa da prisão e se torna o novo hospedeiro do simbionte Carnificina.

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NARRATIVA

Desta vez, Eddie (Tom Hardy) tem a chance de se destacar mais uma vez no jornalismo de São Francisco (uma noção tão estranha nos dias de hoje, que as pessoas realmente leem jornais e seguem repórteres específicos), garantindo uma entrevista com o assassino condenado Cletus Kasady (Woody Harrelson), que está prestes a ser executado na Prisão Estadual de San Quentin, o que ele não sabe que em uma de suas visitas, acontecerá algo não muito bom para todos, principalmente à ele próprio.


EDDIE E VENON…

Pode soar insano ponderar noções como vulnerabilidade e ternura, já que estamos falando de um filme em que um alienígena afetado vive dentro de um repórter intrépido, brigando e brincando com ele. Claro, Venom está constantemente reclamando sobre como ele não consegue liberdade o suficiente para comer pessoas, e que uma dieta de galinhas e chocolate fornece sustento insuficiente. Ele é muitas vezes é a voz dos medos e inseguranças de Eddie (“Apenas me deixe em paz, você está sempre minando!” Eddie reclama), mas ele também tenta dar uma força pro Eddie, encorajando-o a se reconciliar com Anne (Michelle Williams), que agora está noiva do Dr. Dan Lewis ( Reid Scott ). Se formos analisar, Venom é aquela vozinha dentro de todos nós, em letras grandes.

Venom - Tempo de Carnificina


CLETUS E CARNIFICINA…

A transformação de Cletus em Carnificina – é uma versão maior, mais feroz e mais “armada” de Venom – é um frenesi de som e fúria. É também o primeiro sinal de que a ação nesta sequência não será tão comédia. Mas pelo menos você pode ver o que está acontecendo com mais clareza do que no filme original, graças ao trabalho de Robert Richardson , três vezes vencedor do Oscar e cineasta frequente de Martin Scorsese (” Casino “, ” O Aviador ” “ Shine a Light ”). O primeiro “Venom” também contou com o trabalho de um verdadeiro artista em Matthew Libatique, mas muitos daqueles cenários gigantescos aconteciam no escuro, à noite, que muitas vezes era difícil dizer quem estava fazendo o quê a quem. Aqui, ainda fica um pouco turvo – especialmente durante um confronto noturno fora de uma escola para crianças problemáticas – mas, no geral, a ação é vívida.

Nunca há um momento ou sequência em que Cletus se maravilhe com suas habilidades chocantes e recém-descobertas, que parecem uma peça que faltava. Em vez disso, ele imediatamente usa Carnage como um terno feito sob medida, como se tivesse nascido assim. E sua primeira tarefa é resgatar a mulher que ele ama de uma prisão de alta tecnologia, Frances Barrison de Harris, mais conhecida como Shriek, o reencontro de Cletus com a mulher que ele amava desde a infância, como vemos em um flashback, nunca é tão interessante quanto as repercussões da relação em constante mudança de Eddie com Venom.

Venom - Tempo de Carnificina


PARTE TECNICA

Os efeitos especiais estão na média, sem muitas novidades, a equipe de efeitos sonoros trabalhou bem, com os sons secundários (O filme é bem barulhento nos momentos certos), a trilha sonora de Marco Beltrami é muito boa, e de acordo com cada momento especifico do filme.


DIREÇÃO

Andy Serkis, entende a tecnologia necessária para obter as performances virtuais necessárias melhor do que quase ninguém, mas demonstra quase nenhuma visão como diretor (isso apesar de mostrar-se uma grande promessa com o sério drama “Respire” e sombrio, ultra ambicioso CG “Jungle Book”, adaptação “Mowgli”). Em alguns momentos, o filme parece que está sem controle, algumas sequencias são meio desleixadas como se fossem improvisadas.

Venom - Tempo de Carnificina


ATUAÇÕES TRIO PRINCIPAL

Tom Hardy, Assim como no primeiro filme deu um show de interpretação, sua “briga” com os simbionte foi um dos pontos fortes do filme, uma verdadeira montanha russa de emoções e muito humor.

Venom

Michelle Williams, É aquela “mocinha” clássica em que o herói é apaixonado, e tenta de algum modo se reaproximar, mas dessa vez não tem a mesma sorte do primeiro filme porque ela deixou a vida correr ocupando seu coração com outra pessoa.

Tempo de Carnificina

Woody Harrelson, Como sempre entrega mais do que o esperado, o serial killer Cletus Kasady (um Woody Harrelson devidamente perturbado e de peruca), que está possuído pelo mesmo simbionte extraterrestre que infectou Eddie Brock, está muito convincente, sendo completamente insano, insuportável e irônico (como tem que ser).


MINHAS CONSIDERAÇÕES

Como disse no inicio, “Venom – Tempo de carnificina”, é um filme feito com a intenção de divertir, e consegue de uma forma ou de outra.

O filme é um upgrade do primeiro Venom, com mais ação e um ritmo mais acelerado, o roteiro não é lá essas coisas, não gostei de algumas soluções encontradas para alguns momentos. E a direção de Andy Serkis deixou um pouco a desejar, em alguns momentos parecia que algumas cenas foram improvisadas.

 

*ATENÇÃO! Não deixem de assistir a cena pós créditos (logo após dos créditos iniciais), com certeza é uma das melhores coisas do filme.

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